Category Archives: Depressão Pós-Parto

Video = Depressão na Gravidez

Vejam um video em que uma especialista fala um pouco mais sobre o tema do tabú da depressão na gravidez, que 10 a 20% sobrem deste problema.

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Vídeo = Depressão pós-parto

Diferente do que muita gente pensa, o mal que afeta as mães acaba refletindo na família inteira e pode ter consequências para toda a vida. E o que fazer quando a maternidade desperta os piores sentimentos?

Veja no vídeo abaixo como identificar e tratar a depressão pós-parto em:
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Mais sobre a Depressão Durante e Depois da Gravidez

Dando continuidade ao papo com a Psicologa Flávia Lopes (CRP 06-76724), que tem um blog bem legal, e esta nos ajudando a disnistificar e melhor informar as grávidas sobre a depressão durante e depois da gravidez, que infelizmente ainda é pouco abordada de forma clara, até para ajudar a muitas superar esta fase dificil da vida.

A depressão é um transtorno psiquiátrico que apresenta uma prevalência em torno de 5% da população geral. Por ser um transtorno multifatorial observa-se que diversas são as variáveis que podem desencadear ou manter a sintomatologia depressiva, bem como diversos fatores de risco estão implicados neste transtorno, tais como gênero, aspectos neuroendocrinológico, indicadores familiares e sociais, estratégias de enfrentamento, dentre outros (Baptista, Baptista e Torres, 2006).

As mulheres apresentam, significativamente mais sintomatologia depressiva do que os homens, e muitos são os fatores sociais, comportamentais e biológicos encontrados que contribuem para o desencadeamento e manutenção da doença, como foi discutido anteriormente. Um fator de relevância no desenvolvimento da depressão feminina é a questão da maternidade, já que a gestação e o parto são fatores estressantes, além de que as modificações hormonais podem estar diretamente relacionadas com este fato (Baptista, Baptista e Torres, 2006). A depressão gestacional ainda é pouco estudada e uma explicação a isso seria a dificuldade de se diferenciar a sintomatologia depressiva dos sintomas que ocorrem durante o período gestacional, como por exemplo, os distúrbios do sono e apetite, labilidade emocional entre outros.

Sabe-se ainda que a presença de ansiedade ou depressão na gestação está associada a sintomas depressivos no puerpério (Bloch et al., 2003).Esses temas têm sido mais pesquisados nas últimas décadas e ainda não há especificação para essas patologias na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a não ser como diagnóstico de exclusão, no caso dos transtornos relacionados ao puerpério.

O Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, na sua quarta edição e com texto revisado (DSM-IV-TR), não distingue os transtornos do humor do pós-parto dos que acontecem em outros períodos, exceto como especificador “com início no pós-parto”, que é utilizado quando o início dos sintomas ocorre no período de quatro semanas após o parto. Estima-se que de 25 a 35% das mulheres apresentam sintomas depressivos na gravidez e que até 20% das mulheres podem preencher os critérios para depressão.

Sabe-se que os índices de sintomas depressivos são mais altos durante o terceiro trimestre do que seis meses após o parto. Durante a gravidez, no entanto, os pesquisadores encontraram um pico na depressão no primeiro trimestre, uma melhoria dos sintomas durante o segundo semestre e um aumento do índice de depressão durante o terceiro trimestre Nesses casos o peso se sobrepõe à gratificação, e algumas mulheres desenvolvem quadros de estresse e depressão diante das alterações interpessoais e intrapsíquicas que se estabelecem quando se tornam mães.

Na ocasião do nascimento de um filho, a maioria das mulheres experimenta sentimentos contraditórios e inconciliáveis com a imagem idealizada e romanceada de mãe acolhedora, tranquila, compreensiva, capaz de enormes sacrifícios (Azevedo & Arrais, 2006). E, diante da crise de identidade instaurada pela maternidade, do novo papel social e da responsabilidade pelos cuidados do bebê, a mulher pode apresentar sintomas, que caracterizam a chamada Depressão Pós-Parto (DPP), Tem-se dado importância cada vez maior ao tema, e estudos atuais têm visado delinear os fatores de risco para os transtornos psiquiátricos nessas fases da vida, no intuito de se realizarem diagnóstico e tratamento o mais precocemente possível.
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Depressão na Gestação e Puerpério

A depressão na gestação e puerpério, é um assunto ainda cercado de mistérios, pouco abordada e divulgada, porém é mais comum do que se imagina, por isto mesmo, achamos que deveriamos abordar mais o assunto aqui neste blog, trazendo informações e dicas úteis.

Para isto pedimos ajuda de uma especialista, que é a psicologa Flávia Lopes (CRP 06-76724), parceira da Zazou, que vai nos ajudar a conhecer mais do tema.

A gestação de uma nova vida, na maioria das vezes, proporciona grande alegria e realização para a mulher. Na gravidez, o corpo feminino apresenta transformações que garantem o desenvolvimento do feto e preparam seu nascimento. O psiquismo da mulher durante esta fase, também necessita de adaptações peculiares à nova identidade que começa a surgir: a de mãe.

Podemos então observar, a crescente necessidade de compreender os aspectos psicológicos que permeiam o período grávido-puerperal. A gravidez é um período de grandes transformações físicas e emocionais que exigem uma resposta adaptativa por parte da gestante e, consequentemente, das pessoas mais próximas a ela. Sendo, portanto, um momento de importantes reestruturações na vida da mulher e nos papéis que esta exerce.

É durante esse período que a mulher tem que passar da condição de só filha para a de também mãe além de ter de reajustar seu relacionamento conjugal, sua situação socioeconômica e suas atividades profissionais. Todas estas mudanças são mais impactantes durante a primeira gestação. Vários autores compreendem a gestação como um momento de preparação psicológica para a maternidade, no qual se está constituindo a maternidade.

Por ser o período mais rico e intenso de vivências emocionais e que por si só traz, para o relacionamento familiar, novas atitudes e responsabilidades, percebemos como é fundamental o compartilhar e o esclarecimento das ansiedades e preocupações que envolvem a decisão de se ter um filho. Por isto, a gestação e o puerpério são períodos da vida da mulher que precisam ser avaliados com especial atenção que podem refletir diretamente na saúde mental dessas pacientes.

Durante a gestação a mulher está vulnerável, exposta a múltiplas exigências, bem como vivencia um período de reorganização corporal, bioquímica, hormonal, familiar e social que a faz ficar propensa a uma multiplicidade de sentimentos. A ansiedade é um componente emocional que pode acompanhar todo o período gestacional e é caracterizada por um estado de insatisfação, insegurança, incerteza e medo da experiência desconhecida (Baptista, Baptista e Torres, 2006).

Dessa forma, a gestação é um período que envolve grandes mudanças biopsicossociais, ou seja, há transformações não só no organismo da mulher, mas também no seu bem-estar, o que altera seu psiquismo e o seu papel sociofamiliar. A intensidade das alterações psicológicas dependerá de fatores familiares, conjugais, sociais, culturais e da personalidade da gestante, devendo-se levar em conta o fato de ser a gravidez um período que envolve não apenas a mulher, mas também o seu companheiro e o seu meio social imediato (Baptista, Baptista e Torres, 2006).

Durante a gravidez, o organismo feminino produz hormônios sexuais e não sexuais pela placenta, o que pode trazer mudanças orgânicas e comportamentais significativas, não condizentes com os comportamentos habituais. Muitas vezes, a gestante poderá passar por mudanças físicas como também psicológicas, verificando-se sintomas comuns no primeiro trimestre, que são o aumento de cansaço, irritabilidade, mudanças de apetite, prazer diminuído e distúrbios do sono.

A gestação é um momento de mudanças e, um dos transtornos que pode ocorrer durante o período gestacional é a depressão, influenciando negativamente a gestação, já que os sintomas interferem no desempenho das gestantes quanto aos autocuidados e adesão ao tratamento (Baptista, Baptista e Torres, 2006).

Além da forte influência dos hormônios sobre o psiquismo da gestante, outros fatores como características individuais e de personalidade, o momento de vida em que ocorreu a gravidez, se esta foi planejada ou não, a qualidade do relacionamento conjugal ou com o pai do bebê e o apoio familiar, são determinantes na maneira e intensidade como ela irá sentir todo este processo.

Do ponto de vista hormonal, a progesterona, os corticosteróides e as catecolaminas exercem efeito sobre o comportamento introspectivo e sobre as oscilações entre depressão e euforia bastante comuns durante a gestação.
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Relação entre o Tipo de Parto e a Depressão Pós-Parto

Já escolheu que tipo de parto quer ter?

Saiba então de que as mulheres submetidas à cesariana têm mais chance de adquirir depressão pós-parto, em relação a mamães que optaram pelo parto natural. O risco fica ainda maior se a cesariana for eletiva e não uma emergência médica. Pelo menos foi o que diz pesquisa publicada recentemente pelos pesquisadores da Universidade Nacional de Yang-Ming, em Taiwan, que analisou mais de 10.000 mães.
Relação entre o Tipo de Parto e a Depressão Pós-Parto


Especialistas acreditam que a depressão aparece devido ao tempo que se leva na recuperação da cirurgia e também no sentimento de perda de controle que muitas mulheres sentem ao pegar o bebê pela primeira vez.

Uma em cada dez mães dá à luz através de uma cesariana planejada, geralmente devido a razões de saúde, mas em torno de 7% são realizadas a pedido da paciente, muitas vezes porque elas têm medo de dar à luz naturalmente ou preferem um parto programado, como inclusive mostram os números da pequisa que estamos fazendo na home do nosso site.
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Depressão pós-parto atinge 15% das mulheres

Nenhuma mulher está imune aos riscos de uma depressão pós-parto, nem mesmo as famosas e ricas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a doença afeta 15% das mães de todo o mundo. No universo das famosas, atrizes como Gwyneth Paltrow, Ana Furtado e Luiza Tomé sentiram na pele os sintomas que aparecem após o nascimento do bebê. A doença está diretamente ligada aos hormônios da mulher. Quando ela fica grávida, as taxas hormonais sobem para acomodar o bebê e as modificações que o corpo vai sofrer com a gravidez. Logo após o parto, as taxas caem bruscamente. Essa queda pode causar um desarranjo emocional na paciente e ela acaba adquirindo uma depressão pós-parto.
Depressão pós-parto atinge 15% das mulheres
Alguns fatos podem deixar a gestante mais propensa ao problema, como a situação em que a criança foi concebida (se era planejada ou não), um eventual histórico de depressão anterior à gestação e algum tipo de trauma psicológico durante a gravidez. Os indícios não ditam se a mulher terá ou não depressão pós-parto. Ela fica mais propensa à doença, mas pode não ter, assim como a paciente que desejou muito um filho também pode adquirir o mal.
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Depressão Pos-Parto Também Atinge os Homens

Apesar de que na gravidez a atenção e foco serem primeiro na grávida e depois no bebê os homens também fazem parte deste momento, muitas vezes esquecidos... Mas aqui no Blog da Zazou, eles merecem nossa atenção, até para trazer o alerta de que a maioria das pessoas sabem dos perigos da depressão pós-parto para as recentes mães, mas a novidade é que um estudo revelou que os novos pais também pode ser gravemente afetados por esta situação.
Depressão Pos-Parto Também Atinge os Homens
Mais de 5.000 famílias foram observados em um estudo realizado pelo Dr. James F. Paulson, professor assistente de pediatria da Eastern Virginia Medical School, em Norfolk, Virginia, que descobriu que enquanto 14% das mães sofreu depressão pós-parto, outros 10% dos pais também demonstraram sintomas de depressão. As alterações hormonais foram responsabilizados no caso das mulheres, mas para os homens os motivos foram outros como: cansaço, preocupações sobre finanças e responsabilidade adicional, foram s principais causas de depressão pós-parto para os homens. Os sintomas da depressão pós-parto em pais incluir humor, alterações do peso, sentimentos de culpa e fadiga. Muitos homens também apresentaram uma mudança de comportamento, tais como trabalhar longas horas, o consumo de quantidades excessivas de álcool, e até mesmo se envolver em casos extraconjugais. Depressão pós-parto pode durar de alguns dias a mais de um ano. A boa notícia é que é tratável. Estratégias para ajudar pais a lidar com o nascimento de uma criança incluem buscando aconselhamento, formação ou aderir a um grupo de apoio, e a contratação de umaboa babá, mesmo que seja ocasionalmente, até para dar pais a oportunidade de passar algum tempo a sós com seus cônjuges.
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Depressão pós-parto atinge 15% das mães de todo o mundo

A gravidez é marcada por um período em que o organismo da mulher está sobrecarregado de hormônios. Por conta dessas altas taxas, é normal que a ela tenha o humor alterado durante a gestação, com sintomas semelhantes aos da tensão pré-menstrual. Quando o bebê nasce, os níveis hormonais caem bruscamente. Nos 45 dias que se seguem ao parto, esse processo pode gerar mudanças de humor e sensação de tristeza, um fenômeno chamado de "blues puerperal". Esse acontecimento é normal, mas a situação sai do que é considerado saudável quando os sintomas se tornam mais fortes e persistem ao longo de meses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a depressão pós-parto acomete 15% de todas as mães ao redor do mundo. Essa tristeza no pós-parto é bem comum e nem chega a ser considerada patologia, explica Carolina Carvalho Ambrogini, ginecologista e obstetra da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O quadro passa a virar patologia quando a paciente começa a não ter motivação para realizar suas atividades, não quer levantar da cama e a situação se torna muito penosa, gerando uma culpa muito grande. Esses sintomas podem indicar uma depressão pós-parto. A doença pode vir até um ano após o nascimento do bebê. A depressão pós-parto não é uma doença para a qual haja uma receita de prevenção. De acordo com Carolina, a patologia está diretamente ligada à queda dos hormônios e não há como controlar esse fenômeno. É um processo natural do pós-parto. Todas as mulheres vão passam por ele: a diferença é que algumas vão desenvolver a doença emocional e outras, não. As pacientes que já têm um histórico de depressão, ou de alguma patologia psiquiátrica, que a gravidez não tenha sido planejada ou que a gestação tenha sido de alguma forma traumática têm uma propensão maior a desenvolver depressão pós-parto. Mas não há como definir que serão essas mulheres as que vão passar pela doença. Às vezes, uma mãe que planejou a gestação e passou muito bem pelos nove meses pode desenvolver o problema. Nós temos como descrever os fatores de risco, mas não dá para afirmar que só quem se enquadra nesse grupo vai passar por isso. Mesmo porque o fator hormonal influencia muito. O tratamento da depressão pós-parto é definido de acordo com o nível da doença. Em alguns casos, a prescrição de terapias já resolve o problema. Em outros, as sessões precisam ser aliadas a medicamentos. O especialista é quem vai diagnosticar e definir os rumos dos tratamentos. Segundo a ginecologista, o ideal é que pessoas próximas à mãe tomem conta do bebê até a paciente se estabilizar. Além da terapia e das medicações, o apoio da família é essencial para a recuperação da mulher. Veja abaixo um depomento real de quem já passou por isto!
Depressão pós-parto atinge 15% das mães de todo o mundo
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Depressão pós-parto será abordada na novela Máscaras pela atriz Miriam Freeland

A depressão pós-parto atinge mais mulheres do que se imagina, e os sintomas podem ser graves, e uma forma importante de combate-la é informando mais a respeito. Por isto achei legal quando soube de que e a doença será retratada na novela Máscaras pela atriz Miriam Freeland, que vai viver a personagem Maria Benaro. Miriam Freeland falou sobre o problema de sua personagem:
Eu acabei de ter neném, então é um contexto que está perto de mim. Não que eu tenha tido depressão pós-parto, mas sempre tem um nível. Abaixam os hormônios, você não dorme, tem sempre um momento delicado para a mulher.
Depressão pós-parto será abordada na novela Máscaras pela atriz Miriam Freeland
É um transtorno comum, que afeta em níveis diferentes a mãe logo após o parto. Cerca de 70% a 80% das mulheres apresentam sintomas de depressão, que acabam desaparecendo em até duas semanas. Apenas 15% terão depressão propriamente dita. Mas como acontece? Antes de ocorrer a ovulação na mulher, mais ou menos no meio do ciclo menstrual, o estrógeno prepara o útero para a gravidez. Se a mulher engravidar, o estrógeno aumenta 30 vezes, aumentando a libido (e é, sim, permitido ter relação sexual durante a gravidez). Além disso, a progesterona também aumenta, cerca de 10 vezes. Ela é responsável pelos enjôos que a mulher sente. E a placenta também aumenta a produção destes dois hormônios. Quando o bebê nasce, abruptamente nos cinco primeiros dias os hormônios caem na corrente sanguínea, e imediatamente o cérebro passa a sentir falta deles. Para contornar a situação, o cérebro começa a produzir substâncias que inibem os impulsos elétricos, e a mulher começa a ficar triste, rejeitar o bebê, não querer alimentar a criança. Mas quais são os sintomas? Para detectar a depressão pós-parto, é preciso ficar atento a cinco sintomas principais: tristeza incontrolável; rejeição ao filho; desafeto pelo bebê; falta de cuidados; e choro constante da mãe, até sem causa. E qual é o tratamento? O transtorno pode ser superado com remédios e tratamento psicológico. A indicação é levar a mulher ao ginecologista e/ou ao psiquiatra, o quanto antes. O caminho geralmente é passar pelo ginecologista, que pede exames, e paralelamente encaminha para o psiquiatra, para terapia e medicamento. Em poucos meses a situação pode ser sanada. Mas, se não for tratada, a depressão pode ficar crônica. Aonde procurar ajuda? O próprio SUS já tem um departamento especial, só para cuidar de depressão pós-parto. O Hospital das Clínicas também. Pergunte a seu ginecologista pelo tratamento mais indicado. E o papel do marido nestes casos? Muitos casamentos ficam abalados pelo problema. E até o homem pode ter depressão pós-parto, mas não é hormonal. Cerca de 10% dos homens têm. Às vezes, o marido tem a depressão pós-parto mesmo sem a mulher ter. O tratamento é simples: procurar psiquiatra, medicação e achar uma válvula de escape.
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Video = Por que algumas grávidas ficam deprimidas? Dá para evitar?

Por que algumas grávidas ficam deprimidas? Dá para evitar? Veja o que diz no vídeo abaixo o Psiquiatra Dr. Joel Rennó Junior.
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Gravidez após os 40 anos = Como Lidar Com Situações de Dificuldade de Engravidar & Depressão Pós-Parto

Algumas mulheres preferem ter filhos após 35-40 anos. Existem vários motivos e hipóteses. Entre eles, o fato de trabalhar muito, investir na carreira profissional, se realizar profissionalmente, o que pode ser um sonho aliado ao de ser mãe. Vemos isto bastante nas lojas da Zazou entre nossas clientes, por isto resolvemos trazer o assunto para destaque aqui. Queria então trazer a visão da professora e escritora Maria Madalena sobre o tema, em que para começar ela não quer dizer que filho seja um incômodo ou sirva para atrapalhar a vida da mãe, mas sim pela dedicação que ela precisa e quer dar ao filho, acompanhando seu crescimento e preparando-o para a fase adulta. Em outros casos, o fato de não conseguir engravidar mesmo após muitos tratamentos. Com o avanço da ciência e da medicina, ela vai buscar outras maneiras para engravidar, caso pelo processo natural não deu certo. Pode ser uma fertilização artificial, como foi mostrado na novela Fina Estampa. Porém, nesse caso ou em qualquer situação, o diálogo do casal é de suma importância, pois ambos precisam aceitar a situação e querer muito esse filho. Reforço que o diálogo entre o casal tem que existir sempre, pois sem diálogo é impossível sustentar qualquer tipo de relacionamento. Quando citei diálogo, significa um diálogo verdadeiro e transparente, onde haja respeito e lealdade das duas partes. Existe também a ideia e possibilidade da adoção, onde alguns casais preferem, outros não. Aí entra, além do diálogo citado, a estabilidade mental, física, moral e financeira do casal. A mulher nunca deve desistir de ter um filho por sentir medo de algo, e sim buscar orientação de profissionais para saber como está sua saúde, que é fator fundamental para se ter um filho, pois assim o médico irá explicar tudo sobre idade, saúde, gravidez após 40 anos. Riscos existem, sim. E estar consciente desses riscos facilita muito a procurar ajuda médica. Enfim, primeiramente precisa estar muito bem informada, fazer exames, para depois tentar gerar um filho. O fator emocional pesa bastante também para o casal e a mulher. Na verdade, um simples estresse é o suficiente para desorientar a pessoa emocionalmente. E o emocional abalado mexe com toda estrutura psíquica e física. Nesse caso, é interessante buscar uma ajuda terapêutica para saber como lidar com a situação da gravidez, da ansiedade, procurando, assim, um autoconhecimento para que tudo ocorra da melhor maneira possível. Apesar dos riscos, uma gravidez após os 40 anos tem também suas vantagens, porque é algo planejado. A depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pode ocorrer com qualquer mulher, não necessariamente após 40 anos, lembrando sempre que cada organismo reage de uma forma. E existem estudos que até os pais ficam com depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pelo simples fato de verem suas mulheres deprimidas. É uma porcentagem de pelo menos 10% de pais no mundo. Mas logo passa. Porém, a mulher, caso tenha depressão pré-parto ou pós-parto, precisa imediatamente procurar ajuda terapêutica. A depressão pós-parto ou pré têm sintomas semelhantes ao de uma depressão comum, onde a pessoa sente-se desvalorizado no extremo, autoestima comprometida, desmotivação para a vida, tentativa de suicídio, abandono do recém-nascido, entre outras. Lembrete: depressão é séria e precisa ser tratada por profissionais da área. E os sintomas citados acima nem sempre significam depressão, ok? Nunca faça automedicação, procure um profissional específico. Somente o médico saberá diagnosticar tudo certo. É importante que a mulher fique atenta e, caso perceba algum sinal ou sintoma depressivo, imediatamente fale com seu médico. A mulher, independentemente da idade, ao ter um filho, é necessário saber administrar muito bem o tempo com a criança, pois não resolve ficar o dia todo com o filho e não lhe dar atenção devida. Pode ser meia hora, mas tem que ser intenso.
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Tristeza Materna, Blues Puerperal, Melancolia, Depressão e outros quadros do Pós-Parto

O assunto de depressão materna é algo importante e que merece atenção, sendo que o melhor remédio e prevenção sem dúvida nenhuma começa por estar bem informada e atenta. Por isto pedimos ajuda para a Psicóloga Renata Peixoto da empresa Baba Ideal (www.babaideal.com.br), que conhece bem o assunto e vai nos ajudar dando dicas abaixo.
Tristeza Materna, Blues Puerperal, Melancolia, Depressão e outros quadros do Pós-Parto
Você passou nove meses aguardando ansiosamente o nascimento do bebê. Preparou o quarto com carinho, organizou roupas e brinquedos, e, agora que o bebê nasceu tudo é só alegria, certo? Nem sempre. No puerpério (período pós-parto) a mulher está, por diversos motivos, mais sujeita a alterações de humor, inclusive psiquiátricas, que podem tornar este momento delicado e confuso, e, em alguns casos, atrapalhar inclusive o estabelecimento do vínculo mãe-bebê. Muitas mudanças ocorrem, para a mãe, após o nascimento do bebê. Mudanças biológicas, psicológicas e sociais. Após o parto, a mulher sofre uma abrupta queda nos níveis dos hormônios progesterona e estrogênio, o que, por si só, já é um motivo para alterações de humor; porém, além dos hormônios, existem também fatores psicológicos e sociais que tornam este um momento delicado. Quando estava grávida, a mãe teve meses para adaptar-se a essa nova situação. Possuía uma intensa relação com o bebê, que fazia parte dela mesma, seu corpo e sua rotina passaram por transformações às quais ela pode adaptar-se aos poucos. Com o nascimento, este elo simbiótico mãe-bebê se rompe, e precisa ser construído um novo vínculo e uma nova relação com a criança. Isto em um momento onde existe uma forma de regressão psicológica, em que podem emergir questões, conscientes e inconscientes, referentes à sua primeira infância e a relação desta mulher com sua própria mãe. A mulher passa por um estranhamento de seu corpo, que, nas semanas seguintes à gestação, não possui mais um bebê em seu interior, porém também não é mais o corpo que ela possuía antes da gestação. Além disso, é um momento de grandes mudanças na vida dessa mulher, que passa a ser responsável por um pequeno ser que depende totalmente dela. Sua vida e sua rotina mudam abruptamente, e isso gera insegurança com relação à sua vida pessoal, profissional, seu relacionamento com o parceiro e mesmo quanto a sua capacidade de cuidar dessa criança. Diante desse quadro, não é de se estranhar que a grande maioria das mulheres apresente algum tipo de tristeza.
Tristeza Materna, Blues Puerperal, Melancolia, Depressão e outros quadros do Pós-Parto
Vejam mais detalhes de cada uma destas situações e suas caracteristicas: 1) Tristeza Materna, Blues Puerperal ou Melancolia Pós-parto A Tristeza Materna, atinge de 50% a 85% das mulheres, e ocorre nos primeiros dias de gravidez, tendo seu pico entre 0 4º e 5º dias após o parto. Costuma ter duração de cerca de duas semanas. Choro fácil, alterações de humor, irritabilidade e cansaço são as principais características que aparecem. A mulher pode, também, sentir-se culpada, já que cobra-se estar feliz pelo nascimento do filho. Carinho e atenção são a recomendação aos familiares e amigos para lidar com a situação, já que o quadro se reverte naturalmente após as primeiras semanas 2) Depressão Pós-parto Trata-se de um quadro mais grave. Além de uma tristeza intensa que dura a maior parte dos dias, quase todos os dias, pode ocorrer perda de interesse pelas atividades habituais, podendo levar a mãe a descuidar de si mesma e do bebê. Há ainda alteração do sono, forte sentimento de culpa, capacidade de concentração prejudicada, além da possibilidade de ocorrer pensamentos suicidas, ou agressivos em relação ao bebê. Neste caso, os sintomas persistem por um tempo maior, que pode chegar a um ano. Há a necessidade de apoio psicológico, e muitas vezes também psiquiátrico, para que ocorra a medicalização da paciente. A depressão pós-parto tem maior incidência em mulheres com histórico prévio de depressão, embora outros fatores como idade, suporte social e eventos estressantes como desemprego, por exemplo, também favoreçam seu desenvolvimento. 3) Psicose Puerperal Trata-se de um quadro grave, que atinge uma pequena parcela das mulheres (de 1,1 - 2 a cada 1000 gestantes). Seus sintomas podem aparecer até três meses após o parto, embora na maioria das vezes apareçam nas primeiras duas semanas após o nascimento do bebê, de maneira abrupta. Ocorrem delírios e alucinações, confusão mental, sintomas depressivos, maníacos ou a alternância entre ambos. Há um risco grande de suicídio ou infanticídio, o que torna fundamental a medicalização, e, em alguns casos, a internação. Independente de qual é o quadro apresentado pela nova mamãe, contar com o apoio, compreensão e atenção da família é fundamental. É importante que a mãe sinta liberdade para conversar sobre seus sentimentos com o parceiro. Caso haja dúvidas se os sentimentos e comportamentos da mãe nesse período pós-parto são naturais, ou indicam alguma patologia, é importante procurar apoio psicológico e médico, como é o caso da Renata. Caso queiram conversar mais com ela sobre o assunto os telefones de contato dela são: (11) 5181-1381 ou (11) 2639-1779 ou pelo site: www.babaideal.com.br
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Depressão pós-parto = Desvendando as dores de ser mãe

Queria abordar este assunto que algumas vezes ainda é tratado como um tabú, mas que merece atenção de todas as grávidas e seus parentes, pois é mais comum do que pensam. Queria compartilhar então abaixo um pouco da visão da psicoterapeuta e psicanalista Léa Michaan sobre o tema. Não por acaso a expressão dar à luz é carregada de múltiplos significados. Ao analisarmos a origem da expressão,ou o significado oculto do termo, podemos trazer à tona possibilidades psiquícas, inclusive, a que associa o ato à saída da luz do útero materno, deixando o interior da mãe sombrio. Esta primeira versão de dar à luz condiz com a dor que sentimos quando algo sai de dentro de nós, seja psiquicamente ou emocionalmente. É comum dizer, quando o amor acabou, que nos sentimos como se algo tivesse sido arrancado de nós. Assim, dar à luz alude a perdas que uma mulher tem ao parir. Quando o bebê sai de dentro da mãe, ela perde o status de grávida, por mais pesada que a barriga seja, estar grávida é uma maneira privilegiada de vivenciar a existência. A percepção da gestante, no olhar dos outros, é a de uma mulher revestida de ternura, cuidado, admiração e esperança. A gestante carrega dentro do útero o futuro! Diante da idealização da maternidade, notícias sobre mães que atentam contra a vida de seus próprios filhos chocam muito a sociedade. Recentemente, a mídia noticiou um caso sobre uma mãe que colocou veneno para carrapato na mamadeira do filho; há, ainda, uma infinidade de matérias jornalísticas sobre mães que abandonam os seus rebentos em latas de lixo, supermercados, em rios. A despeito de todo horror que essas atitudes possam causar, cabe uma reflexão apurada sobre o tema. O resultado da compreensão das reais causas da depressão pós-parto nos auxilia a identificar até que ponto o quadro depressivo é capaz de interferir em situações dramáticas como essas. A informação nos oferece uma visão real e crítica sobre essa doença que é tão contemporânea. Um estudo conduzido pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) – em parceria com outras universidades brasileiras; financiado pela Fapesp e pelo CNPq – apontou que 27,55% das mães usuárias do sistema público de saúde de São Paulo apresentaram o problema. Entre as dos hospitais particulares, 7% registraram a doença.
Depressão pós-parto = Desvendando as dores de ser mãe
Ao dar à luz, o fato de não ser mais vista como uma grávida pelos olhos alheios leva algumas mulheres a perderem a alegria da expectativa do nascimento. Esperar é uma palavra relacionada à esperança; quando nasce um bebê, a esperança do nascimento desmancha-se. Em vez disso, a parturiente entra em contato com a difícil realidade de cuidar das necessidades de um recém-nascido. Quando o nenê ainda estava dentro da barriga, a própria existência da futura mamãe garantia todas as necessidades do bebê: oxigenação, alimentação, bem-estar. A condição de gestante era suficiente para a vida que carregava em si; a gestante sentia a sua potência à flor da pele, porque a mulher grávida sente-se poderosa. Ao engravidar, ela confirmou que possui capacidade e recursos para a reprodução; para a manutenção do bebê dentro de si. Embora não se aborde muito esse tema, o nascimento de um bebê não transforma automaticamente uma mulher em uma mãe; não há um passe de mágica para isso. Dar à luz lança a mulher em uma existência complexa. E o que acontece? O bebê chora e a mãe não dá conta de decifrar esse choro; ela cai do estado de onipotência – suficiente e capaz de lidar com as demandas da gestação – para a de impotência. Por que? Em sua imaginação, essa mulher idealizou ser uma mãe maravilhosa e ter um filhinho perfeito. Essa idealização confronta-se com a realidade de um bebê normal, ou seja, um bebê que chora, acorda a mãe e muitas vezes machuca o seio materno ao mamar. Na fantasia prévia ao nascimento, a mãe, por sua vez, teria muita calma; seria paciente; estaria sempre disponível. No mundo real, ela perde a calma, fica nervosa e, muitas vezes, não está disponível. É por isso que o bebê faz, por inúmeras vezes, com que a mãe se sinta péssima consigo mesma. Ao mesmo tempo, ela tem sentimentos negativos em relação ao bebê, por fazê-la sentir-se dessa forma. O ato de dar à luz faz com que a mulher tenha contato com questões complexas apresentadas bem antes do tempo necessário para maturar a ideia do existir para outro – além do viver para si. De uma hora para outra, “ser, existir e viver para si mesma” não faz mais sentido; a mãe precisa se doar para outro ser, que inicialmente é um pequeno desconhecido que chora, exige e cobra. Talvez as leitoras fiquem abaladas com o termo “pequeno desconhecido”, então vou me explicar melhor… O amor entre uma mãe e o seu bebê é construído no dia a dia – requer tempo, porque amar é um processo de construção. A recém-mãe precisa se doar para um bebezinho pequenino que pode até ser fofo, mas ela ainda não desenvolveu a capacidade de amá-lo tanto quanto o necessário. Essa existência faz com que se sinta pressionada; este recém-nascido a acusa sem palavras, de uma forma bem mais intensa, por meio da comunicação emocional. Esta mulher que deu à vida é péssima pessoa quando não atende as necessidades. E, meu Deus, como é difícil atender as necessidades de um recém-nascido! Um recém-nascido chora porque tudo é novo, assustador e difícil. Antes de nascer vivia dentro da barriga da mamãe, na água quentinha e gostosa; não sentia fome, frio ou calor; não precisava respirar. Suas necessidades eram atendidas antes de as perceber. Agora, os pequeninos órgãos precisam se adaptar à nova e dura realidade da vida. O intestino necessita evacuar, o estômago digerir, o pulmão respirar. O bebê antes de nascer estava totalmente imerso no líquido amniótico, por isso não conhecia os limites do eu; não precisava lidar com fronteiras porque bebê-mamãe eram um só. Quanto sofrimento é nascer! O choro desesperado muitas vezes conta a história do medo e do profundo desamparo que cada recém-nascido vive – com maior ou menor intensidade. Um recém-nascido sofre com a constante sensação de estar caindo em um abismo – daí o reflexo de Moro. E nem sempre quando a mãe o pega no colo, em uma desesperada tentativa de juntar-lhe os pedaços, ela consegue, porque os próprios pedaços da recém-mãe também estão desconjuntados. Ela precisa aprender a viver como mãe, da mesma maneira que o bebê necessita aprender a viver. Parece que trago tudo isto à baila para piorar a situação que já não está fácil quando se vive a depressão pós-parto – ou algo parecido com ela. Mas, na realidade, trago estas ideias à consciência com a intenção expor um panorama amplo desse processo que, embora natural, é árduo e penoso para a recém-mãe. Assim como foi para avós, bisavós… Quando a mulher se torna mãe, pode vir à tona o resgate do próprio abandono e a necessidade de vingança – a mulher tende a reviver as tragédias pessoais da fase de quando foi um bebê. Por essa razão, defendo que a saúde pública deve se preocupar em oferecer apoio psicológico às recém-mamães; esse serviço é tão necessário quanto o pré-natal ou quanto um médico para realizar o parto. Sem sustentação psicológica, as mães não encontram forças para sustentar a constituição física, emocional e psicológica saudável de seus bebês – e acabam cometendo crimes contra os rebentos ou criam pessoas que futuramente possam cometer graves delitos contra os próprios filhos. Ou seja, um círculo vicioso formado de negligências e maus tratos transmitidos de geração para geração, porque é muito difícil dar o que não se recebeu. Os jornais divulgam o resultado dos atos de mães que deixaram o ódio tomar conta por falta de amparo psíquico e emocional; por falta do registro de uma boa mãe que cuidasse delas com amor quando eram apenas inocentes bebês. Ressalto que o vilão dos atentados cometidos pelas mães contra os próprios bebês é o sofrimento da recém-mamãe – e é esse aspecto que tem recebido pouca atenção dos profissionais de saúde, dos órgãos de saúde pública e da própria mídia. Afinal, como diz com grande sabedoria o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda: “A dor da gente não sai no jornal”.
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Quais as diferenças entre Depressão Pós Parto e Baby Blues?

Você sabe quais as diferenças entre Depressão Pós Parto e Baby Blues? Para saber mais sobre este importante assunto, pedi ajuda para ar Enfª Grasielly Mariano, que é Pesquisadora do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento Materno da EEUSP e Diretora da Lactare Assistencial (www.lactare.com). O início da gestação é um momento de grande ansiedade para a família e promove mudanças que envolvem a mulher gestante de um modo holístico, transformando a sua relação com o seu corpo, com a sua forma de pensar e com o ambiente. O modo como cada mulher responde a essas mudanças remete intimamente a sua história pessoal de vida e ao contexto particular em que a gravidez ocorre, podendo despertar temores que, por sua vez, mobilizam defesas importantes como negações, somatizações e reações maníacas. O pós parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. O período de maior incidência está em torno dos primeiros dias. Choro fácil, confusão, labilidade de humor, ansiedade, humor deprimido logo após o parto são condições comuns e acomete de 50% a 80% das mães. Mas o que é isso? É depressão pós parto?
Quais as diferenças entre Depressão Pós Parto e Baby Blues?
Há uma grande confusão de conceitos que precisam ser esclarecidos. Os sintomas citados acima configuram o “Baby Blues” ou “Melancolia Materna”, um distúrbio de humor que, em condições normais, não duram mais do que 10 dias, embora haja casos isolados em que persistiram por até três semanas. A partir deste período, a avaliação da mãe deve ser criteriosa, uma vez que de 15% a 20% das que tiveram baby blues podem desenvolver depressão pós parto. A Depressão Pós Parto se define por sintomas como episódio depressivo, humor disfórico, distúrbio de sono e apetite, alterações psicomotoras, culpa, pensamento suicida, cansaço excessivo, os quais estão associados a fatores biopsicossociais da mãe e podem ser detectados, na maioria dos casos, já durante a gestação através de uma avaliação clínica detalhada e com auxílio da Escala de Edinburgh para Depressão Pós-Parto (EPDS). O diagnóstico de depressão pós-parto pode, muitas vezes, ser de difícil realização, já que os sintomas nem sempre são claros e específicos. A comunidade científica tem se mobilizado ao longo dos anos para que as causas sejam melhores estudadas e para que suas características sejam evidentes, visto que são necessários aos profissionais de saúde e aos familiares próximos à puérpera no processo de identificação precoce dos sinais e elaboração de intervenções, bem como instrumentos funcionais para o planejamento de prevenção em saúde. O assunto é importante e falta ainda muita informação por isto com ajuda da Grasielly, vamos trazer mais sobre em novos posts, em que falaremos sobre o que já foi publicado na literatura científica acerca das causas, diagnóstico, prevenção e tratamento da depressão pós parto.
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Vídeo = Por que algumas grávidas ficam deprimidas? Dá para evitar?

Por que algumas grávidas ficam deprimidas? Dá para evitar? Vejam as respostas e dicas úteis no vídeo abaixo com o Dr. Joel Rennó Junior.
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Video = O que é Depressão Pós-Parto?

Veja no vídeo abaixo mais algumas dicas com a Drª Denise Coimbra, desta vez falando sobre Depressão pós-parto, que é um mal que assombra grande parte das mulheres no período da gestação, com a possível rejeição ou complicações após a gravidez são reações que possuem tratamento e superação.
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Dificuldade na hora da amamentação podem ter maiores riscos de depressão pós-parto

Vejam só abaixo o resultado de uma recente pesquisa que mostra que as novas mães que têm dificuldade na hora da amamentação podem ter maiores riscos de depressão pós-parto. Embora a amamentação não seja necessariamente a causa dos sintomas depressivos, as mães e os médicos devem estar cientes que os dois fatores andam de mãos dadas. Um estudo com quase 2.600 mulheres que já amamentaram mostrou que menos de 8% apresentaram depressão até dois meses após terem o bebê. O risco foi maior entre as mulheres que diziam ter fortes dores nos seios ou que “não gostavam” de amamentar o bebê em suas primeiras semanas de vida. Um limite do estudo é que não havia informações sobre o histórico de depressão das mulheres durante a gravidez. Então, pode ser que mulheres que já estavam deprimidas tinham mais dificuldades com a amamentação. Embora os culpados das dificuldades da amamentação não sejam claros, tudo se torna mais difícil quando uma pessoa está deprimida. Fatores hormonais também podem contribuir tanto na amamentação quanto na depressão. Independentemente das razões para essas conexões, os pesquisadores afirmam que problemas de amamentação precoces devem servir como um sinal de alerta de depressão pós-parto em algumas mulheres. É importante que as mamães que tenham qualquer dificuldade na hora da amamentação mantenham seus médicos informados. Nem todas as mulheres que não gostam da amamentação, que pode ser dolorosa ou demasiadamente difícil, estão destinadas a depressão, mas esse é um fator de risco. O desenvolvimento do “baby blue”, ou depressão fisiológica, que se caracteriza pela ansiedade, tristeza e irritação nos dias depois do parto, é bastante comum entre as novas mães. Já a depressão pós-parto é menos frequente, afetando cerca de 10% das mulheres. Alguns sintomas incluem fortes sentimentos de ansiedade, tristeza ou desamparo, que não melhoram após uma semana e começam a interferir na vida cotidiana da mulher. Quanto ao tratamento, alguns médicos podem recomendar um medicamento antidepressivo (que geralmente é considerado seguro durante a amamentação), ou terapias com psicólogos ou psiquiatras, dependendo do caso.
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Depressão na gravidez sem remédio

O que é mais perigoso para a mulher grávida: conviver nove meses com a depressão, e ficar suscetível a todas as sequelas, como danos cardíacos e isolamento social, ou tomar um medicamento de tarja preta que controla o transtorno de humor mas pode comprometer a saúde do feto? Os especialistas já sabem que precisam encontrar uma resposta para esta pergunta, mas ainda não há um consenso universal sobre o uso de drogas controladas durante a gravidez.
Depressão na gravidez sem remédio
Um novo relatório feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de ser divulgado com o objetivo de abastecer os médicos, gestantes e farmacêuticos com informações sobre este tema. Durante 2010, foram monitoradas pelos técnicos da Anvisa todas as substâncias medicinais vendidas em farmácias e drogarias do Brasil e que precisam de receita para legitimar a venda. No total, foram comercializados 143 tipos diferentes de remédios controlados e, segundo relatório da Agência, 69,7% deles ameaçam, de alguma forma, a gestação, seja por risco de má formação fetal ou aceleração do parto.
Decidimos focar o nosso primeiro boletim sobre os produtos farmacêuticos de uso controlado na gestação porque esta é uma área carente de informações", explica Marcia Gonçalves de Oliveira, coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa. "O problema é que não se faz pesquisas, no Brasil e no mundo, com mulheres sadias e gestantes para atestar qual é a segurança dos medicamentos, até por uma questão de ética", completa Márcia. A maioria das referências que temos, e que definem se um medicamento é arriscado ou não para a gestação, é de relatos espontâneos dos médicos e das gestantes que acabam sofrendo algum efeito colateral por conta da medicação. Resolvemos fazer este boletim com a classificação de risco para ajudar os médicos, os farmacêuticos e também alertar as usuárias."
remédios contra depressão na gravidez
Um dos principais problemas da falta de informação científica sobre os reais perigos dos medicamentos controlados usados na gravidez é que as mulheres já portadoras de algum transtorno psíquico, como: bipolaridade, esquizofrenia ou psicose, ficam sem muitas opções terapêuticas quando engravidam. Outro obstáculo para a saúde feminina é que a depressão, no nível que exigealgum tipo de medicamento, cruza o caminho de duas em cada dez gestantes, como mostrou ensaio científico feito pela Sociedade de Pediatria do Canadá, sendo comum como a depressão pós-parto. O quadro depressivo durante a gestação, de acordo com revisão de 99 estudos feitos por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, amplia em até 50% o risco do bebê nascer com menos de dois quilos. O baixo peso está associado a mais problemas cardíacos, respiratórios e até obesidade futura da criança, sem contar os prejuízos da doença na própria gestante. Segundo o relatório da Anvisa, justamente para tentar sanar a depressão é que são utilizadas a maior parte das substâncias comercializadas no País (44% delas são para os transtornos comportamentais). Para fugir do dilema imposto à grávida com depressão, o psiquiatria da USP e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Joel Rennó Júnior afirma que sempre é preciso avaliar o risco e o benefício, de forma individual, antes de usar a medicação.
"Até hoje os trabalhos que avaliavam os riscos do medicamento para as grávidas não levam em consideração o perigo que as doenças não tratadas por medicações podem trazer", pondera Rennó Júnior.
Isolamento, abandono das crianças após o nascimento, desestrutura familiar, separações e uma série de outras consequências fazem parte dos prejuízos da depressão", alerta o especialista, que diz ter acompanhado centenas de casos de grávidas que fizeram uso de remédios controlados e não tiveram nenhum problema com os seus filhos após o nascimento.
"É claro que não há como defender um uso descontrolado de medicamentos, ainda mais na gestação, mas os ginecologistas e os obstetras precisam ter mais atenção com a parte psíquica da grávida durante o pré-natal. Se identificarem algum problema, junto com um psiquiatra, devem avaliar individualmente o risco e o benefício de fazer um tratamento medicamentoso na gestação", acrescenta o especialista.
Para o assessor do Conselho Federal de Farmácia (CFF), José Luis Miranda Maldonado, o novo relatório da Anvisa sobre o alerta das medicações durante a gravidez serve inclusive para as mulheres questionarem com seus médicos e com o farmacêutico sobre as vantagens e as desvantagens do uso.
"É uma área ainda muito nebulosa de informações que ainda é muito baseada em 'achismos'", avalia Maldonado. "Esta classificação de risco à gestação que está no relatório já existia e vinha escrita nas bulas das medicações, mas agora está tudo mais claro e direcionado. São dados que servem para assegurar o prescritos das medicações, o dispensador das mesmas drogas e as usuárias. Elas também podem questionar sobre os riscos e benefícios e cada caso deve ser avaliado."
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Vídeo = Identificando a depressão pós-parto

Trago abaixo um vídeo feito pela equipe do Grupo Gestarte do Rio (http://grupogestarte.blogspot.com)com dicas para você identificar a depressão pós-parto.
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Depressão pós-parto atinge 15% das mulheres

Depressão pós-parto atinge 15% das mulheres, mas pode ser tratada sem antidepressivos se diagnosticada com antecedência. Mudanças repentinas de humor, ansiedade e ataques de pânico durante a fase puerperal, a que sucede a gravidez, podem ser sintomas de depressão pós-parto. A síndrome, que atinge 15% das mulheres, não deve ser confundida com o blues puerperal, quadro em que os sintomas se apresentam bem mais leves e que atinge 85% das mulheres nos pós-parto.
Depressão pos-parto
Segundo o obstetra Jorge Rezende Filho, chefe da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, não existe tratamento prévio para evitar a síndrome.
“Não há formas de prevenção, o melhor é admitir o problema e buscar ajuda. Também não é possível afirmar que a depressão ocorra apenas na primeira gravidez, não há uma regra para isso. Mas a tendência é que com as repetidas gestações, a insegurança gerada pelo desconhecido tenda a desaparecer.”
A causa do distúrbio ainda é desconhecida, mas acredita-se que pode estar relacionada às alterações hormonais que ocorrem durante o resguardo, período de repouso após o parto. Quando diagnosticada com antecedência, a depressão puerperal costuma ser tratada sem o uso de medicamentos antidepressivos, apenas com auxílio psicoterapêutico. Em geral, o tratamento dura entre 3 e 6 meses, mas a maioria dos casos tende a ser solucionado naturalmente, sem a intervenção médica.
“Embora o número de mães que necessitem desse tipo de acompanhamento médico específico seja bem menor que o das que se recuperam espontaneamente, é importante dar o tratamento correto, pois nos casos mais graves, a mulher chegar a ter ideias suicidas e pode a agir violentamente contra a criança”, esclarece o médico.
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Ocitocina x Depressão Pós-Parto

A ocitocina, substância liberada durante o sexo e a amamentação, pode ser a chave para prevenir a depressão pós-parto. De acordo com pesquisadores suíços, mulheres com baixos níveis deste hormônio durante a gravidez são mais propensas a se sentirem deprimidas depois do nascimento do bebê. A descoberta vem acompanhada da possibilidade de se desenvolver um remédio baseado na substância. Os níveis de ocitocina seriam medidos em mulheres durante a gestação e, naquelas em que ela estiver baixa, o remédio seria usado.
Ocitocina x Depressão Pós-Parto
A depressão pós-parto afeta até 19% das mães. Além disso, filhos de mulheres afetadas pelo problema têm maior risco de desenvolver doenças psíquicas no futuro, portanto, qualquer meio de impedí-lo poderia ter grandes implicações. A ocitocina é produzida pelo cérebro durante o sexo, amamentação e o parto. Ela promove os sentimentos de confiança, amor e carinho. De acordo com o estudo, mulheres com altos níveis de ocitocina consideram mais fácil a adaptação à maternidade. Os pesquisadores suíços analisaram se a escassez da substância química está ligada à depressão pós-parto. 74 mulheres grávidas saudáveis tiveram seus níveis hormonais medidos nos últimos dois e três meses de gestação. Elas também responderam a perguntas elaboradas para detectar os sintomas de depressão e foram entrevistadas de novo 15 após o parto. A análise descobriu uma clara relação entre os baixos níveis de ocitocina na gravidez e os sintomas de depressão após o parto. Além disso, mulheres que se sentem tristes na gravidez se mostraram mais propensas a brigas após o parto, informa a revista "Neuropsicofarmacologia". Gunther Meinlschmidt, da Universidade de Basel, na Suíça, disse ao "Daily Mail" que estudos futuros devem investigar se a indução à ocitocina na gravidez diminui os riscos de depressão pós-parto. Ele acrescentou que a identificação destas mulheres no começo da gravidez pode colaborar com intervenções preventivas iniciais e minimizar os efeitos adversos para o bem-estar de mães e filhos. Poderia, no entanto, haver efeitos colaterais do tratamento, já que a ocitocina é usada em hospitais para induzir o parto. A depressão pós-parto é mais comum em mulheres com um histórico de depressão, nas quais falta apoio na gravidez e cujos bebês precisam de cuidados extras. Também é mais provável em mães de meninos do que de meninas. Pode durar mais de um anos nos casos mais graves, com sintomas variando de ataques de pânico a ideias de suicídio e de ferir o bebê. Leia mais sobre esse assunto em: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2011/05/12/pesquisa-mostra-relacao-entre-baixos-niveis-de-ocitocina-depressao-pos-parto-924445830.asp#ixzz1MEWh5dMb
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Depressão Pós-Parto Atinge Também 10% dos Pais

Vejam só que o problema da depressão pós-parto não atinge apenas as mulheres, mas os homens também! Pelo menos foi uma das conclusões de uma recente pesquisa do Fatherhood Institute, que mostrou de que um em cada dez pais têm depressão pós-parto devido às mesmas causas que atingem uma em cada sete mães: as mudanças na vida devido ao nascimento do bebê, falta de sono e aumento da responsabilidade.
Depressão Pós-Parto Atinge Também 10% dos Pais
Se a parceira estiver deprimida então, aí é que a probabilidade de depressão pós-parto masculina aumenta, segundo a pesquisadora Adrienne Burgess. Homens e mulheres com doenças mentais pré-existentes têm mais risco de desenvolver depressão depois do nascimento dos filhos, mas nos homens isso pode acontecer ainda durante a gravidez, quando o relacionamento começa a mudar. Os homens podem se sentir deixados de lado enquanto suas parceiras viram o centro das atenções. Tanto mães quanto pais podem se sentir cansados, estressados e culpados como consequência da depressão, mas reagem de forma diferente, o que pode tornar o diagnóstico mais difícil. Os homens ficam bravos e podem passar a beber demais e se envolver em relacionamentos extraconjugais. Já as mulheres ficam tristes. A saída, segundo especialistas, é procurar terapias variadas e até massagem para aliviar a tensão, além de optar por uma dieta balanceada. Escrever os sentimentos em um diário também pode ser uma solução. A pesquisa também mostra que o impacto emocional e comportamental da depressão dos pais nas crianças pode ser constatado aos 11 anos e meninos são mais afetados que meninas. Já outro estudo publicado pelo periódico oficial da Academia Americana de Pediatria, apontou também que a depressão dos pais também pode ter repercussões no desenvolvimento dos filhos. Pesquisadores da Universidade de Michigan nos EUA estudaram 1746 pais de crianças de um ano de idade e encontraram que 7% deles apresentavam depressão. Ao responderem à pergunta: no último mês, você bateu no seu filho?”, a resposta foi SIM em 13% dos pais sem depressão e em 41% dos deprimidos, uma diferença de quatro vezes. Desemprego e abuso de substâncias psicoativas também eram mais comuns entre os pais com depressão e estes apresentavam também uma interação com os filhos duas vezes menor, quando isso era medido pela freqüência que liam histórias para as crianças. Os resultados também mostraram que 77% dos pais deprimidos haviam levado seus filhos ao pediatra nos últimos 12 meses, o que aponta uma grande oportunidade para que o pediatra provoque algum nível de discussão sobre a saúde mental do pai, orientando-os a procurar ajuda médica especializada. Já é bem reconhecido que o envolvimento dos pais nas questões discutidas num consultório pediátrico faz diferença no desenvolvimento das crianças e que a depressão paterna está associada a piores indicadores psicossociais da criança. Os pediatras, que já se preocupam com a saúde das mães, também devem estar atentos com os pais, pois a saúde deles também merece toda a atenção. Vale lembrar que é cada vez maior o número de pais que ficam com as crianças enquanto as mães trabalham.
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Video = Porque ocorre a depressão pós-parto?

Porque ocorre a depressão pós-parto? Veja os motivos no vídeo abaixo com dicas do Ginecologista e Obstetra Dr. Sérgio Floriano sobre o assunto.
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Video = Depressão pós-parto tem tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, entre 10 e 15% das mulheres apresentam esse tipo de depressão. Vejam então no vídeo abaixo uma entrevista com a psiquiatra Maria de Fátima Vasconcellos, em que ela explica que muitas mães apresentam sintomas antes mesmo do bebê nascer, e como deve ser tratado o assunto.
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Risco de depressão pós-parto é maior para mãe de gêmeos

Você sabia de que a gravidez múltipla é um dos principais fatores de risco para depressão pós-parto? Grávidas de múltiplos têm 43% mais risco de sofrer de depressão pós-parto, diz um estudo publicado na edição de abril da “Pediatrics”, revista da Academia Americana de Pediatria. Foram avaliados dados de 8.069 americanas, excluindo variáveis como características socioeconômicas e demográficas, que podem influenciar na incidência do transtorno.
Risco de depressão pós-parto é maior para mãe de gêmeos
Entre as hipóteses para isso está a maior exigência física e emocional, foi também o que concluiu o mesmo em uma recente pesquisa e tese de mestrado da psicóloga Gabriela Andrade Silva, pesquisadora da USP. Na sua pesquisa de mestrado, feita com 245 mães, ela avaliou alguns fatores que levam ao desenvolvimento do transtorno. Constatou que a sensação de impotência e insegurança podem ser determinantes.
"Gravidez de gêmeos é uma gravidez mais complicada. É mais provável que a mulher pense que não terá suporte emocional, familiar e financeiro suficiente."
De acordo com a pesquisadora, as duas únicas mães de gêmeos que participaram do estudo tiveram depressão. O dado não foi considerado porque a amostragem era pequena, mas há pesquisas na literatura internacional que já apontaram maior prevalência do distúrbio em gestações múltiplas. A prematuridade é um fator de risco para depressão, pois o bebê requer cuidados especiais e, dependendo de sua maturidade, tem mais chances de sequelas ou morte, o que torna a mãe mais vulnerável e ansiosa. E, no caso de gravidez múltipla, os riscos de antecipação do parto são maiores. Apesar de não ser definido seu mecanismo de ação, outro fator já relacionado à depressão pós-parto é a cesariana, que ocorre frequentemente em gestações de mais de um bebê. Um estudo publicado em 2009 na revista "Pediatrics", feito com 8.069 mães americanas, mostrou que o risco de ter o distúrbio é 43% maior nesse tipo de gravidez. Outra explicação, para a ginecologista Carolina Ambrogini, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é a variação hormonal.
"Grávidas de gêmeos têm mais hormônios durante a gestação. O desequilíbrio depois do parto é ainda maior."
Cerca de 12% das mulheres têm depressão pós-parto. O transtorno pode começar logo nas primeiras semanas ou até um ano depois do nascimento do bebê. A duração e a intensidade dos sintomas variam muito e não devem ser confundidas com as de "baby blues", tristeza que dura de quatro dias a duas semanas e afeta cerca de 50% das mulheres.
"Os sintomas da 'baby blues' são mais leves. Ela sente um pouco de irritação pela privação do sono e pelo cansaço, mas a sensação passa sozinha", diz Joel Rennó Junior, psiquiatra da USP.
Na depressão, além do cansaço e da melancolia serem mais fortes, pode acontecer de a mãe perder o interesse pela criança ou, no outro extremo, cuidar excessivamente do bebê e perder interesse por outros filhos e membros da família.
"É muito comum a mulher ter um sentimento ambivalente. Ela quer e não quer estar estar com a criança. A culpa é muito forte em todos os casos", explica Amaury Cantilino, psiquiatra e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco.
Risco de depressão pós-parto é maior para mãe de gêmeos Reconhecer o problema e procurar ajuda são determinantes para garantir a saúde do bebê e da mãe.
"O transtorno pode prejudicar o cuidado da criança, as relações familiares e causar sofrimento intenso. É preciso procurar tratamento o quanto antes", diz Cantilino
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Depressão Pós-Parto (DPP) = Depoimentos & Tratamentos

A Depressão pós-parto (DPP) é mais comum do que se pode imaginar. Saiba abaixo por que a doença ainda é cercada de tabus e conheça o exemplo de quem a venceu. Gostaria de lembrar de que hoje a Zazou, em parceria com a Escola Virtual para Pais, vai oferecer 10 convites gratuitos para as primeiras pessoas que se inscreverem com o código promocional “ZAZOU201″ nesta palestra online Depressão pós-parto: fatores de risco, diagnóstico e tratamento, que acontece amanhã (dia 04 de abril) às 21h. Para participar é necessário apenas de um computador conectado à Internet banda larga, e precisam se cadastrar no site: www.escolavirtualparapais.com.br, e se inscrever nesta palestra desejada. Será enviado um email com as orientações para participação. O participante acessa no dia e horário agendados e interage com os profissionais e com os outros pais. Bem legal e funciona muito bem. Insegurança, medo, tristeza, dor, solidão, fragilidade, angústia e falta de vontade de viver... Para algumas mães, esses sentimentos podem se manifestar no período mais feliz da vida: o nascimento do filho. recentemente o caso de uma mãe suspeita de matar as filhas gêmeas logo após o parto, chamou a atenção de populares de um povoado do município de Simão Dias. O fato levanta a questão para os perigos da Depressão pós-parto (DPP), uma doença que pode levar a morte.
Depressão Pos-Parto
Para a professora e publicitária, Patrícia Lins, que atualmente mantém um blog sobre o tema, a Depressão pós-parto (DPP) foi sentida 10 dias após o nascimento do filho Pedro Henrique, cariosamente chamado de Peu.
“Não reneguei meu filho, nem tentei nada contra ele, como é comum acontecer. Eu reneguei a mim. Não me achava digna de ter um filho tão lindo. A ajuda da família é fundamental. Mesmo com todos me ajudando eu me sentia sozinha. Era como se eu estivesse num buraco tão fundo e escuro que eu via um ponto de luz, mas não tinha forças para alcançá-lo e preferia, então, fechar os olhos e esperar o fim, literalmente, eu queria morrer”, conta a publicitária que tinha sintomas, como crises, choro e ficava irritada facilmente.
Em entrevista, a Patrícia Lins (Pat) menciona que mesmo com os sintomas não aceitava fazer tratamento e foi preciso a ajuda da família e principalmente o reconhecimento da doença para procurar ajuda especializada.
“A DPP é uma doença, grave e perigosa. Precisa ser bem diagnosticada e tratada. Como se tratava de uma adulta, por mais que a família quisesse ajudar, eles não podiam passar por cima de mim e do que parecia ser minha vontade, sendo que eu tinha ausência de vontade. Por isso, digo que para ajudar, tem que saber o que precisa ser feito e respeitar o tempo e o espaço da mulher com DPP. Isso serve para qualquer doença, pessoa ou situação de conflito”, lembra.
“A dor só dói enquanto está doendo, depois, passa, e passa mesmo!”
A publicitária diz que a doença chegou ao ponto dela deixar o filho chorando com fome.
“Ficava espremida num canto da casa chorando junto e gritando por socorro. Era muita dor e desespero, eu queria fazer o que é simples e normal, mas, não conseguia. A sensação que tive foi que fui vítima de um terremoto seguido por um tsunami e nada podia fazer para mudar a realidade”, relata.
“Uma amiga que é psicóloga me disse que teve DPP da segunda filha e, depois de anos de terapia, descobriu que depressão é uma dor tão profunda que nós não temos como saber onde e porquê, por isso, não é tão fácil. Muita gente me dizia: “tem que ter força de vontade”. Eu, como sempre tive muita facilidade para me expressar, formulei uma bela resposta e respondia: “força de vontade maior do que me deixar viva, só se eu conseguir o que tanto desejo, que é me matar...”. Ah, as pessoas ficavam horrorizadas com minha resposta. Mas, era verdade. Todo depressivo é um suicida em potencial. Eu tentei me matar três vezes e graças à Deus não consegui. A força que tinha era uma reserva mínima para me manter viva. Quando fiz a terapia certa, consegui ter tempo para minha cabeça”, fala.
É preciso aceitar e se tratar, é um exercício diário, como ginástica e musculação", fala a publicitária
“Tem uma frase que usei muito durante as crises e dei nome ao blog: “a dor só dói enquanto está doendo, depois, passa!”e passa mesmo. Durante o sofrimento nada melhor do que o tempo. Eu só faltava 'pular no pescoço' de quem me dizia: isso vai passar. Mas, não é que eles estavam certos? O que é importante frisar é que se trata de uma doença e tem tratamento o que atrapalha é o preconceito, o tabu, o medo de ser taxada de anormal. Ninguém pede para ter problema, mas, já que eles aparecem, a solução é muito melhor do que aumentar o que já está ruim. O tabu é um empecilho muito maior”, salienta.
DPP
Após o período de Depressão pós-parto que durou mais de ano, Patrícia Lins, diz que a cura existe apesar de não ser fácil, nem simples ou indolor.
“É preciso aceitar e se tratar, é um exercício diário, como ginástica e musculação. É preciso ter disciplina, superar o medo de ser taxada de maluca, doida ou algo parecido. Para me livrar precisei mais de mim do que supunha precisar. Enquanto não recobrava as forças, enquanto estava “fraca”, mantinha distância do quem me fosse prejudicial. Não era hora de entrar em atritos, estava instável, mas na luta pela minha sobrevivência. A superação é diária. O mínimo de cobrança é imprescindível. Estar aberto e procurar ler, conversar e conhecer pessoas com o mesmo problema fortalece”, recomenda.
A psicóloga clínica Ana Karine Braga explica que a mulher é cometida por várias mudanças físicas e emocionais durante a gravidez e mesmo depois de ter o bebê. Essas mudanças podem deixar as mães tristes, ansiosas, confusas ou com medo. Para muitas mulheres esses sentimentos vão embora rápido, mas quando permanecem ou pioram a mulher pode vir a ter depressão pós-parto.
“Os sintomas são tristeza, irritabilidade, cansaço, insônia, inibição ou aumento de apetite, ansiedade, desinteresse pelo sexo e angústia”, descreve a psicóloga, que diz ainda que é muito difícil saber se a mãe terá ou não depressão após o parto.
“Obviamente, mulheres com um quadro depressivo anterior à gravidez requerem uma atenção maior, porém, a situação da gestação também é um fator a ser avaliado."
Ao lado do filho, a psicóloga lembra que é importante o envolvimento da família durante o tratamento por exemplo, existe mais probabilidade de provocar uma associação deste tipo de problema com o bebê. Outros fatores relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher, gerando sobrecarga, também podem desencadear o transtorno”, afirma Ana Braga, acrescentando que a Depressão pós-parto pode acontecer por alguns dias ou até meses depois do parto de qualquer um dos filhos.
“Não existe um trabalho especifico para prevenção da depressão pós-parto. Mas o pré-natal além de orientar a mãe e prevenir uma série de doenças e problemas com a mãe e o bebê também seve como prevenção do transtorno. Durante o pré-natal os médicos procuram dar segurança à mãe tanto em termos orgânicos como psicológicos, fazendo com que a gravidez da paciente seja mais tranqüila e com um grau de informação significativa”, garante a psicóloga.
Neste período a família também precisa ser envolvida no tratamento, participar das terapias para aprender a lidar com o problema facilitando assim a recuperação da mãe.
“É difícil dizer quanto tempo pode durar o transtorno. Alguns casos duram semanas e outros anos. O mais importante é iniciar o tratamento desde o momento em que a família suspeite que exista algo errado com a mãe. A depressão pós-parto é tratada com terapia psicológica e medicação”, destaca a médica Ana Karine Braga.
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