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Gravidez de Risco = Doença ou limitação física não são motivos para mulheres desistirem da maternidade

O corpo feminino exibe formas que possibilitam a geração de uma nova vida. Em princípio, ele está perfeitamente preparado para tal finalidade. Tarefa intransferível, com prazo de validade, e que exige do organismo um esforço adicional. Gestar um bebê sobrecarrega o coração, diminui a imunidade, aumenta o fluxo sanguíneo e o trabalho de alguns órgãos vitais. Demandas que, por vezes, complicam estados de saúde mais vulneráveis e transformam o processo natural de engravidar em um delicado procedimento, com consequências diversas para a genitora.

São mulheres com o organismo mais fragilizado, resultado de alguma patologia crônica, que pede preparação e cuidados especiais para que a gravidez seja possível. Elas precisam trocar previamente a medicação que lhes garante a própria saúde, sem colocar em risco a vida dela ou a do bebê que planejam. São mulheres que passam meses sobre uma cama, quase imóveis, já que os movimentos corriqueiros podem ser fatais à criança em formação. Futuras mães que sentem dor durante boa parte da gestação; que correm riscos ainda maiores durante o parto, mas nem por isso desistem dessa tarefa exclusivamente feminina.

Por definição, gravidez de risco é aquela que indica maior probabilidade de ocorrer algum percalço ao longo dos nove meses. O termo “risco”, por si só, assusta quem faz parte de tal categoria. É tão somente uma questâo de semântica, garantem os médicos, a interpretação não precisa ser fatalista. Devemos entender como um sinal de alerta, uma precaução para garantir um final feliz.

“Na verdade, não existe nenhuma gravidez sem risco. O fato é que cerca de 10% a 15% das mulheres apresentam alguma condição que aumenta esse risco habitual, seja porque são obesas, têm hipertensão, são portadoras de doenças crônicas ou autoimunes, são diabéticas ou pacientes de câncer. Com acompanhamento, a chance maior é que dê tudo certo”, tranquiliza o obstetra Alberto Zaconeta, especialista em gravidez de risco e professor do Hospital Universitário de Brasila (HUB/UnB). Para isso, no entanto, é preciso orientação adequada. “A única patologia que impede a gravidez é a infertilidade”, acrescenta Zaconeta.

Entre os fatores que mais apresentam chance de complicar uma gestação, destacam-se o diabetes e a hipertensão. No primeiro caso, a descompensação da glicemia, que naturalmente é aumentada durante a gravidez, sobrecarrega ainda mais os rins e o coração. Além disso, a hiperglicemia é um potente teratogênico (fator de má-formação em fetos), já que interfere na multiplicação das células.

O coração é muito exigido na tarefa de gerar outra vida, tendo um pico de trabalho entre a 24ª e a 28ª semana, etapa em que o acompanhamento deve ser mais rigoroso, como orienta o cardiologista Lázaro Miranda, coordenador da cardiologia do Hospital Santa Lúcia. Nos três últimos meses da gestação, a pressão arterial aumenta em decorrência do maior volume de plasma. Por isso, mamães hipertensas estão predispostas ao um quadro de pressão excessiva, o que pode desencadear a chamada eclâmpsia. Em sua manifestação aguda, o desequilíbrio pode ocasionar edemas pulmonares, convulsões, AVCs, hipertensão crônica e até levar a óbito. Para a criança, também há inúmeros prejuízos quando a pressão da mãe está descontrolada. Ela pode nascer antes da hora, abaixo do peso, ou ter uma hipovascularização, que compromete o desenvolvimento cognitivo.

Prejuízos que devem ser visto como hipóteses e não uma certeza por essas mães. “O desejo reprodutivo é inerente à vida e não é uma doença que vai impedir essa mulher de ter filhos”, considera a ginecologista Lauriene de Sousa Pereira, médica do Hospital Anchieta e especialista em reprodução assistida. “Hoje temos conhecimento melhor das medicações que causam má formação em bebês. Além disso, temos uma série de exames laboratoriais e de imagem que permitem observar o desenvolvimento da criança e o estado de saúde da mãe. A maior complicação é a falta de acompanhamento”, acrescenta a médica.

Mulheres com doenças autoimunes atravessam um processo muito particular durante a gestação: a enfermidade tem os sintomas amenizados ao longo dos nove meses. Por mais contraditório que possa parecer, o corpo não reconhece o embrião e o identifica como um corpo estranho. Se fosse assumir sua função com eficiência, o sistema imunológico entraria em ação para defender o organismo e poderia rejeitar o feto. Para que isso não aconteça, a sábia natureza enfraquece as defesas durante a gestação.

É o caso da artrite reumatoide, que acomete especialmente as mulheres entre 35 e 50 anos. O mal provoca dores, inchaços e pode comprometer os movimentos, mas, durante a gravidez, as manifestações declinam em 75% das pacientes. Isso não dispensa as visitas frequentes ao reumatologista durante a gravidez.

“Por causa das alterações hormonais, os sintomas, no entanto, pioram após o parto. Além disso, é preciso trocar a medicação para artrite por uma outra que seja também eficiente, mas não represente risco à mãe ou ao bebê”, alerta a reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Boa parte das medicações usadas para controlar a doença é incompatível com a gravidez e, por isso, deve ser substituída por volta de dois anos antes da chegada do bebê. Além disso, certas drogas que tratam o problema também deverão ser suspensas durante a amamentação.

“Os novos conhecimentos nos permitiram planejar o momento mais adequado para cada gestação, dependendo da atividade da doença materna e das medicações em uso”, garante a médica. “A questão é que 45% das pacientes com artrite reumatoide desconhecem o risco da gravidez”, acrescenta.

Ao contrário da artrite, porém, o lúpus, uma doença autoimune que provoca inflamações em tecidos saudáveis (pele e mucosas, por exemplo), além de alterações nos pulmões, no coração, nos rins e no sistema nervoso central, pode ser ativado durante a gravidez, exigindo mais cuidados por parte da equipe que acompanha essa paciente. No entanto, esse mal não altera a fertilidade e não impede que a mulher seja mãe.

“Até os anos 1980, acreditava-se que quem tinha lúpus não poderia engravidar porque a doença piorava, elevando o risco de trombose e parto prematuro”, comenta o reumatologista Roger Levy, responsável pelo ambulatório de gestantes com doenças reumáticas e trombofilias do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Atualmente, porém, há medicações que controlam o problema sem colocar em risco a formação do embrião e a saúde da mulher. Alguns medicamentos devem ser suspensos três meses antes de a paciente engravidar. Pesamos o custo-benefício e elegemos uma medicação com a mesma eficácia e menos efeitos colaterais. Escolher um período de remissão da doença para aumentar a família também é uma decisão acertada.

Alguns exames são feitos em pacientes de lúpus para identificar a presença de anticorpos que podem deixar sequelas no bebê, como o anti-RO/SSA, que aumenta as chances de a criança nascer com problemas cardíacos e pode até demandar a implantação de um marcapasso logo após o parto. A síndrome do lúpus neonatal também é outro risco. Nela, o rebento herda da mãe as manchas de pele provocadas pela doença. A diferença é que, nos pequenos, elas somem com o tempo. Nos casos mais graves e sem os cuidados médicos, a mulher pode ter pré-eclampsia, agravamento dos sintomas da doença, manifestações graves de problemas renais e até sofrer um abortamento.

Sem se focar nas possíveis complicações do lúpus, a assessora de projetos Gabriela Abreu, 31 anos, decidiu realizar o sonho de ser mãe. Em 2008, ela descobriu que a doença era a responsável pelas manchas avermelhadas que maculavam sua pele muito clara. No sol, como é próprio da doença, ela ficavam ainda piores. Antes de confirmar o diagnóstico, desconfiaram de alergia e até de câncer.

Ela começou a tomar a medicação para controle do problema e a fazer uso de métodos contraceptivos durante o tratamento. Quando planejou ser mãe, procurou acompanhamento da reumatologista. Passou a fazer exames periódicos a cada fase da gravidez que pudesse ativar anticorpos que comprometessem a saúde de Iara, que nasce no início de fevereiro. “Em momentos distintos da gravidez, podem ser ativados anticorpos diferentes, mas, no segundo trimestre, não tem mais isso. No pós-parto, o lúpus pode ser reativado, mas vai ser momento de tantas outras coisas que procuro não focar na doença”, diz Gabriela, que já planeja o segundo bebê.


Também foi em um período de remissão da esclerose múltipla que a dona de casa Patrícia Barbosa, 28 anos, escolheu para ser mãe. Durante a gestação, ela não toma a dolorosa medicação para controlar as sequelas da doença degenerativa, progressiva e sem cura, em que o corpo cria anticorpos que destroem a chamada bainha de mielina (revestimento dos axônios dos neurônios), comprometendo o comando do cérebro e incapacitando o paciente.

Para desacelerar o avanço da doença, Patrícia, que descobriu o problema há oito anos, toma uma injeção três vezes por semana. “Dói muito”, diz. Mas é graças a elas que os surtos, que a jovem tinha a cada seis meses, são controlados. A doença pode se manifestar de diversas maneiras e, no caso dela, aparecia em comprometimentos reversíveis. O primeiro foi a perda da visão, que depois recuperou. Seis meses depois, ela começou a sentir uma dormência que a impediu de andar por quase um mês.

Todas as vezes que os sintomas apareciam, Patrícia era internada. Até hoje está sem sequelas, mas não sabe até quando terá a mesma sorte. Por isso, quando se casou em 2010, começou a se planejar para ter um bebê.

“Eu pensei: ‘Vou aproveitar agora que estou bem e posso cuidar dos meus filhos’. Não sei como será minha vida daqui para frente, então não quero esperar muito”, avalia.

Manuela completou 3 anos. Enquanto estava grávida dela, Patrícia não precisava tomar a medicação, já que a doença tem uma remissão durante a gestação. O problema é que as chances de novos surtos aumentam no pós-parto e a recomendação é que a mãe volte a ser medicada imediatamente. Ela, porém, decidiu correr um outro risco. Queria amamentar e não tomou os remédios por mais de um ano, já que as drogas passariam para o leite e fariam mal ao bebê. “A médica dizia que eu era louca.”

Permaneceu sem a medicação até que a visão de um de seus olhos começou a falhar. Em quatro meses, ela já não enxergava mais nada e teve que ser internada mais uma vez. “Foi a primeira vez que me separei da minha filha. Quase entrei em depressão”, conta.

O susto a fez ficar alerta que é preciso ter cautela quando o desejo incondicional de exercer os prazeres da maternidade pode colocar a própria vida em risco. Grávida de três meses do segundo filho, hoje Patrícia entendeu que é preciso tomar as precauções impostas pela doença. Desta vez, pretende amamentar só seis meses, período após o parto em que continuará sem as injeções. “A pediatra não recomenda passar mais tempo sem”, diz. Nem ela, que abandonou o emprego para estar perto da prole, quer correr o risco de estar sem saúde para cuidar de seus filhos. “Tudo que sofri foi para ser mâe de verdade e não para deixar outra pessoa criar”, garante.

“Quero ser mãe 24 horas por dia. Não tenho coragem de reclamar de nada”, conclui a promotora de Justiça Lina Glanzmann, 35 anos. Ela é mãe de Rafael, de 5 meses e meio, mas tê-lo em seus braços exigiu dela superação emocional e controle de uma doença que provoca coágulos sanguíneos e dificulta o sucesso da gestação, além de aumentar as chances de ter uma trombose venosa profunda, um tromboembolismo pulmonar ou um AVC.

A doença que Lina carrega na sua genética altera o sistema de coagulação do corpo. Isso faz com que o sangue perca a fluidez antes de irrigar a placenta, que, sem a circulação, acaba se descolando e interrompendo a gravidez. Ela desconhecia o problema até sofre um aborto na oitava semana de sua primeira gestação.

Foi um momento muito difícil para Lina. Até hoje, emociona-se ao contar o fato. “Fiquei muito ansiosa com a possibilidade de meu corpo não poder gerar uma criança e isso se somou à tristeza de perder um filho”, lembra. Passado o primeiro susto, ela e o marido tentaram novamente. Passaram por uma bateria de exames até chegar à palavra trombofilia. A doença é um sério complicador para o sonho de ser mãe, mas o casal não se intimidou. Fizeram fertilização in vitro e, nos meses seguintes, a promotora foi acompanhada de perto por médicos especialistas. Os primeiros 90 dias foram de repouso absoluto. Lina teve de aplicar injeções anticoagulantes todos os dias durante os nove meses seguintes, e manter o procedimento 40 dias após o nascimento do primogênito.

A mesma medicação que garantiria a vida do bebê era também a que aumentaria as chances de essa mãe ter uma hemorragia na hora do parto, quando naturalmente perderia mais sangue. Lina precisaria parar de tomar o remédio 12 horas antes da chegada de Rafael e, por isso, não poderia correr o risco de entrar espontaneamente em trabalho de parto.

A moça também não podia se livrar meias de compressão nenhum dia sequer e, a cada 15 dias, ia ao médico. O número de exames também foi bem maior do que o recomendado para uma grávida sem complicações, mas assim deve ser em casos de risco. “Eu ficava pensando porque algumas mulheres engravidavam tão fácil, algumas até de maneira indesejada, e eu estava passando por tudo aquilo”, confessa. Agora não quer mais respostas. Prefere ter planos e, entre eles, aumentar a família em breve.

Apesar da realização que a maternidade lhe proporcionou, a psicóloga Ekaterini Hadjirallis, 37 anos, não enfrentaria mais nove meses de espera por um bebê. Paraplégica por sequela de um acidente quando criança, ela sempre desejou ser mãe, embora soubesse que a gestação em cima de uma cadeira de rodas seria um fator complicador. Engravidou naturalmente, e para a incredulidade de alguns, vieram gêmeas: Luiza e Manuela, de 3 anos.

A gravidez de Ekaterini foi de risco, como se pode supor. Por não ter o movimento das pernas, a circulação sanguínea fica comprometida e multiplicam-se as chances de trombose, especialmente com o aumento do fluxo sanguíneo decorrente da gestação. No quarto mês, a psicóloga teve uma dilatação anormal do útero, precisou fazer uma cirurgia e teve a recomendação de permanecer em repouso absoluto.

A partir de então, ela não saiu mais da cama. Para evitar complicações, não podia se movimentar, exceto para tomar banho. Ainda assim, deveria fazer isso em 10 minutos e voltar ao repouso. Nesse período, a ajuda do marido foi fundamental.

Foram dias intermináveis, nos quais o calor, a dor na coluna, a dor de cabeça e a dificuldade de respirar eram uma constante. Fisioterapia ela não podia fazer. Até a médica ia vê-la em casa. O enxoval das meninas, Ekaterini comprou pela internet. A decoração do quarto delas foi orientada da cama mesmo. Ela via por fotos o andamento da arrumação e dizia se estava bom ou se deveriam mudar algum detalhe. “Foi pesado, mas eu sabia o tempo todo que ia dar certo”, comenta.

Até que chegou a hora do parto, prolongado até onde foi seguro. As crianças nasceram de sete meses e meio. Por serem prematuras, uma delas ficou 15 dias internada. A outra só foi para casa depois de um mês de vida. Mas tudo passou e Ekaterini acompanha hoje cada passo das filhas. A psicióloga faz questão de encontrar uma maneira de dar banho e levar as meninas para a escola, por exemplo. E tem conseguido superar todos os novos desafios.

A policial Gizela Lucy Barros, 37 anos, sempre soube que teria uma filha de nome Maria Luíza. Só nunca desconfiou as dificuldades que teria de enfrentar para tê-la nos braços. Enquanto amamenta a menina, conta a sua história e os olhos se enchem de água. Foi preciso superar muita dor física e insegurança emocional para conseguir ser mãe.

Há mais ou menos quatro anos, Gizela foi diagnostica com endometriose. O problema dificulta significativamente a possibilidade de a mulher engravidar. “Sabemos que entre 50% e 70% das mulheres com a doença têm infertilidade e que cerca de 40% das mulheres com infertilidade têm endometriose”, contabiliza o médico Frederico Corrêa, responsável pelo Centro de Excelência em Endometriose, do Hospital Santa Lúcia e membro da Comissão Nacional de Endometriose da Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Isso acontece porque, nesses casos, o organismo é incapaz de destruir as células do endométrio (a membrana que reveste a parede uterina) quando a paciente menstrua e, naturalmente, deveria eliminá-las. Assim, essas células acabam obstruindo as trompas e impedindo a passagem dos óvulos. Também liberam substância tóxicas, que acabam prejudicando a interação entre óvulo e espermatozoide. A doença ainda pode levar a dolorosas desordens ovulatórias e alterações embrionárias.

O tratamento é outra barreira. As medicações usadas são hormônios que impedem a gravidez em função do bloqueio do funcionamento dos ovários e da atrofia do endométrio. Em outros casos, porém, recomenda-se a cirurgia. “Como é uma doença crônica, o ideal é a mulher operar e logo tentar a reprodução assistida, já que o problema pode voltar”, explica o médico.

Por causa da dor que a deixava incapacitada de sair da cama por 7 ou 8 dias durante o período menstrual, Gizela procurou ajuda. Ela demorou a saber que tinha a doença. “Eu estava acostumada com as cólicas e achava que era normal”, comenta. Muitas, assim como ela, levam muito tempo para identificar o mal. “Cerca de 60% das pacientes só ficam sabendo da doença quando tentam ter filhos. Podem levar até oito anos para ter o diagnóstico”, acrescenta Frederico Corrêa. Um erro. Uma dor insuportável nos dias da menstruação é sinal de alguma disfunção.

Para controlar a doença, a policial foi operada. Descobriu, então, que a doença tinha se espalhado para o reto, o intestino, o ovário, a bexiga e o útero. Ela só não soube de imediato que o médico havia avisado ao marido dela que, provavelmente, “seria muito difícil engravidar” por causa da extensão da doença. Somado a isso, anos antes ela já tinha tirado o ovário direito e parte do esquerdo por causa de um cisto, o que dificultaria ainda mais as coisas.

Gizela conta que a recuperação foi demasiado sofrida. No saldo, 10 dias internada, 10 dias sem conseguir comer, 8 quilos a menos e uma dor que, de tão lancinante, parecia que provocaria um desmaio. Mas ela se recuperou. Um ano e meio depois, estava grávida. Sem fertilização. Ela faz parte das estatísticas que apontam que 40% das mulheres com endometriose engravidam sem tratamento. Hoje, conta sua história de superação com a filha nos braços. “Realizei todos os sonhos da minha vida”, resume.

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Zona de Risco para Gravidez Começa Depois dos 30 Anos

Segundo um novo estudo do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia) e da Universidade de Bergen (Noruega), mulheres que demoram para ter filhos podem entrar em uma “zona de risco” de problemas já nos seus trinta e poucos anos, o que é muito antes do que se pensava anteriormente.

No pico de fertilidade (entre as idades de 17 e 25 anos), uma mulher sexualmente ativa tem 20% a 25% de chances de engravidar por mês. Aos 32 anos, a sua fertilidade começa a diminuir e, aos 40, cai pela metade. Nessa idade, ela também tem um maior risco de aborto espontâneo, complicações na gravidez, diabetes gestacional e defeitos de nascimento.

Vários fatores afetam esses números, mas, no geral, a diminuição natural da quantidade de óvulos conforme as mulheres envelhecem é a causa que mais contribui para o declínio da sua fertilidade.

Agora, a nova pesquisa afirma que o risco de problemas, como bebês prematuros e natimortos, aumenta em até 20% para as mulheres com somente 30 a 34 anos, em comparação com quem tem um filho em seus vinte e tantos anos.

Mães de primeira viagem normalmente são informadas de que estão em alto risco de complicações somente se tiverem mais de 35 anos. No entanto, Ulla Waldenström, que liderou o estudo, disse: “Para nossa surpresa, encontramos um aumento absoluto no risco de efeitos negativos sobre os resultados da gravidez na faixa etária de 30 a 34, independentes dos efeitos do tabagismo e excesso de peso, que, quando combinados, conduzem a um risco ainda maior”.

O novo dado é importante porque, na sociedade atual, com a introdução da pílula anticoncepcional e o aumento da educação e de oportunidades de carreira para as mulheres, mais e mais delas estão adiando ter filhos até depois dos trinta.

A equipe de Waldenström analisou dados de cerca de um milhão de mães na Suécia e na Noruega. Os cientistas compararam os resultados de gravidez em mães com mais de 30 anos e mães de 25 a 29 anos, todas do primeiro filho. Os resultados mostraram que, para as mulheres em seus trinta e poucos anos, havia um risco um quinto maior de dar à luz prematuramente – durante 22 a 31 semanas de gravidez – ou ter um natimorto.

Tabagismo e excesso de peso aumentaram os riscos de nascimento prematuro, morte fetal e mortalidade neonatal para o mesmo nível que o de mulheres com idades entre 35 a 39 anos.
“Para as mulheres, individualmente, o risco é pequeno, mas para a sociedade em geral, haverá um número significativo de complicações ‘desnecessárias’ para muitas mulheres que têm filhos logo após os 30. Biologicamente, o melhor momento [para ter um filho] é provavelmente entre os 20 e 30 anos”, explica Waldenström.


Segundo a pesquisadora, para mulheres que querem ter mais de um filho, a idade do primeiro é importante. Waldenström argumenta que o efeito fisiológico do envelhecimento do útero e da placenta provavelmente é a causa das taxas mais altas de complicações.
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Identificado mecanismo que causa pressão alta na gravidez = Pré-eclampsia

Cientistas britânicos acreditam ter descoberto o mecanismo que eleva a pressão sanguínea na pré-eclampsia, condição potencialmente letal que pode ocorrer no final da gestação.

A descoberta, feita por pesquisadores das universidades de Cambridge e Nottingham, pode ajudar na busca por novas drogas para o tratamento de hipertensão arterial.

No trabalho, publicado na revista cientídica Nature, os cientistas afirmam que conseguiram decifrar o primeiro passo no processo principal que controla a pressão sanguínea: a liberação de um hormônio, chamado angiotensina, a partir de sua proteína precursora, o angiotensinogênio.
“Apesar de focarmos primeiramente na pré-eclampsia, a pesquisa também abre novos caminhos para estudos futuros sobre as causas da hipertensão em geral”, disse Aiwu Zhou, da Universidade de Cambridge.


Especialistas calculam que o custo anual do tratamento de gestantes com pré-eclampsia chega a 45 bilhões de dólares nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 75 mil mulheres morram da doença a cada ano.

Se a mãe ou bebê sobrevive, a mulher mais tarde terá um risco mais alto de desenvolver pressão alta, doenças cardíacas, derrame e diabetes. Os bebês são geralmente prematuros e podem vir a sofrer complicações ao longo da vida.

A hipertensão em si é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o fator de maior risco das causas de morte no mundo.

Medicamentos atualmente usados para tratar a pressão alta incluem os inibidores do ACE, que bloqueiam a produção de angiotensina, ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (ARBs), que impedem que a angiotensina tenha efeito no corpo quando liberada.

Robin Carrel, que liderou o projeto de pesquisa de 20 anos, disse que estes tipos de drogas geralmente funcionam bem no tratamento da hipertensão padrão, mas não podem ser administrados em gestantes – pois colocam em risco o bebê em desenvolvimento.Para o estudo, os cientistas utilizaram emissão intensa de raios-X para analisar a estrutura do angiotensinogênio e descobriram que a proteína pode ser oxidada e mudar de forma para permitir a entrada da enzima renina. Esta pode então interagir com a proteína para liberar o hormônio angiotensina, que, por sua vez, eleva a pressão arterial.

Pesquisadores de Nottingham levaram tais descobertas a análises laboratoriais de amostras de sangue de mulheres com pré-eclampsia e de pessoas com pressão arterial normal e constataram que a quantidade de angiotensinogênio oxidado, e consequentemente mais ativo, era mais alta em mulheres com pré-eclampsia.

Carrel disse que saber como funciona esse primeiro passo ajudou a explicar porque às vezes há ocorrência de pressão alta durante a gravidez, quando o corpo se reajusta às necessidades de oxigênio do feto.

O mercado mundial de anti-hipertensivos, que movimentou 35 bilhões de dólares em 2009, é dominado por medicamentos genéricos, mas uma das marcas mais vendidas é o Diovan, da Novartis. A indústria farmacêutica suíça também produz o Tekturna, que faz parte de uma nova classe de drogas que funciona bloqueando diretamente a renina.
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Maternidade Carioca Especializada em Gravidez de Risco

A escolha da maternidadeaonde será o seu parto, é algo bem importante, e logicamente deve ser feito em conjunto com seu médico, mas sempre bom estar informada do que cada uma oferece antes da decisão final, e por isto mesmo queria trazer esta notícia em especial para as grávidas cariocas, de que a Perinatal Barra será a primeira maternidade do Grupo Perinatal e do Rio de Janeiro a abrigar uma unidade voltada principalmente para prestação de assistência e acompanhamento linear a mulheres com gravidez de risco e outras intercorrências obstétricas que não necessitam de atendimento em UTI.

Com o intuito de aumentar a segurança das gestantes e possibilitar aos médicos um monitoramento de qualidade das suas pacientes, a Unidade Semi-Intensiva de Tratamento Obstétrico foi inaugurada recentemente na Perinatal da Barra.
Perinatal Barra - Maternidade Carioca Especializada em Gravidez de Risco


Cerca de 10% das mulheres têm uma gravidez de risco, o que torna eminente a necessidade de um local que possibilite acompanhamento clínico dessas gestantes. A Semi-intensiva aumenta a segurança da gestação e a qualidade de vida do recém-nascido.
“Se considerarmos uma grávida que está em torno de 25 semanas de gestação, cada dia que o feto permanece dentro do útero representa uma redução de, em média, quatro dias do bebê na UTI Neonatal”, explica Dr. Renato Sá, Coordenador do Serviço de Obstetrícia da Perinatal Barra.


Formada por uma equipe multidisciplinar, a Semi-Intensiva terá foco no tratamento das patologias mais frequentes na gestação, como a Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), o trabalho de parto prematuro, a diabetes gestacional e a ruptura prematura de membranas. O ambiente, que conta com leitos equipados com tecnologia de ponta, dará maior segurança para a gestante que poderá ficar durante o período que seu médico recomendar ou enquanto necessitar de monitoramento. Mantendo o conceito de oferecer todo conforto e um ambiente familiar, a grávida terá direito a acompanhante durante o tempo que ficar na Semi-Intensiva.

Para os obstetras, além de ter acesso a um histórico completo, com as especificidades de cada caso, a Unidade de Terapia Semi-Intensiva da Perinatal será a garantia de as pacientes estarão cercadas por profissionais que, em caso de emergência, poderão agir a tempo e de forma adequada. Hoje, as mulheres com gravidez de risco, ficam internadas ou de repouso em suas casas. Contudo, em ambos os casos, elas não têm um acompanhamento sistemático e linear do seu quadro e ficam ainda mais expostas às consequências adversas.

Os critérios para a internação da Semi-Intensiva serão todas as comorbidades fetais, maternas e as próprias da gestação. Dentre elas estão incompatibilidades Rh, complicações da gestação gemelar, rotura prematura de membranas, malformações congênitas fetais, diabetes gestacional, calculose renal na gestação, controle de distúrbios endócrino-metabólicos, síndromes trombofílicas, hipertensão gestacional e pré-eclampsia.

Segundo Dr. Renato Sá, a iniciativa aumenta a segurança das gestantes.
“Nos preocupamos com ações preventivas que reduzam os riscos desses casos que necessitam de cuidados especiais. Tanto que a implementação da Unidade Semi-Intensiva também na Perinatal de Laranjeiras já está em fase de estudos e deverá ainda em 2013”, explica o especialista.


E você já escolheu a maternidade? Qual? Mande seus comentários...
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Video = Gestação de alto risco

Quando a gravidez traz risco de morte para mãe ou bebê?

Saiba mais no vídeo abaixo sobre a chamada gestação de alto risco.
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Video = Gravidez de risco e os cuidados durante a gestação

Vejam um vídeo com entrevista do programa Sem Censura com a Leda Nagle sobre a gravidez de risco e os cuidados durante a gestação com dicas da obstetra Claudia Barquinho.
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Gravidez de Risco = Repouso é recomendado em situações de risco

Ameaças de aborto, falta de líquido amniótico, trabalho de parto prematuro, esses são apenas alguns dos motivos pelos quais os médicos recomendam que a gestante em risco fique em repouso. Embora a atividade física seja indicada durante uma gravidez sem riscos, há diversos casos em que o melhor é repousar. Por mais chato que possa ser para a mulher não sair de casa, é importante que ela cumpra a orientação do médico.
"Quando a gente prescreve repouso, é repouso. Ficar quietinha sem fazer nada. Se a mulher vai para o shopping, está errando", afirma Izilda Pupo, ginecologista e obstetra da Clinimater, clínica de Santos (SP) voltada à saúde da mulher.
O tratamento do problema detectado não será tão eficiente se a mulher não seguir a ordem médica. Ou seja, atividades como ir ao banheiro, tomar banho e levantar para comer estão liberadas, caso o médico não tenha recomendado repouso absoluto. Mas nada de sair passear. A duração do repouso depende de cada caso. Se a mulher tiver que ficar muito tempo parada, é recomendado tirar uma licença saúde. No entanto, muitas conseguem trabalhar de casa pelo computador, o que também ajuda a combater o tédio.
"Ficar de repouso é péssimo. Ninguém gosta de ficar quieto. Mas ela pode fazer trabalho manual, ou mesmo usar um computador", recomenda Izilda.
Gravidez de Risco = Repouso é recomendado em situações de risco
Veja abaixo alguns destes casos e mais detalhes: 1) Falta de líquido amniótico Oligoidrâmnio é como é conhecida a situação em que a mulher apresenta pouco líquido amniótico no útero. Os médicos costumam orientar a gestante a ficar deitada para o lado esquerdo e a tomar de três a quatro litros de água por dia e fazem acompanhamento por meio de ultrassons para verificar a situação. Dependendo do caso, a gente pode até tirar do repouso, mantendo a hidratação. 2) Ameaças de aborto Só são denominados de aborto os casos de morte fetal anteriores à 20ª semana de gestação. Existem diversas causas para que ocorra um aborto, como descolamento de ovo, por exemplo. Quando há riscos desse tipo, a mulher deve esperar em repouso até que a gravidez se normalize, o que pode demorar de um a três meses. O repouso pode ajudar ao útero ficar mais relaxado, reduzir o sangramento e fazer com que os remédios prescritos pelo médico tenham maior efeito. 3) Trabalho de parto prematuro Sangramentos uterinos, infecções, incompetência istmo-cervical (quando o colo do útero não tem força para segurar o bebê dentro do útero) são algumas das causas de parto prematuro. O repouso é solicitado pelo médico a fim de ganhar tempo e evitar que o bebê nasça muito cedo. No caso de sangramentos ou rompimento de bolsa, o repouso diminui o fator do peso e da gravidade. 4) Outros casos São muitos os diagnósticos que levam o médico a recomendar que a mulher fique em repouso. Um deles é a placenta prévia, em que o órgão se localiza abaixo do útero, próximo ao colo uterino, e não acima dele. Essa situação pode levar a hemorragias. A hipertensão gestacional, conhecida como pré-eclâmpsia, a má formação da placenta e o mau desenvolvimento do bebê também podem ser aliviados com o repouso.
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Video = Gravidez de Alto Risco

Veja no vídeo abaixo uma especialista falando um pouco mais o que é e como tratar a gravidez de alto risco e da importância do pré-natal, com uma entrevista com a ginecologista e obstetra, Dra. Soraya Cristina Medeiros, que fala mais sobre o assunto.
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Polêmica da Gravidez aos 61 Anos X Inseminação Artificial = Qual é o Limite de Idade para Engravidar?

Estava lendo uma matéria no Globo, que fala um pouco da polêmica da idade limite para engravidar, e achei que era um tema importante para ser debatido aqui neste blog, e tomei a liberdade de traze-lo para o foco de sua atenção. Aos 90 anos, Sarah, mulher de Abraão, deu à luz Isaac, amamentou-o por cinco anos, teve muito tempo para ser mãe e morreu aos 127 anos. Milagres como esses, antes só relatados na Bíblia, começam a acontecer no Brasil. E isto por causa das técnicas modernas de inseminação artificial. Um exemplo é o caso da carioca I.. Aos 61 anos, ela dará à luz em novembro seu primeiro bebê. Como isto foi possível? Simples: ela recebeu o implante de um óvulo doado, fertilizado em laboratório com o sêmen de seu marido, que tem 38 anos.
Inseminação Artificial
Ela não quer revelar seu nome porque sabe que sua gravidez causa certo estranhamento e já foi objeto de polêmica entre os médicos. Para quem pensa que o caso de I. é exceção, basta lembrar de outras mulheres que engravidaram depois dos 50. No último dia 9, a mineira Janete da Silva Pinheiro, de 52 anos, foi mãe pela primeira vez. Casada há 23 anos com Ítalo Albizzati, de 88 anos já bisavô, ela deu à luz um casal de gêmeos em Nova Lima, na região de Belo Horizonte.
Slonage Counto Grávida Depois dos 40 anos
Também este ano, no dia 15 de agosto, a atriz Solange Couto, casada com Jamerson Andrade de 24 anos, e que foi cliente da Zazou no Rio, teve o seu terceiro filho, aos 55 anos. Histórias como as de I., Janete e Solange trazem de volta a polêmica sobre qual é o limite de idade para engravidar? Especialistas do Conselho Federal de Medicina (CFM) andam preocupados com a nova onda. Mas a última resolução da entidade não impõe limite de idade para inseminação ou fertilização de mulheres. Um casal pode recorrer à reprodução assistida "desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não incorra em risco grave de saúde para a mãe ou o descendente". A única restrição: o número de embriões implantados no útero não pode passar de quatro. Segundo o médico Adelino Amaral, presidente da Associação Brasileira de Reprodução Assistida, chegou a ser proposto o limite de idade de até 50 anos para mulheres, mas a decisão não foi unânime e o conselho vetou limites.
Gravidez Tardia
A orientação é respeitar a fisiologia do organismo feminino. Em média, a mulher entra na menopausa aos 53 ou 54 anos, e deixa de ovular. Fazer inseminação ou fertilização além dessa idade é falta de bom senso. Há risco de a gestante sofrer hipertensão grave, diabetes e ter parto prematuro, lembrando que isso aconteceu com os bebês de Janete. Depois da menopausa, a mulher só engravida com óvulo doado. Quanto maior a idade, maior o perigo.
As chances de engravidar naturalmente são baixas acima de 40 anos, mesmo com ajuda de reprodução assistida. Adelino cita estudo publicado na "Fertility", mostrando que, em mulheres submetidas à fertilização in vitro na faixa de 40 a 43 anos, o índice de nascimentos foi de apenas 7%; acima de 46, chegou a 1,7%. Para I., a inseminação deu certo. Com a ajuda de uma amiga, ela pesquisou o endereço de uma clínica e logo na primeira consulta soube que só conseguiria engravidar com óvulo de doadora.
Eu já estava na menopausa e fazia reposição hormonal. Ou aceitava óvulo doado ou nada. Meu marido queria muito ser pai. Eu também queria ser mãe. Sempre me cuidei, tenho ótima saúde, nunca fumei, não bebo e fiz dança durante anos. Passei por rigorosa avaliação clínica e o médico se sentiu seguro para levar o procedimento adiante. Deu certo na segunda tentativa com óvulos da mesma doadora. As características da doadora, que por contrato não posso saber quem é, são similares às minhas. Eu gerei o bebê, então sou a mãe de fato.
I. conta que as pessoas ficam mais preocupadas do que ela quando descobrem a sua gravidez, revelada só à família e a poucos amigos. Ela brinca:
A minha avó, na idade que estou, andava de cadeira de rodas. Hoje, uma mulher aos 60 anos, quando se cuida, está em plena forma.
Para a gravidez dar certo, ela retirou pólipos e precisou de hormônios para preparar o útero para receber o embrião. Com a formação da placenta, passou a ter naturalmente produção dos hormônios da gravidez. E poderá amamentar, pois a hipófise no cérebro estabiliza a secreção de estrogênio e progesterona e estimula a produção de leite. O especialista em reprodução humana Marcello Valle, do Hospital da UFRJ e diretor da Clínica Origen, que tratou de I., conta que o caso dela é raro, e só foi possível porque I. está bem do ponto de vista clínico cardiológico, e emocional.
A medicina está quebrando barreiras, e a discussão de casos de maternidade tardia é feita muito mais sob os aspectos moral e filosófico. A história desta mulher é exceção e não significa que todas as mulheres acima de 50 anos podem engravidar. Há riscos no tratamento e o casal deve estar bem informado a respeito deles. A avaliação médica precisa ser muito criteriosa.
O bebê de I. não tem o seu material genético, só o do pai e da doadora do óvulo. Mas na escolha, conta Valle, foram levados em conta características físicas, etnia e tipo sanguíneo da gestante. E, por enquanto, ela não tem contraindicação para parto normal. A resolução do CFM não permite que a doadora venda seus óvulos no Brasil. Aqui, a doação de óvulos é mais rara que a de sêmen. Mas na Espanha, um dos países mais liberais, paga-se até mil euros por cada óvulo, e 100 euros pelo sêmen, lembrando ainda que hoje é comum brasileiras aos 35 anos, que ainda não decidiram ser mães, congelarem seus óvulos para serem usados por elas mesmas futuramente. Para ter uma idéia de custos, em média, cobra-se de R$ 800 a R$ 1.200 para retirar o óvulo para congelamento e a mensalidade de manutenção é de R$ 40 a R$ 60 mensais. Já cada tentativa de fertilização in vitro passa de R$ 10 mil. A carioca I. precisou de duas fertilizações para engravidar. Esta medicina é cara e para poucos, apenas para os casais que buscam estes tratamentos e que podem pagar por isto.
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Teste reduz internações e partos prematuros = Medir a quantidade de Fibronectina Fetal

Um teste que mede a quantidade de fibronectina fetal, que é uma proteína produzida durante a gestação e que funciona como um "adesivo" entre as membranas fetais e maternas, é capaz de evitar até 86% das internações de gestantes e partos prematuros. Este foi o resultado de uma recente pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. A presença da substância é um sinal de que o bebê está protegido, explica Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica do Hospital e Maternidade Interlagos, que foi onde as 63 grávidas que participaram do estudo foram clinicamente acompanhadas. O teste é indicado para mulheres que apresentam risco de prematuridade. Indicado então para mulheres que já tiveram um parto prematuro ou esperam por gêmeos, ou então que apresentam cólicas abdominais e contrações acompanhadas de modificações cervicais e infecção urinária. Os especialistas explicam que entre a 22ª e a 34ª semana de gestação, o organismo feminino não deve produzir a fibronectina fetal. Quando é encontrado então é sinal de processo inflamatório ou sangramento. Fatores que podem antecipar o parto. E quando o teste, que é realizado no período de 5 meses e meio a 8 meses e meio de gravidez, tem resultado negativo para a presença da substância, o risco de um parto prematuro é inferior a 1%. Sendo que 86% das mulheres que apresentaram o resultado negativo não precisaram ficar internadas e não tiveram partos prematuros. Já nos 14% dos casos positivos, indicando a iminência de trabalho de parto, o nascimento dos bebês ocorreu, em média, 11 dias após a realização do teste. Cm isto o teste é capaz de tranquilizar a paciente e, principalmente, evitar o uso desnecessário de medicamentos para inibir o trabalho de parto e os corticoides. “lém de evitar internações e gerar custos desnecessários. A análise da proteína é um procedimento simples e rápido. Com um cotonete é recolhido material (secreção) na vagina da paciente. Após dez minutos é possível identificar se o parto será ou não prematuro. Dá até para comparar a praticidade do teste ao dos exames rápidos de gravidez vendidos em farmácias.
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Saiba quais fatores podem determinar uma Gravidez de Risco

É chamada de uma gravidez de risco quando por algum motivo a mãe ou a criança esteja propensa a risco de lesão ou até mesmo óbito durante o período de gestação.
Saiba quais fatores podem determinar uma Gravidez de Risco
Entre os principais fatores que podem influenciar para a ocorrência de uma gravidez de risco estão: 1) Idade da mãe inferior a 17 ou superior a 35 anos. 2) Peso materno inadequado. 3) Exposição ao estresse ou a agentes físico-químicos nocivos. 4) Dependência química (drogas lícitas ou ilícitas). 5) Altura materna menor do que 1,45m. 6) Má aceitação da gestação. Além é claro de certas doenças maternas anteriores ou durante a gestação, que também são capazes de ocasionar uma gravidez de risco, como por exemplo: 1) Infecções 2) Isoimunização (doença do RH) 3) Hipertensão 4) Diabetes 5) Tumores 6) Doenças sexualmente transmissíveis 7) Doenças psiquiátricas 8) Doenças do sangue (hematológicas) 9) Cardiopatia É preciso que a gestante faça o pré-natal, observando sempre as mudanças em seu corpo, e também sua alimentação, pois o ganho excessivo de peso também pode apresentar risco à gestação. Seria bom que no caso de uma gravidez planejada a futura mamãe consulta-se um médico antes de tentar engravidar, pois isso poderá ajuda-la a evitar uma possivel gravidez de risco.
Livro Gravidez Sem Risco
Fica inclusive aqui a dica do livro Gravidez Sem Risco do Dr. Flávio Rotman, que é médico e professor de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lançado pela Editora Leitura. Trata-se de um sucesso de vendas desde 1999, quando foi lançado, por ser um interessante guia de trezentas páginas, que proporciona ao leitor, de forma muito clara e simples, conhecimentos básicos sobre a alimentação e sua relação com a gestação e a lactação. Mostra de forma didática desde a concepção ao parto, a melhor maneira de fortalecer a gravidez e como programar o nascimento de uma criança perfeita e sadia.
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Video = Especialistas falam sobre os riscos da gravidez tardia para mães e bebês

Vejam no vídeo abaixo alguns especialistas falando sobre os riscos da gravidez tardia para mães e bebês, e a A difícil tarefa de conciliar a vida profissional com a pessoal, que acaba levando muitas mulheres a adiar o plano de engravidar. Mas é importante que a mulher saiba de que a gravidez tardia pode trazer riscos para a mãe e para o bebê.
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Video = Gravidez de Alto Risco

Vejam abaixo um vídeo uma entrevista com o Ginecologista Henrique Borges Zacarias para TV Capixaba, falando um pouco mais sobre a gravidez de alto risco, e como combater este problema.
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Vídeo = Obstetrícia e a prevenção e cuidados na gravidez de alto risco

Você esta com uma gravidez de alto risco? Quer saber mais a respeito? Pois então não deixe de ver esta matéria no vídeo abaixo da coluna de saúde do programa Ver Mais com dicas e informações úteis do Dr. Belarmino José da Silva sobre a prevenção e cuidados na gravidez de alto risco. Parte 1 de 2: Parte 2 de 2:
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