Category Archives: Cordão Umbilical

Debate sobre os Bancos de congelamento de cordão umbilical = Público X Privado

Já está disponível para pais e mães de todo o Brasil uma cartilha da Anvisa que busca esclarecer as verdades sobre o armazenamento do sangue de cordão umbilical. Apesar desta prática ter crescido nos últimos anos, muitas pessoas ainda desconhecem os reais benefícios e as limitações desse tipo de transplante.

O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e por isso pode ser uma alternativa no tratamento de doenças hematológicas. Mas muitas criticas foram vistas no debate entre a opção de bancos públicos em relação a opção dos privados, e a opção de escolha. Trago então abaixo alguns pontos e informações que precisa saber, para melhor tomar sua decisão.

A primeira e primordial questão é a de esclarecer que, ao contrário do que os papais são induzidos a pensar, a aplicabilidade atual das células-tronco do cordão umbilical vai muito além do tratamento das leucemias, englobando um leque de aproximadamente 80 patologias, entre elas, a doença de Hodgkin, os mielomas múltiplos, as hemoglobinopatias, as doenças metabólicas hereditárias, o linfoma não Hodgkin, patologias relacionadas a imunodeficiência, além de, é claro, servirem como “substituição” de uma medula doente. Segundo dados do NETCORD, houve 9020 unidades de sangue de cordão liberadas para transplantes de crianças e adultos em todo o mundo até 2008. Nos EUA metade de todos os transplantes de células tronco são mediante utilização de sangue de cordão umbilical.

A respeito da tão discutida “célula marcada” que leva alguns pesquisadores afirmarem categoricamente que o sangue do cordão não serviria a uma criança com leucemia por carregar nele as marcas da doença, relatamos aqui o caso da menina de 3 anos que após recidiva da leucemia foi tratada com seu sangue de cordão nos EUA obtendo a cura da doença e, hoje com 6 anos, permanece saudável. Este fato é possível devido a um estudo que os médicos realizaram utilizando o exame de PCR para verificar a ausência dos clones cancerosos nas reorganizações específicas do gene receptor da imunoglobulina. Este caso demonstra que a “célula marcada” não é também uma verdade absoluta.

Vamos esclarecer também o caso da compatibilidade familiar. O sangue do cordão é e sempre será 100% compatível com seu doador, no entanto, ao contrário do que dizem os críticos, estudos mostram que o sangue do cordão possui, entre todas as outras vantagens, a questão de compatibilidade por demonstrar elevada probabilidade de pega de enxerto mesmo nos graus mais elevados de incompatibilidade do HLA, que é o principal parâmetro de compatibilidade para testar o sangue, além de ser também o que apresenta menor índice de mortalidade por GHVD (doença do hospedeiro, comum em transplantes). Estes estudos foram realizados com o acompanhamento de cerca de 2500 transplantes entre doadores e outros pacientes onde a compatibilidade não ultrapassou os 50%.

Ao pesquisar os bancos públicos internacionais de medula óssea, uma unidade sem parentesco compatível, corresponde a cerca de 50-80% dos pacientes, dependendo do grupo étnico. Ainda assim, somente 30% dos caucasianos e uma percentagem menor dos outros grupos étnicos acabam obtendo um transplante de medula a partir de um doador sem parentesco. Isso se deve à deterioração da condição ou óbito dos pacientes durante a busca o que fez do sangue do cordão umbilical surgir como uma alternativa atraente à medula óssea nos últimos anos. A dificuldade em se encontrar doadores para os transplantes alogênicos com a medula óssea no Brasil está relacionada com a alta miscigenação e grande variabilidade genética da população, o que torna importante a obtenção de células-tronco do sangue do cordão umbilical.

Outra questão importante a ser salientada é o fato de que os mesmos pesquisadores que desaconselham fervorosamente o armazenamento do material em Bancos Privados recomendam fervorosamente a doação do mesmo material aos Bancos Públicos, divulgando até, e de maneira errônea, de que essa doação é muito simples. Isso nos leva a levantar uma pergunta: Será que a capacidade e a aplicabilidade das células-tronco do sangue do cordão estão relacionadas ao lugar onde ele será armazenado? Porque elas servem se estiverem nos Bancos Públicos e não servem nos Bancos Particulares?

O Brasil conta hoje com 18 unidades de Bancos Privados que armazenam cerca de 46.813 mil unidades de amostras contra 12 unidades Públicas que contam com 15.345 amostras, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Só para conhecimento, estudos recentes em Londres mostram que um Banco Público ideal deveria ter, para uma população de 61 milhões de pessoas, 50 mil unidades de amostras armazenadas. A Espanha é o país que mais se aproxima disso, contando hoje com 57 mil amostras armazenadas.

O baixo número de amostras dos Bancos Públicos Brasileiros não se deve a existência dos Bancos Privados e sim a imensa dificuldade em doar-se seu material à eles. Ao contrário do desserviço que alguns prestam divulgando que basta um contato do obstetra com um Banco Público para que aconteça a doação, o próprio site do Brasil Cord informa que para haver a doação é necessário que, a gestante realize seu parto em uma maternidade conveniada ao Banco Público, além de realizar exames de sorologia, os quais devem ser repetidos seis meses após o parto e não deve ter mais de 32 anos. Só para que se tenha uma ideia, na grande metrópole de São Paulo há apenas 2 maternidades conveniadas para essa coleta, são elas: a Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein e o Amparo Maternal. Caso a gestante não tenha seu bebê em uma dessas duas maternidades, ou tenha mais de 32 anos a doação é impossível!!!

Mesmo que os Bancos Públicos do nosso país tivessem condições de atender a toda a população, o que ainda está muito longe de acontecer, os pais ainda assim têm o direito de optar por armazenar seu material de maneira particular e tratar isso como se fosse ilegal, inútil, desnecessário ou imoral é ferir o pilar básico da bioética atual que é o princípio da autonomia do paciente. Seria como dizer à população que, visto que possuímos um sistema público de saúde, não há porque se fazer um plano particular. Ainda que os bancos públicos de sangue do cordão sejam indubitavelmente bons para a sociedade, as escolhas defrontadas pelo indivíduo nessa situação são complexas. Caso esteja motivado a doar a unidade de sangue do cordão para um banco público, isso significa que não há garantia de que, caso seu filho necessite, o mesmo estará disponível, isto é, ele poderá ser selecionado para outro indivíduo primeiro. Assim, isso não é como doar sangue para um banco de sangue. Argumentaríamos que não existe uma obrigação ética por parte do indivíduo de doar o sangue do cordão de seu filho para uso público quando tal doação não possa ser recuperada e possa não estar disponível quando sua família necessitar.

Além disso, estudiosos no assunto apontam que uma das principais vantagens de se ter armazenado o sangue do cordão umbilical é a imediata disponibilidade no caso de necessidade, o que diminui sensivelmente os casos de morbidade e mortalidade na espera.

Os Bancos Privados também não podem ser tratados ou reduzidos a meros armazenadores de material para uma parcela privilegiada da sociedade, como insistem em classificar alguns críticos, pois estes são instituições que fomentam e incentivam pesquisas de utilidade públicas a respeito do assunto.

Os críticos do setor afirmam que a doação para um Banco Privado exclui o domínio público de células que de outra maneira seriam úteis para os Bancos Públicos. Visto que os bancos públicos são, em muitos lugares, bem menos desenvolvidos que os bancos privados, o argumento é que estes seriam contra o interesse público e minariam a solidariedade social.

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Coleta do sangue presente no cordão umbilical no Parto

Infelizmente, o que é ainda é pouco difundido na sociedade global é que as células-tronco hematopoiéticas (provenientes da medula óssea do doador) estão presentes em grande quantidade no cordão umbilical.

Mas durante o parto, muitos casais desconhecem os benefícios de se coletar e armazenar esse material que pode tratar mais de 100 doenças, entre elas, os linfomas, as leucemias agudas e anemias crônicas.

A leucemia, por exemplo, é a doença maligna mais comum na infância, correspondendo aproximadamente a 30% dos casos de câncer em crianças.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, no Brasil são registrados cerca de 7400 casos de leucemia por ano com um total de 5500 mortes, representando o 8o tipo de câncer mais freqüente na população brasileira.
“O transplante é, muitas vezes, a única esperança de vida do paciente, que enfrenta vários obstáculos como encontrar um doador compatível. Em um banco publico, por exemplo, as chances são de uma e um milhão. Entre 1988 e 2012, foram realizados, em todo o mundo, mais 20.000 mil transplantes com sangue do cordão umbilical”, explica Dr. Adelson Alves, fundador da CordCell.


Segundo o hematologista, essas células somente podem ser utilizadas se estiverem vivas, coletadas e criopreservadas imediatamente após o nascimento. É um procedimento simples e rápido, que não interfere com o nascimento do bebê, quando o obstetra “corta” o cordão umbilical o enfermeiro aproxima-se e faz a coleta do sangue presente no cordão umbilical com uma agulha conectada à uma bolsa estéril, podendo ser realizado nos diversos tipos de parto.

E você pretende fazer esta coleta e armazenagem?
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Promoção de Parceria da Zazou com a BCU Brasil na Coleta do Cordão Umbilical e Distribuição de Mimos para Nossas Clientes

Sempre preocupada em passar as melhores dicas e indicações, assim como de oferecer diferenciais para nossas clientes grávidas, a Zazou vai oferecer ao longo do mês de setembro com o lançamento da coleção de primavera, alguns mimos para nossas as grávidas que visitarem nossas lojas em São Paulo (Moema | 11-3846-6511) e no Rio de Janeiro (Ipanema | 21-2247-4645), em uma parceria com a BCU Brasil (www.bcubrasil.com.br), especializada na coleta das células tronco do cordão umbilical no parto.
Promoção de Parceria da Zazou com a BCU Brasil na Coleta de Celulas Tronco


Além disto, teremos nos 3 próximos sábados de setembro, uma especialista no assunto da própria BCU, dando aulas e tirando dúvidas sobre o tema na sala dos pais da loja de SP. Além de oferecer descontos e promoções especiais para quem desejar fechar um pacote em condições bem diferenciadas para nossas clientes que conseguimos com eles.

Aliás fiquei sabendo esta semana conversando mais com eles sobre a preservação desse material genético, de que mesmo que não tenha feito isto para o seu primeiro filho, que agora com o segundo, ele pode ser usado também por irmãos, caso haja necessidade com 47% de chances da compatibilidade.

Venha então até a Zazou neste sábado e fique sabendo destes detalhes todos!
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Confira as 10 dúvidas mais frequentes que as mamães têm sobre a coleta de células-tronco do cordão umbilical

O uso das células-tronco do cordão umbilical foi uma grande descoberta na medicina,pois elas ajudam no tratamento de diversos tipos de doenças de difícil tratamento.

Porém, apesar de todos os benefícios da utilização dessas células, muitas mamães ainda têm dúvidas sobre o assunto. Com o objetivo de esclarecer quaisquer questionamentos e equívocos, convidamos a Dra. Adriana Homem, médica responsável técnica do maior banco de células-tronco do cordão umbilical da América Latina, que é o BCU Brasil, a nos dar dicas e ajudar a tirar as 10 dúvidas mais frequentes que as mamães têm sobre a coleta de células-tronco do cordão umbilical.
"O uso de células–tronco do cordão umbilical ainda é um assunto polêmico na atualidade, pois muitas pessoas desconhecem como são realizados os procedimentos e qual a importância para o tratamento e pesquisa de várias doenças e, é por este motivo que o BCU Brasil considera de extrema importância fornecer respostas às perguntas geradas pelos pais.", diz a Dra. Adriana Ribeiro Homem.


1) Como é feita a coleta e a armazenagem?

Assim que o bebê nasce, o cordão umbilical é cortado e o sangue coletado é colocado dentro de uma bolsa de coleta de sangue, esta bolsa é enviada para o laboratório ondeas células-tronco serão separadas. No BCU Brasil é usada uma máquina de última geração (SEPAX). Após este procedimento, as células-tronco são armazenadas geralmente em duas bolsas de 25 ml e guardadas em um tanque de nitrogênio líquido a -196 °C.

2) O procedimento é seguro?

O procedimento de coleta do sangue de cordão umbilical é seguro tanto para a mamãe quanto para o bebê, pois não interfere em nada na hora do parto. Após o médico cortar o cordão umbilical, o bebê vai para os procedimentos habituais e a coleta é realizada em cerca de 5 minutos retirando o sangue que ficou no resto do cordão e na placenta.

3) É indolor?

Sim, é completamente indolor para a mamãe e para o bebê.

4) Quais as vantagens de se guardar as células-tronco do cordão umbilical?

Atualmente existem mais de 80 doenças tratáveis com células-tronco e mais de 200 em estudos com grandes resultados. Ao guardá-las, o bebê possui a garantia que terá 100% de compatibilidade e utilização imediata no caso de necessitar de um transplante usando estas células. Hoje em dia podem ser usadas células-tronco dos próprios órgãos, gordura, pele e dentes. Mas uma das vantagens em usar as células-tronco do cordão umbilical coletadas no momento do nascimento é que estas são consideradas "virgens", pois não sofreram nenhum tipo de influência do meio externo, como medicamentos, estresse e outras, além de ser uma das áreas da medicina em que as pesquisas mais evoluem, ou seja, certamente novas aplicações surgirão ao longo do tempo. Portanto, ao fazer a coleta das células-tronco do bebê os pais têm a chance de fazer um tratamento mais eficiente, caso o filho seja acometido por alguma doença hematológica que já pode ser tratada pela terapia das células-tronco.

5) Quais doenças já são tratadas?

Mais de 80 doenças já podem ser tratadas com as células-tronco do cordão umbilical. Dentre elas é possível citar: Anemias, leucemias, linfomas, Talassemia, Doenças Linfoproliferativas e Doenças Mieloprofilativas.

6) Quanto tempo elas podem ficar armazenadas?

Graças à tecnologia utilizada atualmente, as células-tronco podem ficar armazenadas por tempo indeterminado. As primeiras células-tronco coletadas e
criopreservadas já têm 23 anos e estão aptas para utilização.

7) Quanto custa?

Com o aumento no número de coletas devido à maior acessibilidade o custo diminuiu. Sendo que o valor para coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical é acessível para as classes A, B e C (com diversas formas de pagamento). O fato da concorrência também possibilitou aos pais poderem escolher entre as vantagens e desvantagens que cada uma oferece.

8 ) É possível coletar sangue do cordão umbilical em prematuros?

Sim. O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas de gestação, conforme descrito na legislação que rege o funcionamento dos Bancos de Cordão Umbilical e Placentário (RDC153, de 14 de junho de 2004).

9) Quem irá coletar o sangue do cordão umbilical do meu bebê em caso de parto de emergência?

Caso aconteça nas cidades onde possuímos o escritório de coleta (são mais de 40 cidades), temos enfermeiros treinados que ficam de plantão 24h por dia. Além disso, podemos contar também com o médico que fará o parto, já que o procedimento de coleta é simples podendo ser facilmente executado pelo médico assistente.

10) Qual a diferença entre armazenar as células-tronco num banco privado ao invés de um público?

No banco privado o armazenamento das células visa ao uso da própria pessoa que teve as células coletadas ou de familiares. Dessa forma, é permitida a disponibilidade imediata das células-tronco sem a necessidade de espera por uma compatibilidade. Já no banco público o processo de coleta e armazenamento é idêntico aos privados, mas o uso é diferente. Pois a pessoa que necessitar das células-tronco para um transplante dependerá de uma compatibilidade para seu uso, ou seja, terá que enfrentar uma fila de espera.

Falando mais sobre o BCU Brasil, desde 2009 no Brasil, o Banco de Cordão Umbilical (BCU) é o maior da América e um dos maiores do mundo. Possui mais de 40 escritórios espalhados em todas as regiões do país. O BCU atualmente tem mais de 35 mil amostras de células-tronco armazenadas. Isso é possível porque a empresa conta com equipamentos tecnológicos de última geração e uma equipe formada por profissionais com mais de 11 anos de experiência em criogenia.

Mais informações no site: www.bcubrasil.com.br ou pelo telefone: 11-2950-0141 com a médica responsável técnica: Dra. Adriana Homem (CRM-SP: 95224).
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Menina que nasceu para salvar a irmã

Vejam só este incrível caso da pequena Maria Vitória, que ganhou uma irmã para curá-la de uma doença congênita. Mas apesar do nascimento da sua irmãzinha Maria Clara, ela ainda terá que esperar, no mínimo, três meses para receber o transplante de células-tronco umbilicais. Ela foi a primeira criança brasileira a passar por seleção genética para servir como doadora. Maria Vitória nasceu com uma doença chamada "talassemia maior", que afeta as células do sangue. Os glóbulos vermelhos produzidos por ela são muito frágeis e duram muito pouco na corrente sanguínea, o que provoca anemia. Para se manter saudável, a menina de cinco anos recebe transfusões de sangue a cada 20 dias, aproximadamente. A cura da doença acontece com um transplante de medula óssea (o tutano do osso), parte do corpo responsável pela produção dos glóbulos vermelhos.
“Você destrói a medula óssea do receptor e coloca as células sadias do doador”, resumiu o médico responsável pela operação, Vanderson Rocha, chefe do setor transplante de medula óssea do Hospital Sírio Libanês.
A recém-nascida Maria Clara foi selecionada geneticamente para ser a doadora dessas células produtoras de sangue. Mas, nesse caso, o transplante não será feito com células da medula óssea, mas com material coletado do cordão umbilical, que está congelado. Somente caso as células do cordão umbilical não sejam suficientes para a transfusão, será preciso completar com a medula óssea da doadora. É por isso que o transplante não pode ser feito agora: Maria Clara ainda é pequena demais para doar medula óssea. De toda forma, Rocha prefere mesmo usar as células umbilicais no transplante.
"As células do cordão umbilical dão menos reação do enxerto contra o hospedeiro. Nessa doença, as células do doador atacam as células do paciente”, explicou o médico.
Nos transplantes em crianças, o problema acontece entre 20% e 30% das vezes em que as células doadas são da medula óssea. Com o material do cordão umbilical, o número cai para menos de 10%. Os números são de pesquisas conduzidas pelo próprio médico na França, país pioneiro nesse ramo. Maria Clara é a doadora perfeita para Maria Vitória porque não tem a doença e é compatível com a irmã. Como a talassemia é genética, e os médicos conhecem o gene responsável por ela, foi possível saber com antecedência que a caçula era saudável. Para fazer a seleção, os pais Eduardo e Jênyce Cunha procuraram uma clínica de reprodução assistida. Como em qualquer inseminação artificial, os médicos pegaram espermatozoides do pai e óvulos da mãe para a fecundação. Dos 13 embriões formados, dez foram para a análise genética. Desses, oito apresentavam os genes da talassemia e dariam origem a crianças doentes. Os dois embriões saudáveis foram colocados no útero da mãe. Um não funcionou e o outro gerou a gravidez de Maria Clara. Edson Borges, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, foi o médico responsável pela seleção. Ele contou que Maria Clara foi a primeira a ser selecionada com um transplante em vista, mas que o processo já é feito para evitar a transmissão de doenças genéticas.
“Há entre 80 e 100 doenças que a gente consegue selecionar”, afirmou o médico. Segundo ele, a seleção não é praxe na reprodução assistida e só se justifica se há histórico familiar de doenças genéticas – que possam ser identificadas pelos exames disponíveis.
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Uso de células-tronco do cordão umbilical contribui para o tratamento de diversas doenças hematológicas

A medicina passou por uma revolução após a descoberta do uso de células-tronco adultas em tratamentos médicos. As primeiras a serem usadas foram as presentes na medula óssea. Mas na década de 1980 descobriu-se que o sangue do cordão umbilical era rico em células-tronco adultas novas, que não foram afetadas por radiação, medicação e estresse. E, a partir de então, elas também começaram a ser utilizadas na medicina. As células-tronco do cordão umbilical são células coringas, capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo humano, como ossos, vasos sanguíneos, pele, músculo, neurônio, entre outros. Hoje, mais de 80 doenças hematológicas, como por exemplo, leucemias, linfomas e mielomas, já são tratadas com essas células. Além disso, há muitas pesquisas em diversas áreas médicas, como na neurologia, oncologia, cardiologia e ortopedia, que trazem resultados positivos, aumentando a possibilidade das células-tronco do cordão umbilical ser usadas para tratar outras enfermidades. Por isto que o armazenamento dessas células é essencial para o avanço dos estudos científicos e para o uso nos tratamentos terapêuticos.
Uso de células-tronco do cordão umbilical contribui para o tratamento de diversas doenças
Uso de células-tronco do cordão umbilical contribui para o tratamento de diversas doenças
Para preservar o sangue do cordão umbilical, os pais podem armazenar as células em um banco privado ou doar para um banco público. A diferença entre estes tipos de bancos é que no privado as células-tronco retiradas do sangue são do próprio bebê. Já no público é feita uma doação para a primeira pessoa compatível que necessitar. Os especialistas que trabalham nesta área estão confiantes de que nos próximos anos o número de células-tronco do cordão umbilical irá aumentar no Brasil, pois tem se popularizado e os preços baixaram. Por isso é importante que a população seja orientada a coletar essas células quando os seus filhos nascem, e esperamos estar contribuindo com isto ao trazer este tipo de informação. Existem muitas empresas, mas como isto é para o resto da vida, tome cuidado na escolha. Se informe. Pesquise. Isto é aquele tipo de coisa que nao dá para ser qualquer uma. O barato pode lhe custar caro demais. Uma empresa séria que recomendamos é a CordCell (www.cordcell.com.br). ALiás falando nisto, o que acham de sortearmos aqui de presente da Zazou uma coleta e armazenamento entre as grávidas antenadas?
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Salto de bebês é tradição no Corpus Christi

E você fez o que neste último feriado? Vejam só abaixo o que os espanhóis fizeram nesta estranha tradição no Corpus Christi... Salto de bebês é tradição no Corpus Christi Na foto acima um homem vestido de amarelo e vermelho, representando o diabo, chamado localmente de El Colacho, pula sobre seis bebês deitados em uma colcha durante tradicionais celebrações de Corpus Christi em Castrillo de Murcia, no norte da Espanha. Fiéis da cidade realizam a peculiar tradição há centenas de anos, acreditando que isso protegerá as crianças contra espíritos malignos. E você faria isto com o seu bebê?
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Entrevista s/ Cordão Umbilical com o coordenador da rede BrasilCord Luis Fernando Bouzas na Revista Época

Como havia comentado a reporter Cristiane Segatto da Revista Época fez uma matéria interessante sobre doação e bancos públicos de cordão umbilical que queria trazer mais informações para vocês sobre o assunto. Nesta matéria ela entrevista e faz uma série de perguntar sobre este tema ao diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do InCa, Luis Fernando Bouzas, que também é o coordenador da rede BrasilCord, que reproduzo abaixo para sua informação: 1) A rede BrasilCord tem cerca de 8 mil unidades armazenadas. Quantas seriam necessárias para que o Brasil fosse autossuficente?
Nenhum país ou rede conseguiu se tornar autossuficiente. Talvez nunca consiga. Sempre existirão pacientes com características genéticas específicas e que terão necessidades específicas. Nesse aspecto, a diversidade étnica da nossa população é um complicador. Não é fácil encontrar material compatível com todos os pacientes. O banco público precisa crescer. Nos próximos cinco anos, pretendemos chegar a 60 mil unidades - sempre avaliando o conteúdo genético do que estamos coletando em relação à população necessitada.
2) Quando o paciente precisa de um transplante de medula, a busca é feita na BrasilCord ou no Redome?
É feita em ambas. O Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) tem 1,4 milhão de inscritos. É o terceiro maior registro do mundo. Com a expansão da BrasilCord e os voluntários do Redome teremos a chance de encontrar doadores para cerca de 85% dos pacientes que nos procuram. Os demais serão beneficiados por buscas nos registros internacionais. O pool internacional de solidariedade tem quase 14,5 milhões de doadores cadastrados.
3) Por que é tão difícil ampliar os bancos públicos brasileiros?
O banco depende de recursos de implantação (obras, equipamentos, treinamento, pessoal, informática etc) e manutenção. O custo de armazenamento é alto. As mães aceitam doar, mas manter a qualidade e a segurança do material é fundamental. Além disso, nem todo sangue coletado pode ser usado. Cerca de 50% do material coletado não pode ser usado por motivos diversos.
4) Quanto custa manter congelada uma bolsa de sangue de cordão? Fazer isso no Brasil não é mais barato do que importar?
As etapas de coleta, processamento e armazenamento custam cerca de R$ 3,5 mil. A manutenção custa mais R$ 300. O sistema da rede BrasilCord é o mais moderno do mundo. Inclui unidades totalmente automatizadas chamadas de BioArchives. Mesmo assim é muito mais barato que importar unidades. Essa é a justificativa para a existência do Redome e da BrasilCord.
5) Muitas mulheres que têm filhos em maternidades particulares não pretendem congelar o cordão em brancos privados e gostariam de doá-los. Hoje isso não é possível. Existe algum projeto para ampliar a rede capaz de aceitar essas doações?
Não há justificativa para que todos os nascimentos tenham o sangue de cordão armazenado pois o custo seria proibitivo e desnecessário. Afinal, as características da população se repetiriam. Mas existe sim um projeto para ampliar nossa capacidade de receber doações. Além da associação voluntária de hospitais privados ao sistema BrasilCord (Albert Einstein, Sírio-Libanês etc), estamos testando a coleta à distância. Uma equipe médica do próprio hospital se responsabiliza e nos envia o material. Essa é uma técnica mais complexa, que gera muita perda de material. Desenvolvemos um kit de coleta e uma forma de garantirmos o transporte com qualidade e estamos validando esse método. A coleta tem que ocorrer com agilidade, no momento do parto (impossível deslocar uma equipe para todos os hospitais) e o material tem que ser encaminhado em até 36 horas para o laboratório onde será processado. Com controle de temperatura e documentação adequada. Caso não sejam cumpridos esses passos, o material se deteriora. Os bancos de sangue de Nova York, Milão e Dusseldorf, os primeiros a existir nos anos 90, contam cada um com apenas duas ou três maternidades como os nossos e seguem as mesmas regras.
6) Não vale a pena congelar o cordão do filho em bancos privados?
Não recomendo que isso seja feito por várias razões. A probabilidade de uso desse material pela própria criança ou pelos familiares é infinitamente baixa. Depende de uma série de fatores combinados: a compatibilidade é necessária, a qualidade deve ser máxima para manter a viabilidade celular, a doença não pode estar relacionada a nenhum fator genético. Caso contrário ele também estará presente nas células-tronco armazenadas. É preciso lembrar que até o momento o único uso comprovado desse material é como fonte alternativa de células-tronco para o transplante de medula óssea. Ele pode ser indicado no caso de leucemia, linfoma, anemias graves, erros inatos do metabolismo, doenças de origem genética do sistema imune ou hematopoiético (responsável pelo desenvolvimento dos elementos do sangue).
7) Os bancos privados vendem falsas esperanças?
Existe uma grande propaganda enganosa. O uso das células-tronco de cordão umbilical para a medicina regenerativa não foi provado nem recomendado. As pessoas precisam entender que as células-tronco obtidas do sangue do cordão umbilical são células adultas diferentes, por conceito e definição, das células embrionárias. O sangue do cordão possui em geral uma quantidade limitada de células-tronco que dão origem às células do sangue e são suficientes para o transplante de um paciente de até 50 kg. Apenas numa quantidade ínfima, quase indetectável, apresenta também outros tipos de células-tronco (como as mesenquimais). Somente essas têm a propriedade de desenvolver outros tecidos.
8) A exploração comercial dos bancos de cordão vem sendo questionada?
As instituições sérias de todo o mundo condenam essa prática. Ela já foi proibida em alguns países, como França e Inglaterra. A maioria dos países passou a restringir a propaganda dessas empresas e a controlar a qualidade dos processos. É uma atividade comercial sem embasamento científico e sustentada pela desinformação. Num momento de fragilidade, as famílias apostam num futuro incerto. Já vimos isso antes. Quem não se lembra das empresas que, nos anos 80, ofereciam congelamento de órgãos e corpos de pessoas influentes e famosas com a promessa de ressuscitá-los num futuro qualquer?
Leiam a matéria completa em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI125500-15230,00.html
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Cordão umbilical: por que jogamos tanta vida no lixo?

Trago abaixo para vocês um texto escrito pela reporter especial da Revista Época Cristiane Segatto, especialista nesta área de medicina há 14 anos e que já ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Ela escreveu recentemente sobre os bancos públicos de cordão umbilical e como é a situação no Brasil. O nascimento de uma criança é um momento supremo. É a expressão máxima da renovação da vida. A cada bebê que chega, a natureza nos lembra que temos a chance de construir gente e dias melhores. Na sala de parto, os pais mal raciocinam. Ficam dopados de emoção. Querem ver o rosto do filho, sentir aquele corpinho pesando sobre o peito, contar os dedinhos miúdos. Não há clima para racionalidade. Se houvesse, talvez estranhassem o destino dado à placenta e ao cordão umbilical. Eles despencam num balde e, dali, seguem direto para o lixo. É um final indigno para um material tão rico. O sangue do cordão umbilical contém células-tronco que podem salvar quem sofre de leucemia, linfoma e várias outras doenças, como anemias graves, erros inatos do metabolismo e problemas de origem genética do sistema imune ou das células sanguíneas. Nos últimos anos, criou-se um mercado de sonhos em torno disso. Empresas oferecem serviços de congelamento do cordão umbilical e cobram caro por eles. Os clientes que assinam o contrato são atraídos principalmente pela promessa de que, no futuro, terão a sua disposição um reservatório de sementes preciosas para curar doenças e restaurar órgãos doentes. Toda pessoa tem o direito de fazer o que bem entende com seu dinheiro. Mas quando perguntam minha opinião digo o que penso: os bancos privados ainda não me convenceram dos benefícios que vendem. Por enquanto, as promessas da medicina regenerativa são exatamente isso: promessas. O único uso comprovado das células congeladas é o transplante no caso das doenças mencionadas acima. Mas a probabilidade desse sangue armazenado ser aproveitado pelo próprio doador ou por familiares dele é baixa. Vamos pensar na leucemia, por exemplo. Uma criança com leucemia não poderia usar o sangue de seu próprio cordão. A leucemia é decorrente de alterações genéticas que provavelmente também ocorreram nas células-tronco que foram congeladas quando ela nasceu. Volta e meia recebo sugestões de bancos privados que congelam o cordão dos filhos das grávidas famosas e depois querem que elas apareçam em reportagens como garotas propagandas do serviço. É sempre a mesma história: por que você não entrevista a estrela da novela? Ela congelou o cordão do filho na nossa empresa... E por aí vai. Eu não congelaria o cordão de meu filho numa empresa privada. Mas adoraria doá-lo a um banco público. Gostaria que o Brasil tivesse um banco enorme, com milhares de amostras representativas de toda a diversidade genética de nossa população. Esse banco público e gratuito estaria disponível a todas as pessoas que precisassem de um transplante. Seria de acesso universal e abrangente. Tão universal e abrangente como a solidariedade que estimula a doação de tecidos humanos. Muitas grávidas já entenderam a importância da doação e gostariam de fazê-la. Mas onde? Poucos hospitais no Brasil aceitam recebê-la. Coletar, processar e armazenar esse sangue não é uma tarefa simples. Exige dinheiro, treinamento e um rígido controle de qualidade. Nesta semana, soube de uma boa notícia nesse campo. O Hospital Sírio-Libanês inaugura no dia 11 um banco de sangue de cordão umbilical no Amparo Maternal, em São Paulo. O Amparo Maternal é uma entidade filantrópica bastante tradicional que atende basicamente mães das classes C, D e E. É lá que centenas de mulheres pobres, moradoras de rua e imigrantes ilegais têm seus filhos.
“Não vamos apenas coletar as bolsas de sangue. O Sírio-Libanês também está ajudando a gerir a maternidade”, diz Poliana Patah, coordenadora do Banco de Sangue de Cordão Umbilical. “As mães entenderam a importância da doação e a maioria aceita participar.”
Graças às doações das mães do Amparo Maternal, os coordenadores acreditam que criarão um banco com enorme diversidade genética. Talvez o mais variado do mundo, um retrato da enorme miscigenação brasileira. A maternidade recebe, em igual proporção, pacientes negras e brancas. E também muitas descendentes de etnias indígenas - do Brasil e de outros países da América Latina. O hospital pretende coletar 3,7 mil unidades nos próximos três anos. O banco será integrado à rede BrasilCord, gerida pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse é um serviço público que controla e distribui cerca de 8 mil bolsas colhidas no país até hoje. É pouco. Quando alguém precisa de um transplante de medula, procura-se um doador compatível em dois sistemas: entre as amostras de sangue de cordão da BrasilCord e no cadastro de doadores de medula (Redome). Se não houver um doador compatível nesses dois sistemas, começa a busca no Exterior. Só as famílias que passam por isso podem entender o tamanho do desespero e da dificuldade.
“A busca de um doador no Exterior e a chegada do material podem demorar dois meses ou mais”, diz a médica Yana Novis, coordenadora do departamento de hematologia e transplante de medula óssea do Sírio-Libanês. “É muito tempo. Às vezes a doença sai do controle e o paciente morre.”
Se o Brasil tivesse um banco público amplo e disponível a todos os que precisam muito sofrimento seria evitado. Afinal, é muito mais rápido e simples encontrar uma bolsa de sangue congelada do que localizar um doador vivo pré-cadastrado e concretizar o transplante. Por que, então, o Brasil não investe nisso pra valer? A dificuldade é apenas financeira? E você? Aceitaria doar o cordão umbilical de seu filho a um banco público? Gostaria de congelá-lo num banco privado? Queremos ouvir a sua opinião. Mande seus comentários aqui neste blog. Vejam a matéria completa em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI125500-15230,00.html
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