Category Archives: Parto

OMS faz novo alerta sobre epidemia de cesarianas no mundo = Brasil é campeão na prática

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um novo alerta sobre a “epidemia” de cesarianas que assola o mundo e chamou atenção para o Brasil, que é campeão na prática. De acordo com a entidade, a taxa considerada ideal para a recorrência destas cirurgias é 10% e 15% dos partos. Mas, como já mostrado em reportagens anteriores publicadas pelo GLOBO, se a cesariana era uma opção restrita a 14,5% do total de partos, em 1970, passou para 52%, em 2010, no Brasil. Na rede privada, o número é ainda mais impressionante: 88% dos brasileiros nascem por cesáreas.

Para entidade, a cesariana pode ser necessária quando o parto natural possa representar um risco para a mãe ou o bebê. É o caso do trabalho de parto prolongado, sofrimento fetal ou quando o bebê está numa posição anormal. No entanto, as cesarianas podem causar complicações significativas, invalidez ou morte, principalmente em localidades que não dispõem de facilidades para realizar cirurgias seguras ou tratar complicações potenciais.

Novos estudos mostram que, quando as taxas de cesariana chegam a até 10% em toda a população, o número de mortes maternas e neonatais diminui. Mas quando a taxa é maior, não há evidências se as taxas de mortalidade melhoram

Estas conclusões destacam o valor da cesariana para salvar a vida das mães e recém-nascidos. Eles também ilustram o quanto é importante garantir que cesariana seja fornecida para as mulheres em necessidade e não apenas se concentrar em alcançar qualquer taxa específica, diz a diretora do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Marleen Temmerman.

A OMS também destacou que, devido ao seu custo elevado, altas taxas de cesarianas desnecessárias podem consumir recursos de outros serviços nos sistemas de saúde, os quais já podem estar sobrecarregados e fracos.

Diante da inexistência de um sistema de classificação aceito internacionalmente para monitorar e comparar dados relativos a cesarianas, a OMS defende a adoção do Sistema Robson. Através dele, mulheres internadas para parto são classificadas em grupos baseados em características como posição do bebê, idade gestacional, número de gestações anteriores e cicatrizes uterinas.

Número de Visualizações: 801

Parto Adequado

Com 84% de taxa de cesárea na rede privada e 40% no sistema público, representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Saúde (ANS) e do Hospital Israelita Albert Einstein se reuniram ontem, no Rio, para divulgar hospitais selecionados a participar de uma nova tentativa de aumentar a realização de partos normais no país.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI), dos EUA, será implementada em hospitais privados e públicos, na forma de projeto-piloto, denominado Parto Adequado. O objetivo é testar estratégias, como a capacitação de mais profissionais para a prática do parto normal e o aumento do número de ambientes para garantir a segurança das gestantes.

Foram selecionados 23 hospitais privados, entre eles a Casa de Saúde São José, no Humaitá, e a Perinatal da Barra, ambas no Rio, e cinco maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS), totalizando 28 instituições. A ANS recebeu, no total, 42 inscrições de instituições privadas. Os critérios de escolha para os hospitais públicos foram os que tinham a realização de mais de mil partos por ano e um percentual de cesarianas acima de 60%, modelo mais parecido com o da rede privada.

Os 16 hospitais que não foram selecionados participarão de videoaulas e receberão material informativo. Além desses dois grupos, outras três instituições de São Paulo participarão do projeto compartilhando suas experiências. São unidades onde, segundo o Ministério, o percentual de partos normais mais do que dobrou, as admissões em UTI neonatal caíram e houve melhoria na remuneração dos profissionais.

Os termos de adesão ao projeto serão assinados em maio, e os modelos passarão por testes nos 18 meses seguintes. No lançamento do projeto ontem, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou, no entanto, que a relação médico-paciente deverá ser priorizada; e a confiança da gestante no profissional, valorizada ao longo de todo o processo.
— A questão das cesáreas assumiu uma posição cultural, por isso, precisaremos retrabalhar o imaginário social para que haja um interesse maior pelo parto normal — explicou. — Temos consciência, ainda, de que a cesárea é necessária em diversas situações.


Segundo a pasta, a estratégia de ação desenvolvida para os participantes envolve, por exemplo, a adequação de recursos humanos para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; o engajamento do corpo clínico, da equipe e das próprias gestantes; e a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e dos bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.

Três propostas de modelos assistenciais foram elaboradas como ponto de partida, com base em evidências científicas e experiências exitosas desenvolvidas por outras maternidades do país, explicou a diretora-presidente interina de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.

No primeiro modelo, o parto é realizado pelo plantonista do hospital. No segundo, o parto é realizado pelo médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe multidisciplinar de plantão, que irá fazer o acompanhamento inicial da parturiente até a chegada de seu médico. Já no terceiro, o parto é assistido por um dos membros de uma equipe de profissionais, composta por três ou mais médicos e enfermeiras obstetras. De acordo com Chioro, os hospitais poderão optar por quantos modelos quiser e estes poderão ser aperfeiçoados e customizados.

Para o obstetra César Eduardo Fernandes, diretor científico da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), é importante não demonizar o profissional que realiza a cesárea, uma vez que há diversas causas para a epidemia que vem evoluindo ao longo de dez anos — que chama de “vergonha nacional”.
— As maternidades não estão preparadas para a realização de partos normais, há pouca estrutura de leitos e falta de equipes — opinou, acrescentando, no entanto, que qualquer iniciativa para o estímulo do procedimento sem intervenção cirúrgica é válida.
Número de Visualizações: 1121

Assistir o Parto Remoto em Tempo Real com Realidade Virtual

Cada vez mais o mundo esta globalizado, e temos que viajar a trabalho, muitas vezes em momento que não desejamos, como perto da data esperada do parto (vide calculadora: http://calculadoras.zazou.com.br). Mas e se ai quando o pai de seu bebê esta viajando e chega a hora do parto. O que fazer?

Apesar de não ser a mesma coisa, a tecnologia pode ajudar a minimizar a situação, como o caso recente de umaustraliano que trabalhava a 4.000km de casa assistiu ao parto de seu filho em tempo real utilizando realidade virtual.

Segundo a “CNET”, o caso se deu em Perth, no oeste da Austrália. A mãe do bebê, Alison Larke, não gostou quando seu marido Jace avisou que teria um compromisso de trabalho inevitável justamente na data do nascimento do filho do casal, uma missão que iria colocá-lo a 4.000km de distância, na remota cidade de mineração de Chinchilla. no estado de Queensland.

No entanto, apesar do engenheiro elétrico estar ausente em momento tão importante, ele pode assistir via realidade virtual ao nascimento de seu terceiro filho, Steele, quando ele nasceu em um hospital de Perth em 20 de fevereiro de 2015.

Uma equipe da Samsung preparou um sistema de câmeras, equipamentos de áudio e streaming no quarto de hospital de Alison, em Perth, tudo isso conectado a óculos Samsung Gear VR sendo usados por Jace em Chinchilla. Quando Jace recebeu a vídeo-chamada, foi para uma sala especial que a Samsung tinha criado, e foi capaz de não apenas ver o quarto de parto em tempo real, mas tabém interagir com sua esposa Alison.
Depois que descobri que estava grávida de cinco semanas com nosso terceiro filho, vimos nosso bebê crescer, descobrimos que ele era um menino e sonhamos com o que o futuro nos reservaria. Em seguida, às 30 semanas de gravidez, um contrato de trabalho de Jace foi confirmado e ficou quase certo que ele iria perder o nascimento do nosso bebê. Só um milagre resolveria essa situação. E foi exatamente o que recebemos, um milagre”, disse Alison.


O vídeo oficial do nascimento de Steele é emocionante! Veja abaixo:
Número de Visualizações: 946

Cobrança por disponibilidade de médico para parto

De acordo com recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF), operadoras de planos de saúde devem suspender a cobrança de honorários médicos dos beneficiários quando solicitado que determinado médico fique disponível para a realização de parto, seja normal ou cesárea, a chamada taxa de disponibilidade.

A cobrança é proibida pela Lei Federal 9.656/98, que determina que planos e seguros privados de assistência à saúde têm de cobrir integralmente as despesas com honorários que ocorram durante a internação, incluindo obstetrícia. A recomendação foi feita pelo Grupo de Trabalho Planos de Saúde da 3ª Câmara de coordenação e Revisão (Consumidor e Ordem Econômica) do MPF à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abremge), à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), à Confederação Nacional das Cooperativas Médicas (Unimed) e à União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas).

De acordo com o MPF, estas quatro organizações terão de notificar os prestadores de serviços médicos sobre a ilegalidade da cobrança, além de fiscalizar as escalas de plantões noturnos dos prestadores de serviços médicos e laboratoriais, para que as equipes garantam assistência às grávidas, com prescrição médica ao parto normal. A advogada especialista em proteção ao consumidor nas questões de saúde, Melissa Areal Pires, explica que a polêmica existe porque os médicos entendem que essa taxa é legal na medida em que recebem, dos planos, pelas consultas e pelo parto, mas não para estarem disponíveis dia e noite para o procedimento. Argumentam ainda, esclarece a advogada, que o direito da paciente de ter o parto coberto pelo plano está garantido porque toda maternidade disponibiliza equipe necessária credenciada para realizar o parto, mas, se a gestante quiser ser acompanhada por um profissional específico, esses honorários deverão ser pagos à parte por ela.

Melissa lembra que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já se posicionou contra a cobrança, afirmando que a cobertura já inclui os honorários para a realização do parto. As entidades de defesa do consumidor também são contra a taxa.
Compartilho desse entendimento, na medida em que configura limitação contratual e desvantagem exagerada para a gestante, que pagou pela cobertura obstetrícia integral, inclusive com honorários médicos. Se o médico é credenciado, se a gestante tem cobertura obstetrícia contratada, não há porque pagar honorários extras ao profissional que deve, sim, estar à disposição para realizar o procedimento a qualquer hora, haja vista a própria natureza do procedimento, que, de fato, pode ter início a qualquer momento. Se não quisesse estar disponível, não deveria se credenciar ao plano na modalidade obstetrícia — defende a advogada.


Procuradas para comentar a recomendação do MPF, FenaSaúde e Unimed Brasil reconheceram que a cobrança é ilegal e informaram orientar as associadas a cumprirem a legislação. “O beneficiário não tem obrigação de pagar qualquer valor extra ao médico”, ressaltou a FenaSaúde, por meio de nota. Já Abramge e Unidas argumentam que a taxa cobrada por médicos obstetras para acompanhar gestantes não está incluída no Rol de Procedimentos em Saúde da ANS, que determina coberturas obrigatórias, e que por isso não há cobertura pelas operadoras.
Número de Visualizações: 1076

Mulher erra contagem de gravidez e dá à luz no chuveiro de casa

Uma mulher de 24 anos que errou a contagem da duração de sua gravidez deu à luz no chuveiro de sua casa em Des Moines, no Iowa, Estados Unidos, na semana passada após entrar para tomar banho sentindo o que ela pensou serem dores no estômago.

Brittany Young, 24 anos, disse ao “Des Moines Register” que sabia que estava grávida e tinha dores recorrentes de estômago. Ela estava errada sobre a fase da gravidez – em janeiro, quando descobriu a gravidez, entendeu que estava com apenas 12 semanas de gestação, e não que faltavam 12 semanas para o nascimento.
"Eu entrei no chuveiro, meu estômago doía. Cinco segundos depois eu tive que empurrar”, contou a mulher. Logo depois, sua filha, Miracle, nasceu. “Os olhos dela estavam abertos. Ela estava apenas lá me encarando. Ela não chorou. Eu estava em choque.”


Brittany tem outros três filhos. Após o nascimento de Miracle, ela pediu que uma amiga chamasse uma ambulância. Mãe e filha foram levadas para um hospital.
“Eu fiquei em choque por alguns dias, porque não esperava”, contou a mulher, que não tinha roupas ou fraldas para o bebê.


Para lhe ajudar a não errar esta conta a Zazou disponibiliza em nosso site uma calculadora online da Data Provável do Parto (DPP) em:

http://calculadoras.zazou.com.br
Número de Visualizações: 1781

Estudo Mostra de que a previsão para dia do parto falha em 96% dos casos

Você sabe quando será a data do seu parto?

É preciso entender como é estimada a chamada data prevista para o parto (DPP). Ela é calculada a partir da data da última menstruação, a essa, adiciona-se 280 dias, ou seja, 40 semanas. Mas ai começa a confusão, pois ultrassom determina outra data, que é estimada ao se medir o tamanho do feto. Se essas duas datas ficarem muito distantes entre si, a do ultrassom é levada em conta.

Para ajuda-la com este calculo a Zazou disponibiliza em nosso site, uma calculadora online gratuita, que faz não apenas da Data Provável do Parto (DPP), mas também calcula que dia engravidou, ou mais sobre o signo do bebê em:

http://calculadoras.zazou.com.br

No entanto, dados do Perinatal Institute, uma ONG britânica, mostram que as DPPs quase nunca são precisas. Na verdade, apenas 4% dos bebês nascem na data estimada!

Se por um lado é útil para os pais ter uma ideia de quando o bebê vai chegar, a principal função da data do parto é "definir uma métrica para o acompanhamento médico" durante a gravidez, explica o professor Jason Gardosi, do Perinatal.
"Um dos usos é interpretar testes de sangue no começo da gravidez para analisar se há riscos de anomalias congênitas. Para isso, é importante saber em que estágio da gestação a mulher está", afirma.


O conselho para grávidas, Gardosi afirma, é que o parto ocorra em qualquer momento entre a 37ª e a 42ª semana de gestação, em um período conhecido como "a termo", quando o bebê atingiu a maturidade esperada. Apesar de que muitas grávidas cada vez mais querem acelerar e ter mais cedo possível.

No Brasil, alguns médicos consideram que o limite é a 40ª semana, e recomendam cesárea após essa data. A medida é polêmica, já que muitos afirmam que ela resulta em um alto número de bebês prematuros, justamente pela imprecisão da data prevista para o parto. Por exemplo, se um bebê que teria 37 semanas tivesse, na verdade, 36.

Para mulheres com gestações de baixo risco, há 60% de chance de o bebê nascer uma semana antes ou uma depois da data prevista para o parto. E, como dito acima, apenas 4% dos bebês nascem na data que lhes foi prevista (ou 4,4% se excluirmos gestações de risco). Em outras palavras, a chance de isso acontecer é de menos de um para 20.

O cálculo ilustrativo, segundo Gardosi, contém uma mensagem importante para grávidas: a de que a data prevista para o parto pode enganar, e na maioria das vezes engana.
"Muitas mulheres ficam ansiosas ou impacientes se têm muitas expectativas sobre a data do parto. Precisamos explicar a elas que essa é apenas uma data que nos ajuda a determinar os estágios da gravidez."
Número de Visualizações: 1299

Violência obstétrica

A audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) realizada recentemente para debater a humanização da assistência ao parto e identificar formas de prevenção da violência obstétrica encheu os dois auditórios do terceiro andar do Palácio do MP, em Porto Alegre, com capacidade para aproximadamente 150 pessoas. Muitas outras assistiram ao evento em pé. A plateia era composta majoritariamente por mulheres que, cobrando soluções, aplaudiram as manifestações a favor da condenação de condutas desumanas.

Lara Werner é representante da rede Parto do Princípio, criada em 2005, que batalha pelo direito à maternidade ativa. Ela contou que, quando criou a rede, as mulheres participantes acreditavam que a questão da violência do parto não passava de lenda. Em 2001, um caso começou a ser investigado na Argentina. A partir daí, a violência obstétrica passou a ser vista como uma violação dos direitos humanos, uma vez que desrespeita a escolha e a autonomia da mulher.

Tal violência é representada por qualquer ação ou omissão praticada por profissional da saúde que cause redução de qualidade de vida ou a morte da mulher, em casos extremos. Lara destacou, em sua exposição, a importância da definição de legislações que deem conta desse tipo de abuso, e do reconhecimento por parte da população da seriedade do tema.
“Essas violações podem ser de âmbito sexual, físico, emocional, institucional, quando da recusa de permitir a presença de um acompanhante; ou que diz respeito ao mau atendimento e à pressão de que, mediante pagamento, a grávida possa receber um tratamento melhor, quando se trata de um hospital com atendimento misto”, relata.


Chefe do serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o médico e professor Sérgio Hofmeister Martins Costa alega que 90% dos partos são feitos por médicos. Atualmente, existem novas perspectivas que requerem a atualização das práticas tradicionais realizadas pelos profissionais da saúde, como a solicitação da presença das doulas e a apresentação de um plano de parto que exponha a escolha das mulheres.
“O médico tem obrigação de respeitar o princípio de autonomia do paciente, mas também precisa levar em consideração o princípio da beneficência, ou seja, de fazer o que será mais benéfico, e da não maleficência, que requer a recusa de procedimentos que possam prejudicar o paciente”, explica Costa.


A partir da metade do século XX, o número de intervenções médicas e de cesáreas aumentou consideravelmente. De acordo com Costa, no Hospital de Clínicas, apesar de a quantidade de intervenções cirúrgicas ter se ampliado, a taxa de mortalidade de mulheres em situação de parto diminuiu. Entretanto, ele salienta a importância de um parto humanizado e seguro.

Deve-se considerar o risco e o benefício para a mãe e para o bebê. Nossa principal crítica se faz quanto ao ambiente no qual os partos são realizados.. A Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, prega a realização de partos fora do ambiente hospitalar. A classe médica, representada por Costa, posiciona-se contra tal conduta, que faria com que os riscos para a vida tanto da gestante quanto do bebê aumentassem. Para ele, a melhor alternativa é um acompanhamento duradouro entre a gestante e os profissionais da saúde encarregados daquela paciente.

Para o procurador da República atuante em Santa Catarina Maurício Pessutto, a importância de um acompanhamento constante entre a paciente e a equipe de profissionais que se fará presente no momento do nascimento é fundamental, já a partir do terceiro trimestre da gravidez.
“Nem sempre a paciente contemplada pelo SUS será atendida pelos mesmos profissionais durante os nove meses de gestação. Esse é um ponto a ser trabalhado, uma vez que é vital que a paciente tenha conhecimento de seus direitos e dos locais aos quais pode se dirigir para procurar atendimento”, reitera.


Segundo ele, a má conduta do profissional pode constituir uma violação do direito à saúde da mulher e da criança, passível de indenização. Além disso, é dever do servidor público, e também do privado, de respeitar esses direitos. Esse tipo de violação pode resultar até em ação criminal.

A procuradora da República atuante em Porto Alegre Suzete Bragagnolo também destaca a importância de uma mudança cultural que pregue a humanização dos atendimentos nas faculdades de Medicina, de Enfermagem e de todos os profissionais que trabalhem na área da saúde.
“É imprescindível que os pacientes tenham acesso às informações e saibam quais condutas são esperadas de um médico. A gestante, principalmente, deve estar ciente dos direitos que pertencem a ela, para que possa identificar um possível desvio de conduta por parte dos profissionais da saúde”, lembra.


O Ministério da Saúde (MS) enxerga a violência obstétrica como um dos principais problemas da saúde pública. Apesar de a mortalidade infantil ter diminuído, a mortalidade neonatal segue alta. De acordo com a coordenadora da Área Técnica de Saúde do MS, Maria Esther de Albuquerque, a realização da cesárea, sem dúvidas, salva vidas. Entretanto, foi banalizada a ponto de ser feita sem a devida necessidade. “Essas intervenções excessivas e o desrespeito ao direito da mulher são marcas do patriarcalismo intrínseco na sociedade”, lamenta. Ao trazer o parto para dentro de um hospital, o procedimento passa a ser médico-cirúrgico. O MS, portanto, luta pelo fim do “business” do nascimento, que apressa partos e induz cesáreas sem respeitar a fisiologia da mulher, de modo a torná-los mais rápidos; pelo emprego de uma equipe multiprofissional, de modo a não deixar o obstetra como único responsável pelo parto e, principalmente, pelo respeito à autonomia e à privacidade da mulher, já vulnerável diante de um acontecimento tão memorável. Maria Esther ainda pondera que há quem acredite que o importante é que o bebê nasça saudável, não importa como. Para outros, entretanto, a forma de nascer provoca profundas interferências na raça humana. E essa escolha deve ser preservada.
Número de Visualizações: 913

Agenda da Gestante = Quando começar a pensar no parto, no enxoval da grávida e do Bebê, e na decoração do quarto do bebê?

Para ajudar as gestantes nesse momento de tanta turbulência, trago algumas informações legais que li na Crescer, sobre um cronograma com suas principais tarefas a serem cumpridas durante a espera pela criança. Fique calma: organizando-se corretamente, seu filho chegará ao mundo e encontrará um quarto arrumado, um guarda-roupa completo e uma família pronta para acolhê-lo!

Veja abaixo a dica do momento certo para cada coisa que precisa fazer durante a gravidez!

1) Dar a notícia de que está grávida:

O primeiro trimestre é o mais crítico da gestação: podem ocorrer malformações do embrião, deficiências hormonais e outros problemas que são fatores de risco para o feto. Portanto, nesse período, só conte que está grávida a quem amar muito. Você evita que, diante de um eventual aborto espontâneo, todos os seus conhecidos fiquem fazendo perguntas e tocando no assunto. Depois dessa fase, é hora de dar a notícia a todos! É importante comunicar seu chefe, para que a empresa possa organizar, com antecedência, uma forma de substituir você durante a licença-maternidade. E mais: caso precise faltar por intercorrências da gravidez, ele será paciente e entenderá sua necessidade.

2) Conversar com o médico sobre parto e anestesia:

Desde a primeira consulta de pré-natal, conte ao obstetra quais são seus planos para o dia do nascimento da criança. Se você optar por tentar o parto normal, já compartilhe esse desejo com o especialista: alguns se manifestam contrários e preferem a cesárea. Se você souber disso no início da gestação, ainda há tempo de procurar outro médico. Mas entenda desde o começo que, mesmo seguindo as orientações do obstetra, imprevistos podem impedir que sua vontade seja respeitada.

Quanto à anestesia, é normal que você mude de ideia com o passar do tempo. Algumas mulheres almejam um parto sem essa intervenção, mas, no momento do nascimento, pedem para receber o medicamento. Por isso,, é importante se informar a respeito do assunto. Conversar com o anestesista até a 26ª semana é aconselhável. O especialista poderá tirar todas as dúvidas da gestante e explicar, por exemplo, que a anestesia no parto normal é uma analgesia, que não tira a capacidade da mulher de se movimentar. Quem escolhe o profissional, em geral, é o próprio obstetra.

3) Decidir sobre o armazenamento de células-tronco:

Esse assunto costuma suscitar muitas dúvidas. É importante que o casal converse com o obstetra e peça explicações sobre as vantagens e desvantagens do congelamento do cordão umbilical. Até a 34ª semana, tome a decisão se desejará ou não armazenar as células-tronco do bebê, elas são unidades regenerativas, capazes de originar diversos tecidos do corpo humano e, em alguns casos, de auxiliar no tratamento de doenças futuras. O procedimento ocorre na sala de parto. No caso de optar pelo serviço particular, você precisará de antecedência suficiente para escolher uma empresa de congelamento, assinar o contrato e receber o kit de coleta das células. Nem todos os hospitais oferecem esse serviço, portanto, informe-se.

4) Escolher a maternidade:

No dia do parto, você deseja ser bem atendida, certo? Por isso, eleja a maternidade com cautela. Muitas oferecem visitas guiadas para mostrar à gestante, com antecedência, como são os quartos e o centro obstétrico. Você entenderá qual a dinâmica do local e perceberá se fica à vontade. Também é válido ouvir as recomendações do obstetra, pode ser que ele tenha alguma indicação de maternidade em que confie. Verifique a questão geográfica e leve em conta se você e o médico têm condições de se transportar ao estabelecimento com rapidez, mesmo em condições de tráfego intenso. Outro cuidado necessário é contatar o convênio, já que alguns exigem uma autorização prévia para a internação. Considerando todos esses fatores, tome a decisão até a 26ª semana, porque após esse período já há a possibilidade de um parto prematuro. Informe o obstetra e fique tranquila, ele se encarregará de entrar em contato com a maternidade.

5) Fazer curso de gestante:

Faz mais sentido escolher a mesma maternidade em que você terá seu bebê, já que são transmitidas informações sobre o que fazer no momento da internação. Além disso, será mais uma forma de aproximação, na qual você ganhará intimidade com o local. Portanto, só inicie o curso após ter elegido o hospital onde o parto ocorrerá – após a 26ª semana.

6) Comprar o enxoval do bebê:

Recomenda-se que a grávida comece a montar o enxoval após o primeiro trimestre, para não correr o risco de montar o guarda-roupa do bebê e sofrer um aborto espontâneo. Depois disso, hora de caminhar pelos shoppings e ruas! O ideal é fazer as compras até a 26ª semana. Nesse intervalo, a barriga não estará tão grande.

Caso deseje viajar para o exterior e montar o enxoval lá, também respeite esse prazo. Espere saber o sexo do bebê para vir aos Estados Unidos. As lojas são muito setorizadas entre roupas para menino e para menina. É difícil encontrar peças neutras. Portanto, comece a pensar em providenciar passagem e hospedagem após o primeiro trimestre, de modo que esteja tudo pronto para embarcar entre o 4º e o 6º mês. Em geral, nesse período, você já saberá o sexo do bebê. É possível descobri-lo no ultrassom morfológico do primeiro trimestre, entre a 11ª e a 14ª semana de gestação. Se fizer o exame na 16ª semana, a probabilidade de acerto é maior. Para as mulheres que precisam da resposta antes disso, um exame de sexagem fetal, por meio de uma amostra de sangue, pode ser feito a partir da 8ª semana.

Viajando ou não, faça uma lista com todos os itens que precisam ser comprados, para não se perder. Pense em cada cômodo da casa: que itens são necessários para o bebê no banheiro, na cozinha, na sala e no quarto? Quanto ao tamanho das roupas, analise sua condição financeira. Se for fazer as compras no exterior, compensa adquirir produtos para o bebê até que ele complete 1 ano, já que você gastou dinheiro com passagens e hospedagem. Mais do que isso, é bobagem. A mãe ficará enjoada de ver todas as peças da mesma coleção por tanto tempo. Sem contar que há um espaço restrito na bagagem de volta. Caso permaneça na sua cidade, pode se concentrar nos itens que o bebê precisará durante os 3 primeiros meses de vida.

7) Comprar lembrancinhas e enfeite de porta:

A antecedência para cumprir essa tarefa depende de quais itens serão escolhidos. Caso eleja uma lembrancinha que seja comprada pronta, como chocolate, você pode deixar para a fase final da gestação. Mas comece a pensar a partir do 5º mês e esteja com tudo pronto até o 7º. Consulte quantas unidades estão disponíveis e qual o tempo necessário para entrega, principalmente se for uma encomenda personalizada.

8 ) Comprar as suas roupas de grávida:

Essa é uma questão que varia bastante entre as mulheres. Algumas conseguem adaptar o guarda-roupa original. Mas, se você perceber que precisará de novas peças, faça as compras aos poucos. É difícil imaginar como estará seu corpo em cada etapa da gestação, entre 3 meses e meio e 9 meses, as modificações variam. Se quiser comprar sutiãs novos, espere o 7º mês, quando já terá uma noção mais real do tamanho de seus seios.

9) Arrumar a mala da maternidade:

Entre a 35ª e a 36ª semana, já esteja com a sua mala e a do bebê arrumadas. Pergunte ao obstetra que itens precisam ser levados para a maternidade, como o número de trocas de roupa do bebê, por exemplo. Também se planeje quanto ao número de pijamas que precisará levar para você. Aconselhamos organizar dois por noite, já que pode vazar leite e sujar o tecido. E você terá de receber visitas. Depois de arrumar a bagagem, já a coloque no porta-malas do carro. Aproveite para instalar uma cadeirinha no automóvel.

10) Fazer o chá de bebê:

É mais divertido quando você já está com a barriga aparecendo, certo? As fotos de recordação ficarão mais marcantes. Em geral, esse evento ocorre entre o 6º e o 7º mês de gestação. Mas não há restrição, escolha o momento em que estiver mais disposta!

11) Lavar as roupas do bebê:

O ideal é que seu filho chegue a casa, após o nascimento, e todas as peças já estejam próprias para uso. Mas não adianta tomar essa medida com muita antecedência, porque irão se sujar novamente até o dia do parto. Inicie o processo pouco antes da 37ª semana, focando nas roupas que serão usadas nos três primeiros meses. É bom não deixar para a última hora para não ser pega desprevenida em um eventual nascimento prematuro.

12) Preparar o quarto do seu filho:

Normalmente se aconselha que você comece a pensar em ideias e inspirações para o cômodo durante o primeiro trimestre. Logo depois, já comece a procurar o mobiliário, que não costuma variar de acordo com o sexo do bebê. Algumas lojas demoram 3 meses para entregar um berço, por exemplo. Se optar por contratar um marceneiro ou um arquiteto, também é necessário fazer os cálculos do tempo de fabricação e entrega dos móveis. Quando souber o sexo do bebê, já ficará mais fácil comprar os itens de decoração. Esteja com tudo pronto até a 37ª semana, ok?

13) Voltar a fazer exercícios físicos após o parto:

Isso dependerá de seu perfil. As gestantes que têm vida sedentária devem fazer atividade física só depois da 12ª semana, com exercícios como natação, hidroginástica, yoga ou caminhada. Se você já praticava algum esporte antes da gestação, escolha exercícios de baixo impacto. Em casos de cesárea, é importante não trabalhar o músculo abdominal pelas mesmas 12 semanas.
Número de Visualizações: 2508

Emoção de Fazer o Parto do Próprio Filho

Estava lendo a Revista Crescer quando vi uma carta enviada pelo obstetra André Luis Ribeiro Bernal, que me chamou atenção, e que queria trazer para sua informação.

Ele em seus 25 anos de carreira, chegou a fazer quatro partos por dia, mas nenhum tão marcante quanto o de 5 de julho de 1991, quando trouxe ao mundo seu filho André. Já pensou como deve ser emocionante fazer o parto do seu próprio filho?

Acho que vale a pena ler este seu emocionante depoimento de um pai!
"Nós não estávamos planejando ter filhos, mas quando atrasou a menstruação, achamos melhor fazer o teste. O exame de beta HCG deu positivo: Ana Maria estava grávida e me pediu para que fizesse o seu pré-natal. Para mim, era tudo muito natural e de acordo com o roteiro. Ela marcava a consulta e eu a atendia com a enfermeira, fazendo todos os procedimentos padrão. Claro que, se ela tinha alguma dúvida em casa, me perguntava e eu respondia na hora.

Um dia, quando a gravidez já estava mais avançada, ela me pediu. Pediu não, ela me avisou: ‘Você vai fazer o meu parto’. Na hora fiquei em dúvida. Como acontece no caso de advogados, que não podem agir em causa própria, não é recomendado que um médico opere um paciente se ele está muito envolvido. Ao mesmo tempo, eu estava feliz por ela ter confiado em mim e não quis dizer não. Resolvi, então, aceitar.

Na 39ª semana, fizemos nosso último ultrassom. Já sabíamos que o bebê era grande e, por isso, optamos por uma cesárea. Mas não havia razões para adiantar a data, tudo estava normal e minha mulher não havia sentido nenhuma contração.

Só que, naquela tarde, a situação mudou. Ana estava com muita dor, dizia que nunca tinha sentido nada daquele jeito e, como ela já estava na fase que a gente chama de ‘termo’, resolvi examiná-la em casa mesmo. Foi a única avaliação que fiz fora do consultório. Vi que ela estava mesmo entrando em trabalho de parto e fomos para o hospital. Nesse meio-tempo, liguei para um amigo que também é ginecologista para pedir ajuda. Uma cesárea nunca pode ser feita por um médico só, é preciso pelo menos dois. Ele topou na hora, saiu do plantão e foi direto para a maternidade.

Chegamos às 19 horas, fizemos alguns exames, falamos com o médico de plantão e reunimos o instrumentista e o anestesista. Demos sorte de ter uma sala de operações disponível e, assim, às 21 horas, o Andrezinho estava nascendo, com 4,8 quilos.

Pegá-lo no colo foi muito especial, senti mesmo que era o meu filho, mas estava em procedimento cirúrgico e não podia aconchegá-lo. Então, segui o protocolo, entreguei-o para a enfermeira e ela o levou à mãe. Eu era médico acima de tudo e, por isso, procurei isolar o lado profissional do pessoal para que nada desse errado. Acho que minha ficha só caiu mesmo quando tudo acabou e encontrei Ana no quarto do hospital. Naquele momento, desabei no choro por quase uma hora. Era muita emoção. Eu me lembro da primeira vez em que fui ver meu filho na enfermaria dos recém-nascidos, não acreditava que fosse mesmo meu filho que estava ali: um garoto saudável, o mais lindo da maternidade.

Não consigo nem imaginar o quanto me culparia se algo tivesse dado errado. Complicações podem ocorrer com qualquer paciente. Mesmo no caso dela, em que tudo correu bem, tomamos um susto durante o parto. Ao contrário do que foi visto na ultrassonografia, que fizemos naquele mesmo dia mais cedo, verifiquei que não havia mais quase nada de líquido amniótico quando tirei o André. A bolsa dela não estourou, não tinha como o líquido ter sido absorvido nem como o bebê ter inalado tanto em tão pouco tempo. Mesmo assim, estava praticamente seco. Sem o líquido suficiente, o bebê pode entrar em sofrimento fetal agudo. Tivemos muita sorte.

Durante o parto, não filmamos nem tiramos fotos. Eu não queria ninguém além da equipe médica no centro cirúrgico, por causa do risco de infecção. Uma exigência que nunca tinha feito nos partos das minhas pacientes, já que um profissional bem preparado pode filmar sem problemas – porém, desta vez, eu não deixei. Foi algo que fiz para protegê-los, confesso que hoje até me arrependo um pouco. É um momento que você nunca vai se esquecer, claro, mas seria muito legal ter cada movimento eternizado em vídeo para ver e dividir com o André."
Número de Visualizações: 3161

Video = De quem é o direito da escolha do parto? Cesárea ou parto normal?

Você fez a escolha do tipo departo que gostaria de ter?

No video abaixo um interessante debate sobre o tema com a opinião do médico Jorge Curi, vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), e Raquel Marques, presidente da Associação Artemis, uma aceleradora social em prol da autonomia feminina.

Cesárea ou parto normal?

Se antes essa era a maior dúvida das futuras mamães durante a gestação, agora a ainda mais alternativas para a chegada do bebê: da posição de cócoras ao parto dentro d'agua. O médico que acompanha a gravidez e o mais indicado para escolher o melhor procedimento?

Veja mais no vídeo abaixo.
Número de Visualizações: 620

Vídeo = Grávida tenta fazer parto normal

Vejam na animação abaixo de forma humorada a triste situação de que algumas grávida ainda passam ao tentar fazer seu parto normal na rede particular...


Uma forma de alertar e orientar. Não precisa ser assim!
Número de Visualizações: 803

Mitos e Verdades sobre o Parto

Hoje queremos destacar o tema do parto no Blog da Zazou, e para isto pedimos ajuda aos obstetras Edson Cunha Filho, Maria Lucia Opperman e Brena Melo, para falar um pouco sobre os mitos e as verdades sobre o parto, que as mulheres tanto temem, segundo a pesquisa que fazemos em nosso site e blog.

Na carona da ansiedade que precede o parto, dicas e recomendações aparecem por todos os lados. E informações equivocadas podem levar a decisões equivocadas. Saiba quais as frases mais ouvidas pelos especialistas quando o assunto é parto. E tire suas dúvidas abaixo:

1) "Vou ter de fazer cesárea porque o bebê está com o cordão umbilical enrolado no pescoço"

Mito!

Na maioria das vezes, o cordão umbilical é retirado do pescoço do bebê ao nascer e não provoca nenhum problema. Dentro do útero, o feto respira através do cordão, e ele está enrolado por todo o corpo do bebê. O fato de estar ou não em volta do pescoço não representa um risco adicional por si só.

2) "Parto normal é muito mais dolorido do que a cesariana"

Depende...

No parto normal, as contrações uterinas e a passagem do bebê podem provocar dores, que atualmente são amenizadas por anestesia. Após o nascimento, entretanto, a recuperação da mãe é rápida e pouco dolorosa. Já o parto por cesárea não doi nada. A dor aparece no pós-operatório, quando a mãe pode ter efeitos colaterais pela anestesia e medicamentos, e desconforto na região onde o corte foi feito.

3) "Tive o primeiro filho por cesárea, mas acho que posso ter o próximo por parto normal"

Verdade!

Um parto cesáreo prévio não é contraindicação ao próximo parto normal, ao menos que a primeira cesárea tenha sido feita com uma incisão uterina corporal (longitudinal). O parto vaginal após cesariana é possível e tem sido estimulado.

4) "Optei pela cesárea porque o parto normal alarga a vagina e ela não volta mais ao normal"

Mito!

A vagina encontra-se alargada imediatamente após o parto. A redução de suas dimensões é gradual e, depois de cerca de três semanas, provavelmente já ocorreu a regressão do edema e da vascularização vaginal, e suas dimensões já estarão próximas ao período anterior à gravidez. Os exercícios perineais após parto ou cesariana são eficazes em fazer retornar o tônus dessa musculatura.

5) "Não quero cesariana porque não vou produzir muito leite depois que meu filho nascer"

Depende...

Inúmeros fatores estão envolvidos na produção de leite materno, e não há como associá-lo unicamente à via de parto. O que se sabe é que no parto normal ela ocorre mais precocemente, e isso favorece o aleitamento. O início da lactação pode demorar 24 horas a mais nas mulheres submetidas a cesarianas, mas o volume de leite, a capacidade de amamentar e o tempo de amamentação não são influenciados pelo tipo de parto.

6) "Pra mim tanto faz parto normal ou cesárea, já que isso não vai fazer a mínima diferença para o meu filho"

Mito!

Estudos comprovam que o parto normal fortifica o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, protege o recém-nascido de algumas possíveis complicações, principalmente de desconforto respiratório. Já a mãe tem menor chance de depressão pós-parto.

7) "Já completei os nove meses e meu filho não nasceu. Posso esperar mais um pouco para ver se consigo ter parto normal"

Verdade!

A gravidez normal vai de 37 a 42 semanas. A data considerada como provável para o parto é 40 semanas. Não há como prever. Caso se completem 41 semanas e o trabalho de parto não tiver sido desencadeado, existem técnicas (medicamentosas ou não) para indução do trabalho de parto.
Número de Visualizações: 679

O delírio da cesariana e a epidemia de quase prematuros

O assunto do tipo de parto sempre gera polêmicas e radicalismos de ambos os lados, mas achamos sempre importante manter as grávidas bem informadas, para que elas próprias possam tomar sua decisão do que acham melhor para elas e seu bebê. Para isto trago abaixo um interessante texto da jornalista e articulista da Revista Epoca Cristiane Segatto, que abordou o tema recentemente em sua coluna, e que acho que vale a leitura.

O brasileiro nasce mal. Em uma frase, essa é a síntese da maior pesquisa sobre parto já realizada no país. A pesquisa Nascer no Brasil está sendo divulgada pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde numa coletiva de imprensa que começou agora no Rio de Janeiro. Esta coluna antecipa o resultado completo e analisa os dados.

Foram entrevistadas 23.894 mil mulheres atendidas em maternidades públicas, privadas ou conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram coletados entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012 em 266 hospitais de 191 municípios. Todas as capitais foram incluídas, além de cidades do interior de todos os Estados.

O elevado índice brasileiro de cesarianas não dá sinais de declínio. Todos os anos, quase um milhão de mulheres são submetidas a um parto cirúrgico, sem indicação médica adequada. A cesariana foi realizada em 52% dos nascimentos. Nos hospitais privados, 88% dos bebês nasceram dessa forma. A opção pela cirurgia foi alta (42%) até mesmo em adolescentes.

São números muito distantes da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, partos cirúrgicos devem ocorrem entre 10% a 15% dos nascimentos. As cesarianas deveriam ser exceção. Um recurso importante, reservado aos casos em que há risco para a mãe ou para o bebê.
“Não há justificativas clínicas para um percentual tão elevado no Brasil”, diz a epidemiologista Maria do Carmo Leal, coordenadora do estudo. “Essas cirurgias expõem as mulheres e os bebês a riscos desnecessários e aumentam os gastos com saúde”.


Quase 70% das entrevistadas desejava ter um parto vaginal no início da gravidez, mas poucas foram apoiadas nessa decisão no decorrer da gestação. Segundo a pesquisadora, a mudança não pode ser explicada pelo surgimento de problemas e complicações em todos os casos. Muitos obstetras preferem agendar cesarianas por uma questão de conveniência ou convicção.

Não é raro encontrar, na classe média, mulheres que mudam de médico cinco vezes até conseguir fazer o acompanhamento da gestação com um profissional que valoriza o parto normal. Essa dificuldade levou ao fenômeno crescente das mães que optam por ter seus filhos em casa, com a ajuda de enfermeiras. Não é uma opção livre de riscos, assim como toda internação hospitalar.
“Os médicos têm responsabilidade no alto índice de cesarianas, mas não só eles”, diz Maria do Carmo. “Muitas mulheres acham que a cirurgia é um método seguro e confortável. Dá até para programar a data da festa”, afirma. “Elas precisam entender quais são os riscos dessa decisão”.


Entre as mulheres que escolheram a cesariana desde o início, a principal razão apontada no estudo foi o medo da dor. “Isso ocorre porque o parto normal oferecido no Brasil ainda é muito ruim”, afirma Maria do Carmo.

No Reino Unido, país reconhecido pelo incentivo ao parto vaginal, as mulheres ficam livres durante o trabalho de parto. São estimuladas a andar, podem subir e descer escadas quando se sentem confortáveis para fazer isso, recebem massagens, entram numa banheira.
“No Brasil, colocam um cateter na veia com oxitocina (hormônio que acelera o nascimento) e deixam a pessoa deitada”, afirma a pesquisadora. “É um desrespeito ao corpo, aos sentimentos e à vontade da mulher”. Muitas pedem anestesia porque o parto dói. O SUS oferece esse recurso. O que falta é o anestesista...


O agendamento das cirurgias antes do trabalho de parto, tão comum nos hospitais privados, leva a outro problema: a elevada proporção de bebês no limite da prematuridade. No estudo, 35% das crianças nasceram com 37 ou 38 semanas de gestação. Não são considerados prematuras segundo a OMS, mas poderiam ganhar mais peso e maturidade se tivessem a chance de chegar a 39 semanas ou mais de gestação

Trata-se de uma epidemia silenciosa. Em geral, esses bebês recebem alta sem nenhuma complicação grave aparente. Isso pode dar a falsa impressão de que nascer antes de 39 semanas não trará nenhum impacto negativo. No entanto, alguns estudos demonstram que essas crianças são mais frequentemente internadas em UTI’s durante os primeiros dias de vida. Essa prática eleva o risco de complicações e morte.

O desenvolvimento de um bebê guarda alguma semelhança com o de uma planta. Não há como saber em que exato momento ele estará maduro. Alguns ficam prontos com 37 ou 38 semanas. Outros com 40. Outros, só com 42. Há uma variação biológica individual.

Nas cesáreas agendadas, os bebês podem ser retirados do útero antes da hora certa. Na vida intrauterina, as últimas semanas são dedicadas ao trabalho de acabamento mais fino. É quanto a pele é preparada para se adaptar à pressão atmosférica. Os pulmões adquirem a capacidade de abrir. A tolerância ao barulho e à luz se desenvolve.

“Retirar um bebê do útero antes da hora é uma violência. É como arrancar uma planta da terra. A fruta nunca vai ficar doce”, diz Maria do Carmo. Não se sabe se essa prática tão disseminada pode provocar danos futuros, mas alguns estudos sugerem que podem ocorrer perdas cognitivas e outras habilidades.

A proporção de nascimentos prematuros (antes de 37 semanas) encontrada no estudo Nascer no Brasil foi de 11,5%. É uma proporção 60% superior à verificada na Inglaterra e no País de Gales.

Outros dados importantes:

• Cerca de 30% das entrevistadas não desejaram a gestação. 9% ficaram insatisfeitas com a gravidez e 2,3% relataram ter tentado interrompê-la.

• 60% das gestantes começaram a fazer o acompanhamento pré-natal tardiamente, após a 12a semana gestacional. Cerca de um quarto delas não recebeu o número mínimo de seis consultas recomendado pelo Ministério da Saúde.

• 41% das mulheres não sabiam em qual maternidade teriam o bebê. A Lei 11.634, de 2007, determina que toda gestante tem o direito de saber, durante o pré-natal, onde o filho nascerá.

• Quase um quinto das mulheres peregrinou por hospitais durante o trabalho de parto. Elas não conseguiram ser admitidas na primeira maternidade porque faltavam médicos, materiais e equipamentos.

• Práticas inadequadas continuam a ser aplicadas aos recém-nascidos saudáveis na sala de parto. A aspiração de vias aéreas superiores ocorreu em alto percentual. Variou de 62% no Nordeste a 77% no Sudeste.

• O índice de mortalidade materna é incompatível com o nível de desenvolvimento social e econômico do país. Em 2010, ocorreram 62 óbitos maternos para 100 mil nascidos vivos .

• A depressão foi detectada em 26% das mães entre 6 e 18 meses após o parto. Grupos nos quais a doença foi mais frequente: mulheres de baixa condição social e econômica; pardas e indígenas; mulheres sem companheiro; mães que não desejavam a gravidez ou já tinham três ou mais filhos.

Com esse diagnóstico detalhado, as discussões sobre a excessiva medicalização da vida no Brasil podem ocorrer sobre bases mais sólidas. Nascer é um ato biológico. Pelos mais diversos desvios, interesses e mudanças culturais, ele foi transformado em ato médico e em ato cirúrgico.

“Alguns médicos dizem que somos hippies porque defendemos o parto normal, mas não estamos inventando nada nem perseguindo ninguém”, diz Maria do Carmo. A redução dos partos cirúrgicos é uma tendência nos países ricos. Até recentemente, o índice de cesáreas nos Estados Unidos era de 33%. Graças a uma recomendação do Colégio Americano de Obstetrícia, a taxa caiu para 26%.

O Brasil segue na contramão. Nosso índice assustador (88% nos hospitais privados !!!) é o exemplo mais evidente do mau uso de um importante recurso médico. Excesso de intervenções não significa bom acesso à medicina. Significa desperdício subdesenvolvido e delírio coletivo.
Número de Visualizações: 677

Vídeo = Tipos de Parto

Já sabe qual o tipo de parto você quer ter? Conhece todos os tipos? Sabe qual o melhor parto? Você tem medo do parto?

Pois então precisa ver esse vídeo abaixo, do Blog Mãe De Primeira Viagem, a Silvia Faro traz informações e dá dicas úteis sobre os diferentes tipos de parto: Normal, Natural, Humanizado, Domiciliar, Cesárea, Cesárea de Emergência, Cesárea programada! Vale a pena conferir!


E você qual o tipo de parto você pretende ter? Por que? Mande sua opinião nos comentários deste post! Compartilhe!
Número de Visualizações: 700

Parto normal libera substâncias necessárias à formação do bebê

Com 52% dos partos feitos por cesarianas, embora o índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) seja de até 15%, o Brasil é o país campeão desse tipo de procedimento em todo o mundo. Na rede privada, o índice sobe para 83%, chegando a mais de 90% em algumas maternidades. A intervenção deixou de ser um recurso para salvar vidas e passou, na prática, a ser regra adotada por critérios de conforto.

Caso recente chamou a atenção em abril, quando Adelir Lemos de Goes, de 29 anos e mãe de Torres (RS), foi obrigada por liminar da Justiça a ter seu bebê por cesárea. Ainda que quisesse o parto normal, ela foi levada à força ao hospital já em trabalho de parto, provocando debates sobre até onde a mãe tem o poder de decisão sobre o próprio parto.

Para o obstetra José Ulisses Ribeiro, a cesariana, embora seja um avanço da tecnologia médica, é também um processo que oferece comodidade para o médico e para a mãe, pois permite a programação do nascimento e o parto em cerca de duas horas. O especialista revela, porém, que mesmo com todos esses pontos positivos, as mães ainda devem preferir o parto normal, por ser mais saudável para a gestante e para o bebê, que usufrui de seus benefícios.

Para o médico, é a forma fisiológica normal, pois tudo que é da natureza é perfeito e, se é fisiológico, é o que deve ser feito.
“Há pesquisas que mostram que se deixarmos uma mulher ter um filho ao acaso, a criança nasce em 92% dos casos sem nenhum problema. Outro ponto é que a recuperação é muito mais rápida. Sendo assim, o parto normal tem vários benefícios e a repercussão primeira disso é que a mãe se sente em condições de cuidar do bebê, tendo um contato com ele muito maior, pois após o parto não sente mais dor nenhuma. Já na cesariana, a mãe geralmente não consegue pegar o recém-nascido porque sente desconforto ou dores”, revela.


Os benefícios do parto normal, no entanto, não param por aí. Segundo o especialista, as mulheres que optam pela cesariana acabam tendo mais chances de contrair infecções, já que permanecem por mais tempo no hospital para se recuperar.
“O trabalho de parto, quando for natural, é uma condição que libera substâncias para o bebê. O corticoide, por exemplo, é liberado para a mãe e para o bebê. Ou seja, a criança recebe uma série de substâncias durante o trabalho de parto que atuam na existência de imaturidades na formação fetal, acelerando o processo e preparando o bebê. Durante o parto, a liberação de ossitocina, ou hormônio do amor, a cada contração é muito grande. E há trabalhos que mostram que a afinidade e a tolerância da mulher que faz parto natural é maior do que a que faz cesariana”, completa o obstetra José Ulisses Ribeiro.


Dados do Ministério da Saúde indicam que a cesariana representa graves riscos de mortalidade para mãe e bebê. A parturiente que escolhe dar à luz por cesariana tem risco de vida seis vezes maior em relação àquela que opta pelo parto normal. A cesárea aumenta as chances de a mãe contrair infecção ou ter hemorragia e quadruplica os riscos de o bebê ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por parto normal, as chances de a criança ser internada são de 3%, contra 12% do nascimento cirúrgico.
Número de Visualizações: 689

Cálculo da Data Provável do Parto (DPP)

A idade da gestação pode ser definida como o tempo transcorrido entre o primeiro Dia da Ùltima Menstruação (DUM) e a data atual (dia em que o cálculo está sendo realizado). Pode ser calculado em dias, semanas ou meses completos.

Lembrando de que existe diferença entre a idade embriológica da gestação e a idade obstétrica da gestação. Pois a primeira é contada a partir da fecundação do óvulo, mas por não ser possível, na maioria das vezes, determinar a data correta da ovulação e, portanto, da fecundação, convencionou-se datar a gravidez pelo primeiro dia da última menstruação (DUM), sendo esta chamada de idade obstétrica ou idade menstrual da gestação.

Ao dizer que uma gestante tem 10 semanas de gestação, tanto o obstetra quanto o ultrassonografista estão simplesmente estabelecendo um critério temporal, ou seja, contando o tempo transcorrido entre a DUM e a data atual (10 semanas), tendo a mesma engravidado, provavelmente, há cerca de 8 semanas. Ou seja, como a ovulação ocorre, supostamente, 14 dias após a menstruação, o início do desenvolvimento do embrião ocorre duas semanas após a DUM.

Quer saber qual a data provável do seu parto?

Para calcular a data provável do seu parto, a Zazou disponibiliza uma completa calculadora online gratuita em nosso site, que lhe ajuda a fazer esta conta, e ainda com da data, consegue lhe dizer qual deve ser o signo do seu bebê, e até os dados astrológicos dele em:

http://calculadoras.zazou.com.br/

Falando isto, vejam no vídeo abaixo as dicas de uma Doula sobre o parto.
Número de Visualizações: 1602

Conheça riscos, mitos e benefícios de cada tipo de parto

Normal ou cesárea?

Cientistas de 25 países resolveram estudar o impacto da realização de cesarianas em grávidas de gêmeos. O esforço internacional foi motivado pelo aumento do número de cirurgias agendadas nestes casos em todo o mundo devido à crença de que há um risco maior para a mãe e os bebês quando o nascimento ocorre por parto normal. Só nos Estados Unidos, o índice saltou 50% entre 1995 e 2008, para 75% dos partos de gêmeos.

O estudo analisou 2,8 mil partos ao longo de oito anos e seu resultado, publicado no fim do ano passado, vai contra o imaginário coletivo. 'A cesárea planejada não reduz o risco de morte em gravidez de gêmeos', diz o obstetra Renato Sá, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj), que participou da pesquisa. 'Provou-se que era mito.'

Não se trata do único falso motivo apontado como indicação de cesárea em consultórios Brasil afora. Obstetras ouvidos pela BBC Brasil relatam casos em que mulheres fizeram cesáreas desnecessárias porque 'o bebê é grande ou pequeno demais', 'a mãe tem bacia estreita' ou 'o bebê virou de posição durante o parto'.

Uma dos mitos mais frequentes na indicação de cesariana é o bebê estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço. 'O cordão é como um fio de telefone: para enforcar a criança, seria necessário muito esforço', diz Sá. 'De qualquer forma, quando ela desce pelo canal vaginal, o cordão vai se desenrolando.'

Na verdade, são poucas as situações que podem ser solucionadas apenas pela cesariana, segundo os médicos consultados para esta reportagem. Uma delas é quando a placenta se desloca e bloqueia a saída do bebê, fenômeno conhecido como placenta prévia total. A força feita pela criança ao tentar nascer pode causar uma hemorragia grave e o óbito da mãe e do filho.

Outro caso é a hipertensão desenvolvida pela mulher durante gestação, a eclampsia. 'Se a mãe é diabética grave, também é preciso fazer cesárea', afirma Etevino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Quando a gestante tem um problema de coração grave, a cirurgia deve ser feita.

Ainda estão nessa categoria grávidas portadoras do vírus HIV que tenham uma carga viral alta e imunidade baixa ou com uma lesão de herpes genital ativa no fim da gestação (a cesárea evita o contágio do bebê) e o descolamento prematuro da placenta, que gera risco de sangramento excessivo. Na maioria dos casos, a situação específica deve ser avaliada. 'Uma cesárea também traz riscos, apesar de serem menores do que no passado', diz o obstetra Pedro Octávio Britto Pereira, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). 'É preciso saber qual é a forma de parto mais segura e optar por ela.'

Não se pode negar que a cesariana é um recurso valioso para salvar vidas e deve ser usada num quadro crítico. Pode ser o caso, por exemplo, de quando o cordão umbilical sai antes do bebê, durante o parto, fenômeno conhecido como prolapso. Isso corta o fluxo de sangue para a criança. A situação deve ser resolvida em minutos, caso contrário o bebê morre.

No entanto, a cesárea é em geral mais arriscada e pode trazer prejuízos para a mãe e o bebê. O estudo 'Morte materna no século 21', publicado em 2008 no periódico American Journal of Obstetrics and Ginecology, analisou 1,46 milhão de partos e encontrou um risco de óbito dez vezes maior para a gestante em cesarianas. Enquanto a taxa de morte em partos normais foi de 0,2 para 100 mil, no caso das cesáreas chegou a 2,2 por 100 mil.

Deve-se levar em conta que, em parte dessas cesáreas, a situação já era emergencial e mais arriscada. Mas o aumento do agendamento deste tipo de parto torna o índice preocupante. A cesárea é uma cirurgia e pode gerar hemorragia, infecções e danos a órgãos internos da gestante, sem que fosse necessário assumir o risco de ter estas complicações.

O maior número de cesáreas agendadas também coincide com o aumento de bebês prematuros, já que a idade gestacional não pode ser calculada com exatidão. Isso faz com que nascimentos ocorram muito antes do recomendado, algo associado a problemas respiratórios no bebê.

O parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe. Durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. 'O parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade', afirma Sá, do Segorj.

Uma situação em que a cesárea costuma ser pré-agendada no Brasil é quando o bebê está 'sentado' na barriga da mãe. Isso gera o risco da sua cabeça ficar presa na pélvis da mãe. Mas a cesárea não é a única saída. O médico pode tentar, durante a gestação, colocar manualmente o bebê de ponta cabeça, posição mais indicada para o nascimento, por meio de uma manobra conhecida como versão externa.

Ter feito duas cesáreas anteriormente também não é indicação absoluta de necessidade de nova cesárea. Como o útero tem cicatrizes de operações anteriores, elas podem se romper durante o parto normal. 'Mas a literatura médica indica que a mulher tem o direito de tentar porque o risco absoluto é baixo, de menos de 1%', afirma o obstetra Jorge Kuhn. 'Se os pais acharem que ainda assim é um risco alto, é melhor nem tentar.'

Os obstetras ouvidos são unânimes numa questão: a melhor forma da mãe tomar uma decisão é informar-se. É possível consultar os sites da Febrasgo e da Associação Médica Brasileira, órgãos que publicam diretrizes sobre partos normais e cesarianas. Os colégios de ginecologia e obstetrícia dos Estados Unidos, da Austrália, do Canadá e do Reino Unido servem de referência para profissionais de todo o mundo.

'Se a mulher não vai atrás de informação, ela dá ouvidos aos relatos de amigas e parentes. Muitas dessas mulheres fizeram cesáreas por razões que consideram justificáveis, mas que não são', afirma Kuhn. 'A mãe também pensa que o médico estudou muito para se formar e que não tem autoridade para questioná-lo. Mas é importante que ela saiba as indicações reais e seus direitos para ser a protagonista de seu parto, em vez de delegar isso ao obstetra.'

Caso a mulher opte pelo parto normal, é indicado que ela descreva num documento o plano de parto, como gostaria de ser tratada antes, durante e depois, deixando suas preferências claras para a equipe médica. São importantes dados como quem será o acompanhante, as intervenções médicas bem-vindas ou não e se quer dar de mamar logo depois do bebê nascer.

Assim, a mulher pode debater com o médico para que tudo fique esclarecido. O plano de parto não tem validade legal, como um contrato, mas aumenta as chances da mãe ter seu filho da forma como deseja. 'Não quer dizer que isso será obedecido, mas garante um questionamento jurídico se houver necessidade', explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.

Se a mãe não tiver sua vontade respeitada ou sofrer algum tipo de violência no parto, ela deve exigir uma cópia de seu prontuário no hospital e denunciar o caso. É aconselhado escrever uma carta com os detalhes do ocorrido. 'Envie para a ouvidoria do hospital com cópia para a diretoria clínica, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Secretaria Estadual de Saúde', diz Duarte.

A obstetriz acrescenta que, se o parto ocorreu em uma maternidade particular, a diretoria do plano de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também devem ser comunicadas. 'Se for um caso grave, procure a ajuda de um advogado', afirma Duarte.
Número de Visualizações: 682

Foto do Dia de Gravidez

Para a série de belas fotos sobre gravidez, que temos selecionado das que gostamos no Instagram, a de hoje que escolhemos representa um dos mais belos, importantes e emocionantes momentos da vida da mulher, que é o momento do parto para o nascimento do seu bebê, nesta foto de outra excelente fotografa carioca Paula Brum, que conseguiu capturar com um belo olhar na foto abaixo.
Foto do Dia de Gravidez


Sabemos que muitas mulheres tem muito medo do parto, mas a dica é para aproveitarem bastante, pois é um momento único!

E que por isto mesmo merece ser registrado e guardado para sempre!
Número de Visualizações: 834

Video = Parto Natural em Casa

A finalidade deste vídeo abaixo inicialmente era ter um registro de boa qualidade do nascimento da Iasmim, terceira filha do casa, que também nos partos do Caio (hospitalar na água) e da Laila (domiciliar) registraram com vídeos e fotos. Mas agora, com mais coragem, e compreendendo melhor a função inspiradora dos lindos vídeos de partos que tiveram a oportunidade de assistir nas redes sociais da internet, resolveram compartilhar este trabalho de ótima qualidade, feito com muito carinho pelo João Mota e Lara Stoque da Produtora Canção de Amor Filmes, trazendo os depoimentos de como cada pessoa: a mulher, o marido, a família, os profissionais, percebem e experienciam o parto natural, especialmente neste caso, quando realizado em casa.

Também considerando a polêmica envolvendo o médico Jorge Kuhn que foi representado pelo CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), por ter manifestado opinião favorável ao parto domiciliar em gravidez de baixíssimo risco, damos aqui o nosso apoio ao compartilhar mais um bom registro de um parto realizado no ambiente domiciliar a fim de defender o poder de escolha da mulher sobre o local e a forma que deseja trazer seu filho ao mundo.

Por fim a mensagem do casal que tomo a liberdade de reproduzir:
Desejo que este filme sirva, acima de tudo, para ELEVAR o PODER DE ESCOLHA que TODAS NÓS MULHERES devemos ter, e a capacidade que temos de realizar o parto dentro dos princípios da nossa natureza feminina, dentro do nosso ambiente de intimidade familiar cercada de amor e cuidados individualizados. Independente do local que você escolher, sendo respeitada, você - mulher - que tem o QUERER, também pode ter o PODER de viver uma profunda, intensa, e transformadora experiência de vida através do seu parto, além de propiciar experiência igualmente transformadora para seu companheiro, pai, e para seu bebê que chega dentro da força do maior amor e dedicação. Busque a informação, o apoio, a presença que você precisa para se sentir bem no seu parto, e se entregue à sua natureza!

Número de Visualizações: 914

Vídeo = Parto Natural

Vejam no vídeo abaixo um documentário bem legal sobre Parto Natural Humanizado, com informações e dicas legais de todas as grávidas conhecerem, para tomar a decisão de como gostaria do seu parto.
Número de Visualizações: 746

Video = Escolhendo a Maternidade = Santa Joana

Já escolheu a maternidade aonde terá o seu bebê?

Pois vamos ajuda-la mostrando uma das boas opções em Sâo Paulo, que é a Maternidade Santa Joana, que podem conhecer melhor no vídeo abaixo, que vai ajudar a saber quais os pontos importantes que deve ter atenção nesta escolha, e os diferenciais de cada uma.
Número de Visualizações: 957

Video = Escolhendo a Maternidade = Pro Matre Paulista

Já escolheu a maternidade aonde terá o seu bebê?

Pois vamos ajuda-la mostrando uma das boas opções em Sâo Paulo, que é a Pro Matre Paulista, que podem conhecer melhor no vídeo abaixo, que vai ajudar a saber quais os pontos importantes que deve ter atenção nesta escolha, e os diferenciais de cada uma.
Número de Visualizações: 4627

Bebês que nascem por cesariana podem ter problemas de obesidade

De acordo com um estudo divulgado pela publicação cientifica Archives of Disease in Childhood, ligada ao British Medical Journal, os bebês que são nascidos através de cesariana apresentam o dobro de chances de desenvolver obesidade na infância, comparando com aqueles que vêm ao mundo pelo parto natural.

A pesquisa foi feita com 1.255 crianças. Em estudos passados já havia sido apontado a ligação da cesariana com outros problemas para o bebê, tais quais como a rinite alérgica e a asma.

Porém, este tipo de parto é o mais realizado no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou até a emitir um alerta ao nosso país sobre o excesso de cesárias. No total, são 52% dos partos que são realizados por meio da cirurgia.

Na rede particular, este percentual chega a 82%. Na taxa preconizada, o total de partos fica em 15%. A relação da cesariana em aumentar a probabilidade de o bebê ficar obeso pode estar relacionada nas mudanças da flora intestinal do feto, de acordo com os responsáveis pelo estudo.

Os bebês que nascem via parto normal adquirem da mãe, algumas bactérias que são essenciais para uma boa digestão. Já aqueles que são nascidos através da cesariana, apresentam menos bactérias que ajudam na digestão.

Além disso, eles tiveram a presença maior de micro-organismos que estão associados à obesidade, tais micro-organismos atrapalham na regulagem da absorção de açúcar.
Número de Visualizações: 556

Fotógrafa faz registro impressionante de bebês na hora do nascimento

Queria começar o ano mostrando o resultado do impressionante trabalho da fotógrafa dinamarquesa Suste Bonnén, que fotografou, com autorização de uma maternidade e das mães, alguns momentos impressionantes na hora exata do nascimento de bebês. As imagens, que mostram detalhes incríveis, foram registradas antes mesmo que as crianças fossem limpas. Clicado apenas as luzes da sala de parto, o ensaio ganhou repercussão, já que o resultado final é surpreendente. Confira as lindas imagens para começarmos o novo ano de 2014 inspiradas com uma nova vida!
Fotógrafa faz registro impressionante de bebês na hora do nascimento


Para mais fotos do trabalho dela basta acessar o site dela em: http://www.suste.dk/

E você já pensou em fotografar o seu parto?
Número de Visualizações: 824

Vídeo = Como controlar dores do parto?

Você tem medo das dores do parto?

Então precisa ver um vídeo com dicas práticas de um curso gratuito que ensina gestante a controlar dores do parto.
Número de Visualizações: 562

Dicas sobre a Preparação para o Parto

Por volta da 32º semana gestacional, a futura mamãe já deve ter preparado o quartinho do bebê, a malinha da maternidade e ter feito até cursos especiais de gestantes. A preparação do parto é também um dos momentos sublime da vida. De acordo com a fisioterapeuta Vanessa Marques, parceira da Zazou, há técnicas específicas que auxiliam a mulher deixando a mais tranquila e segura. A preparação do Períneo é uma delas!
“A gestação é uma das principais causas da fraqueza dos músculos do assoalho pélvico feminino. Os exercícios podem acompanhar a futura mamãe em várias fases, prevenindo e tratando a incontinência urinária, disfunções sexuais, prolapsos dos órgãos genitais (bexiga caída) entre outros”, explica Vanessa.


De acordo com a fisioterapeuta, a mulher de hoje está mais preocupada com sua saúde e qualidade de vida, procurando tratamentos e meios de prevenção que a vejam como um todo. Além de tudo existe uma gama de opções que hoje a mulher encontra no mercado, possibilitando uma postura muito mais ativa neste cenário. E neste caso é importante o apoio de uma equipe multidisciplinar.

Veja abaixo algumas dicas dela sobre esta preparação para o parto:

1) Na fase da gestação ocorre uma sobrecarga nos músculos do assoalho pélvico, pois além de sustentar o peso constante dos órgãos pélvicos agora ela precisa sustentar todo o peso do bebê, da placenta, liquido amniótico durante todo o dia.

2) O reforço e o controle da musculatura perineal durante a gravidez, por meio da realização de exercícios perineais, é fundamental para manter a força e a tonicidade desses músculos, funcionando como uma forte arma contra a incontinência urinária e outras disfunções. O controle da musculatura desta região e da respiração também auxiliam na expulsão do bebê no momento do parto proporcionando uma maior percepção da região do períneo.

3) Preparar o assoalho pélvico para o parto normal alongando e relaxando esta musculatura;

4) Ensinar técnicas de respiração;

5) Ensinar e orientar a massagem perineal;

6) Ensinar exercícios que podem ser feitos durante o trabalho de parto;

7) Ensinar ao pai como pode ajudar e apoiar a mamãe durante o trabalho de parto;

8 ) Tratar as dores decorrentes das alterações posturais da gravidez;

9) Tratar os edemas decorrentes da gestação(drenagem linfática);

10) Promover o bem-estar da grávida aumentando a sua qualidade de vida durante a gravidez.
“Por todos este motivos, o ideal seria que a mulher ao planejar uma gestação ou até mesmo ao passar em uma consulta de rotina com seu ginecologista/obstetra, procurasse um fisioterapeuta para um trabalho preventivo. Vale destacar a massagem perineal, que promove um relaxamento e alongamento progressivo dos músculos da região perineal, útil para os casos onde é necessária a facilitação na abertura do canal vaginal, como nos casos de vaginismo ou na preparação para o parto”, completa.


A Vanessa Marques utiliza o EPI-NO (dispositivo alemão usado na preparação e recuperação perineal). Para quem não sabe o epi-no é um aparelho alemão que ajuda a alongar e preparar o períneo para o parto e também para exercitar os músculos do assoalho pélvico. Pode ser usado durante a gestação e pós-parto. Com a utilização deste equipamento é possível aumentar a flexibilidade da musculatura da região, evitando a episiotomia ou as lacerações que podem acontecer durante o parto. Quando o períneo permanece intacto e preparado a recuperação no pós parto será muito melhor.
Número de Visualizações: 673

Parto de Lótus

m crescente número de mulheres vem adotando uma forma diferente de dar à luz, em que o contato do bebê com a placenta é preservado por alguns dias após o nascimento: o "parto de lótus".

Muitas das mães que optaram pela nova alternativa acreditam que a manutenção da ligação à placenta traz benefícios espirituais aos bebês. Na prática, a placenta, expelida pela mãe após o nascimento, permanece ligada ao recém-nascido através do cordão até que este se solte sozinho, naturalmente. Para críticos, entretanto, manter a placenta por dias pode causar sérias infecções no bebê.

A britânica Holly Lyne tem 31 anos e é escritora. Há dois anos, grávida de seu segundo filho, ela optou pelo parto de lótus.
"O meu primeiro parto foi muito traumático. E, durante a segunda gravidez, eu estava determinada a ter uma experiência diferente", disse Lyne. "Fiz várias pequisas durante a gravidez e o parto de lótus me pareceu uma transição suave para o bebê, do útero para o mundo exterior."


Diferente da maioria das mulheres que optam pela alternativa, Lyne não teve um parto normal ou natural (sem anestesia). Depois de horas em trabalho de parto em casa, acompanhada da parteira Debbie Rodhes, Lyne precisou ser levada ao hospital e submetida a uma cesariana de emergência. Ela lembra que, quando chegou ao hospital e apresentou seu "birth plan" (plano de nascimento, em tradução livre), protocolo comum na Grã-Bretanha, em que mãe explica exatamente como deseja o parto, houve uma certa resistência por parte dos médicos em relação à escolha pelo parto de lótus.
"No início, eles ficaram relutantes, pois não sabiam como proceder. Mas a Debbie estava lá para me dar apoio e explicar passo a passo o que deveria ser feito."


Apesar de ter sido submetida a uma cirurgia, Lyne deixou o hospital no dia seguinte, e foi para casa acompanhada de Alfie e sua placenta. Rodhes disse que, nos últimos nove anos, dos 260 partos que assistiu, 25 foram feitos seguindo a técnica do parto de lótus.

O parto de lótus causou polêmica recente no país quando obstetras expressaram grande preocupação em relação à prática, dizendo que deixar o cordão umbilical no recém-nascido por cerca de sete dias, o tempo médio que demora para o cordão se soltar, pode resultar em infecções sérias para o bebê.
"Estamos conscientes que muitas mulheres estão optando por não cortar o cordão umbilical, e isso é algo que nós não aconselhamos", disse o obstetra Patrick O'Brian, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG).


No entanto, não existem números ou estudos publicados que possam ser usados para justificar ou condenar a prática.
"O número de pessoas que optam pelo parto de lótus é pequeno, e por isso eu não conheço nenhum caso de infecção. Mas o perigo está lá, pois logo após o parto a pulsação é interrompida e a placenta permanece cheia de sangue, um ambiente favorável ao desenvolvimento de infecções", disse o obstetra.


Em um comunicado, a RCOG afirma que, "pela inexistência de pesquisa sobre a técnica de lótus (nova na Grã-Bretanha), não há nenhuma prova médica de que a manutenção da placenta traga algum benefício aos recém-nascidos".

Debbie Rodhes, que há nove anos trabalha como parteira independente, e há três e meio também optou pelo parto de lótus, concorda que não existem benefícios fisiológicos em manter a ligação umbilical do bebê, uma vez que a transferência de sangue da circulação placentária para a circulação fetal é interrompida cerca de 3 a 20 minutos após o parto.

Mas ela ressalta o viés espiritual do parto de lótus. "Aqueles que optam por esse tipo de parto acreditam ser uma forma de não interferência, de não separar a placenta do bebê de forma artificial", explicou Rodhes.
"É algo espiritual deixar a separação acontecer naturalmente."


Enquanto a origem exata do parto de lótus é desconhecida, sabe-se que a técnica foi introduzida nos anos 1980 por praticantes de ioga que exploravam os benefícios do parto natural. Os iogues deram à prática o nome de parto de lótus, fazendo uma ligação entre a função vital da placenta durante a gestação e a relevância que a flor de lótus tem nas religiões budista e hindu.

Lyne acredita que seu filho gostava de ter a placenta ligada à ele. "Ele brincava com o cordão, da mesma forma que fazia dentro do útero." Lyne e Rodhes explicam que, além de manter a área ao redor do umbigo limpa e seca enquanto o cordão não é separado, da mesma forma que é feito quando o cordão é cortado, é preciso também manter a placenta limpa. Lyne conta que Rodhes limpou sua placenta no hospital, mas que dois dias depois, já em casa, ela começou a ficar com um cheiro ruim.
"Usamos uma combinação de água morna e sal. A água deve ser morna, porque água fria pode mandar um choque térmico pelo cordão para o bebê", lembra Lyne. "Afundamos a placenta dentro d'água, secamos com papel-toalha e, depois de seca, embrulhamos ela de volta em uma fralda de pano."


No quarto dia após o parto, o cordão de Alfie caiu. No caso do filho de Rodhes, a separação ocorreu depois de três dias. O que fazer com a placenta depois da separação? "A minha ainda está no freezer! Quero enterrá-la no meu jardim, mas preciso comprar uma planta", disse Rodhes.

O parto de lótus não é novidade e, segundo Rodhes, "sempre existiu; a diferença é que hoje a prática é mais discutida como uma opção para as mães", como tem ocorrido na Grã-Bretanha. Já no Brasil, segundo a ginecologista e obstetra Ana Fialho, a briga ainda é outra.
"Aqui, o cordão é cortado imediatamente após o nascimento, mesmo já estando bem estabelecido pela ciência que aguardar pelo menos 3 minutos entre e o nascimento e a separação do recém-nascido da placenta diminui a taxa de anemia desses bebês com 1 ano de idade."


Sobre recomendar ou não o parto de lótus para suas pacientes, Ana diz que não considera responsável condenar ou estimular qualquer prática sem antes estudá-la e conhecer suas consequências.
"No caso de uma família optar pelo parto de lótus, cabe ao profissional de saúde orientar como manter a placenta sob cuidados de higiene e sobre os sinais de infecção, para que o tratamento seja feito assim que necessário", ela disse.


Apesar de discordar da prática, O'Brian concorda que a decisão final é da mãe.
"Meu conselho é não fazer, e vou ressaltar todas as coisas que podem acontecer, principalmente uma infecção muito séria."


E você o que acha? Deixe sua opinião nos comentários.
Número de Visualizações: 636

Cientistas querem que partos sejam realizados na hora certa

Temos visto cada vez mais as grávidas querendo adiantar e ter o parto o quanto antes. Por isto resolvemos levantar o assunto em nosso blog, e trazer mais informações sobre o tema.

Em época de Natal, qualquer pessoa que já tenha assado um peru de Natal sabe que se ele for tirado do forno muito antes da hora estará cru por dentro, e, se for deixado por muito tempo, ficará seco e duro. Para um bebê no útero, o mesmo princípio pode ser aplicado: a hora certa é fundamental. Uma gestação mais curta ou mais longa do que o normal, pode, às vezes, não ser ideal para a criança e, ocasionalmente, para a mãe. Uma gravidez com uma semana a mais ou a menos do que o normal pode afetar a saúde do feto notavelmente, mostram estudos.

O termo tradicionalmente usado para as gestações ideais é “gravidez a termo”, que refere-se àquelas que duram entre 37 e 42 semanas. Entretanto, a frase é confusa e, em algumas extensões, sujeita à interpretação individual. Pelo fato de qualquer momento nesse período de cinco semanas poder ser o certo para o nascimento do bebê, grávidas e médicos tem frequentemente se desentendido sobre a melhor hora para realizar os partos quando não há motivo convincente para dar à luz antes da hora ou manter o bebê no útero por mais tempo.

No último mês, alarmadas pela recente tendência de induzir o parto ou agendar cesarianas antes de 39 semanas de gestação para um único feto, a Escola Americana de Obstetras e Ginecologistas e a Sociedade da Medicina Maternal e Fetal lançaram quatro novas definições de partos “a termo” para esclarecer as dúvidas das mulheres e dos médicos.
“A linguagem e os termos são importantes”, disse o Dr. Jeffrey L. Ecker, especialista materno-fetal em Boston, e presidente do comitê sobre práticas obstétricas da faculdade. “As consequências podem variar, e nós queremos nos certificar de que todos os envolvidos: médicos, parteiras e pacientes, estejam falando a mesma língua”.


As quatro novas definições são baseadas na duração da gravidez calculada desde o primeiro dia da última menstruação da mulher, a data conhecida da concepção, ou da medição do feto através de ultra-som, durante as 13 primeiras semanas de gravidez. São elas:

1) “pré-termo” (entre 37 semanas e 0 dia, e 38 semanas e 6 dias),
2) “a termo” (entre 39 semanas e 0 dia, e 40 semanas e 6 dias),
3) “pós-datismo” (entre 41 semanas e 0 dia, e 41 semanas e 6 dias) e
4) “pós-termo” (42 semanas e 0 dia, ou mais).

Esta mudança na terminologia deixa claro tanto para o médico quanto para a paciente que os resultados não são uniformes mesmo depois de 37 semanas. Cada semana de gestação, até a semana 39, é importante para o feto desenvolver-se completamente antes do parto e ter um começo saudável.

Durante as últimas semanas de gravidez, entre a de número 37 e a 40, os pulmões do bebê e o cérebro estão completamente maduros, e os bebês que nascem a termo, segundo a nova definição, em média, têm os melhores resultados de saúde.

Aliás se você não sabe exatamente com quantas semanas esta, e qual seria a data provável do seu parto, a Zazou vai lhe ajudar, ao disponibilizar uma calculadora online gratuita, que faz todos estes cálculos, e ainda vai lhe dizer o provável signo do seu bebê e seus dados astrológicos em:

http://calculadoras.zazou.com.br/

Ecker, entre outros especialistas, defende a paciência: observar a mãe e o feto semanalmente, e permitir que a natureza tome seu curso quando não há outro motivo para intervir.

Em geral, gêmeos nascem de uma gravidez de 38 semanas. Estudos sugerem que, em média, os gêmeos não se saem tão bem quando a gestação continua até o fim.

Uma pesquisa israelense descobriu uma taxa de morte infantil três vezes maior entre aqueles nascidos entre 34 e 37 semanas, quando comparados a bebês nascidos a termo. Os autores mostraram que as últimas seis semanas de gestação representam um período crítico de crescimento do cérebro e pulmões fetais, e de outros sistemas.

Efeitos de um nascimento pré-termo podem durar a vida toda. Um estudo finlandês publicado na edição de outubro da revista médica Pediatrics, que acompanhou aproximadamente 9.000 homens e mulheres nascidos entre 1934 e 1944, descobriu que, comparados àqueles nascidos a termo, os que nasceram entre 34 e 36 semanas de gestação eram menos educados, tinham rendimentos mais baixos e cargos menores do que os pais.

Especialistas também apontam riscos para a mãe que dá à luz antes do tempo. O parto induzido pode não funcionar e demorar muito, as chances de infecções e hemorragia pós-parto são maiores, e a hospitalização pode ser prolongada. Embora a cesariana seja considerada segura, ela também oferece um risco maior de complicações.
Número de Visualizações: 504

Video = Trabalho de Parto Domiciliar

Vejam no emocionante vídeo abaixo como é o trabalho de parto domiciliar.
Número de Visualizações: 586

Quase 12% dos partos feitos no Brasil são prematuros

Estudo aponta que 11,7% dos partos feitos no Brasil são prematuros, ou seja, ocorrem antes de a gestação completar 37 semanas. Segundo o levantamento, coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, feito com a participação de 12 universidades, entre as gestantes menores de 15 anos, o índice de partos prematuros é 10,8%. Entre as mães na faixa dos 20 aos 34 anos, 6,7% dos partos são prematuros.

O estudo Prematuridade e Suas Possíveis Causas, referente a 2010, também mostra que as regiões Sul e Sudeste são as que têm os maiores percentuais de prematuridade, 12% e 12,5%, respectivamente. No Centro-Oeste, o índice é 11,5%; no Nordeste, 10,9%; e no Norte, 10,8%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2010, nasceram 15 milhões de crianças prematuras em todo o mundo. O Brasil está na décima posição entre os países onde mais nascem prematuros. A pesquisa também aponta que enquanto a taxa de mortalidade infantil está diminuindo, há um crescimento de desse tipo de ocorrência.

De acordo com o estudo, as mulheres indígenas apresentam o maior percentual de partos prematuros, 8,1%. Entre as brancas, o índice é 7,8%; entre as negras, 7,7%; entre as pardas, 7,1%; e entre as de pele amarela, 6,3%.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indica a relação entre o aumento da prematuridade e a realização de cesarianas. As mais altas taxas de cesarianas verificam-se nas regiões mais desenvolvidas (Sudeste, Sul e Centro-Oeste), enquanto as mais baixas estão nas regiões Norte e Nordeste. A entidade, porém, ressalta que é preciso um estudo mais aprofundado para ter certeza dessa relação.

O Brasil apresenta as mais altas taxas de cesarianas no mundo, segundo o Unicef. A entidade destaca que a incidência aumentou de 37,8% do total de partos, em 2000, para 52,3%, em 2010. A OMS recomenda que a taxa não ultrapasse os 15%, e alerta que o excesso de cesarianas aumenta a mortalidade de mães e de crianças. De acordo com o levantamento, que teve o apoio do Unicef e do Ministério da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte de crianças no primeiro mês de vida. No Brasil, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de 1 ano é 16 para cada mil nascidos vivos, segundo a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).

O estudo também mostrou que no Brasil aproximadamente 8% dos bebês nascem com baixo peso, ou seja, com menos de 2,5 quilos. As mulheres negras respondem pelo maior percentual de nascimentos de crianças abaixo do peso, 9,4%, seguida pelas brancas, com 8,3%, e as pardas, com 8,2%. Entre as de pele amarela e as indígenas, os índices são 7,6% e 7,7%, respectivamente.
Número de Visualizações: 668

Mães e grávidas fazem marcha na Av. Paulista pela humanização do parto

Mães com crianças de colo, pais, gestantes e profissionais de saúde fizeram uma passeata contra o alto número de cesarianas no Brasil. O ato, que ocupou uma faixa da via, pretende chamar a atenção para a humanização do parto.
Mães e grávidas fazem marcha na Av. Paulista pela humanização do parto


Cerca de 80% dos partos feitos em hospitais privados são cesarianas e esse índice chega a 40% na rede pública, sendo que o número aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de apenas 15%. Segundo os manifestantes, muitos médicos fazem cesáreas por comodidade, o que acaba colocando em risco a vida da mãe e do bebê. O grupo defende também uma melhor remuneração para obstetras que fazem parto normal e a regulamentação de parteiras.

E você o que acha disto?
Número de Visualizações: 585

Ganhadora do Sorteio da Sugar Babies na Loja da Zazou

Sempre tentamos oferecer novos diferenciais para nossas clientes, e para isto a cada mês sempre temos um sorteio de produtos e serviços legais de primeira qualidade, bem alinhados com nossa proposta e visão, para o segmento de gestante e bebê. Pois durante o mês de agosto, desta vez sorteamos uma filmagem do seu parto com a Sugar Babies!

Para quem ainda não conhece, a Sugar Babies (www.sugarbabies.com.br) é uma produtora de vídeos de nascimentos, que investe em um formato diferente, exclusivo e personalizado para seus clientes, para proporcionar aos pais e mães, uma opção customizada, para registrar momentos únicos da vida dos seus filhos. A Sugar Babies une a magia do nascimento com a autenticidade do casal, para criar a melhor lembrança da sua vida. Porque o seu filho já nasce único!

Vejam um video abaixo que mostra um pouco como funciona na prática:


A idéia é bem legal, não?

E Tivemos duas felizes ganhadoras. Uma delas a Margareth Oliveira, na foto abaixo, que mora pertinho da Zazou em São Paulo, na Jesuino Arruda, que esta grávida de 19 semanas, com parto previsto para novembro. Detalhe, mesmo morando perto, ficou conhecendo a Zazou pela Internet. Veio conferir, gostou e ainda ganhou um tremendo presente nosso...
Ganhadora do Sorteio da Sugar Babies na Loja da Zazou


Já a segunda ganhadora foi a Beatriz Marquer, que mora na Vila Suzana, e grávida só vai ter bebê em janeiro do ano que vem. Detalhe, quem a indicou para a Zazou foi sua ginecologista.

Fiquem ligados pois as parcerias e sorteios da Zazou vão continuar. E basta passar na loja da Zazou para nos conhecer, preencher o formulário e já esta concorrendo, sem ter que comprar nada, e pode como elas ganhar algo legal de presente nosso. Algo que você só vê na Zazou...
Número de Visualizações: 747

A Dor do Parto

Ajudar a nascer. É esse o significado da palavra Moara em tupi-guarani. E foi em torno desse objetivo que surgiu a Casa Moara (www.casamoara.com.br). Trata-se de um espaço de convivência especialmente dedicado às mulheres grávidas e suas famílias.

E foi através dela que a Zazou teve acesso a muita informação legal, entre as quais um texto sobre a dor do parto, escrito pela Daniele Moraes, que trago abaixo para sua informação e reflexão, sobre este tema que ainda traz muito medo entre as grávidas.

Ainda nos dias de hoje, um universo de incertezas e medos cerca as mulheres quando se fala na dor do parto. Na busca por uma vida plena de prazer e satisfação, sem sacrifício, sem dor, anestesiada e medicalizada, por mais natural que seja, essa dor é vista com insegurança e até como castigo. Uma visão absolutamente cultural – é o que garante a enfermeira obstétrica e parteira, Priscila Colacioppo. “Na cultura ocidental somos intolerantes à dor. No século XXI, então, há tolerância zero à dor”. E Priscila explica que a dor do parto não é patológica. “É fisiológica”, destaca.

Fisiologicamente, portanto, está relacionada às contrações uterinas ritmadas que caracterizam o trabalho de parto. Pode-se dizer que se assemelha a uma cólica intensa, sentida em ondas, que enrijece (contrai) a barriga e, em geral, irradia para as costas. As contrações têm duração variável, costumam começar espaçadas e curtas, intensificando-se em ritmo e duração à medida que avança o trabalho de parto e, assim, a dilatação do colo do útero. Tudo graças à ação de um hormônio chamado ocitocina.

A ocitocina é responsável por ativar e manter as contrações que caracterizam o trabalho de parto. Produzida naturalmente pelo organismo, pode ser aplicada sinteticamente em casos de indução de parto ou parada de progressão – sob indicações muito específicas.

É durante as contrações que acontece a dor, que, dizem, está também “entre as orelhas”. A expressão (que dá título ao excelente livro do obstetra Ricardo Herbert Jones) foi citada pela parteira Priscila no Encontro de Gestantes da Casa Moara, realizado no dia 19 de junho, que teve como tema: “O Alívio da dor no parto: métodos naturais e não farmacológicos”. Na ocasião, dezenas de gestantes e casais buscavam entender e desvendar os mitos e as verdades da temida dor do parto.

O certo é que não há como defini-la de maneira absoluta. Diz-se que sua percepção é cultural, relativa, diferente para cada mulher, única, intensa, avassaladora, transformadora, viciante, sofrida, orgásmica. Se há uma unanimidade é de que ela é incomparável. Uma sensação difícil de explicar, que acaba no exato instante em que o bebê vem ao mundo, e passa, relatam, como mágica.

A desmistificação dessa dor parece fundamental a quem está disposta a conhecê-la e enfrentá-la de frente. Domar o boi pelos chifres, como se diz, é um bom termo. Cercada de fantasia e incerteza, a dor do parto é temida – como tudo aquilo que é desconhecido.

Superar o relativo terrorismo que envolve essa questão, potencializado em nossa cultura, é um dos principais desafios das gestantes que buscam um parto normal. Para isso, é importante conhecer experiências, lançar mão de todas as possibilidades de apoio para o momento, conhecendo prós e contras, e se entregar a esse desafio.

O cansaço e o medo costumam se colocar neste horizonte. Por isso, lidar com essas questões de uma maneira franca e atenta torna-se essencial para uma boa experiência de parto. Para Cristina Pinto Lima, o grande desafio foi a superação do cansaço físico e mental, após 48 horas de expectativa – entre pródromos (contrações de treinamento) e o trabalho de parto efetivo. A exaustão levou-a a uma transferência do planejado parto domiciliar para o hospital. Lá a analgesia, bem indicada, permitiu que recebesse sua filha Joana com disposição e alegria.

Na experiência de parto de Ana Lígia Soares, ela conheceu o medo. Sucumbiu e renasceu, junto com a pequena Ana Clara. Sua percepção da dor foi muito intensa e em alguns momentos desesperadora, relata. Ela atribui essa sensação ao medo e a dificuldade de se entregar ao processo. Após a superação, veio a certeza de que não há o que temer.
Número de Visualizações: 713

Natália Guimarães Sai da Maternidade São Luiz com as Gêmeas Kiara e Maya Vestida de Zazou Moda Gestante

Natália Guimarães e o cantor do KLB Leandro deixaram a maternidade com as gêmeas Kiara e Maya nesta segunda-feira, apenas três dias após o nascimento das recém-nascidas no hospital São Luis de São Paulo. Detalhe importante: ela estava usando um vestido vermelho da atual coleção de inverno 2013 da Zazou para sair elegante nas fotos, como podem ver abaixo.
Natália Guimarães Sai da Maternidade São Luiz com as Gêmeas Kiara e Maya Vestida de Zazou Moda Gestante


Orgulhosos, os novos pais beijaram Miara e Maya e posaram sorridentes para fotos. Leandro e Natália contaram com a ajuda de duas enfermeiras para deixar a maternidade. Maya nasceu com 46 cm e 2,715 quilos. Já Kiara veio ao mundo um minuto depois, com 45,5 cm e 2,580 quilos.

Com a alta hospitalar, Natália se prepara para receber visitas em sua casa, em São Paulo, de amigos mais próximos e familiares. A ex-miss escolheu lembrancinhas na cor rosa para quem visita as gêmeas. Entre os itens distribuídos estão os brigadeiros de colher dentro de pequenas mamadeiras e garrafinhas de água personalizadas com o nome das meninas feitas pela empresária Mari Azevedo, do Atelier M. Azevedo.
Natália Guimarães Sai da Maternidade São Luiz com as Gêmeas Kiara e Maya Vestida de Zazou Moda Gestante


Leandro acompanhou o parto desde o começo e foi o único que entrou na sala de cirurgia. O cantor fez questão de dar banho nas garotinhas e, por meio de seu Instagram, declarou que é um "papai babão" e registrou o momento com uma foto.

A Zazou gostaria de dar aos parabéns ao novo casal de pais, e desejar muita saúde e o mesmo sucesso também para as gêmeas.

Por fim se gostou do estilo e deste look, vejam mais fotos da Natália ainda grávida com outros looks da atual coleção, que ela mesmo escolheu na loja de moda gestante da Zazou em Moema em SP, no link abaixo:

http://www.zazou.com.br/home/default.asp?id=album&pg=NataliaGuimaraes
Número de Visualizações: 1313

Fotógrafa registra nascimento de bebê na porta de maternidade

Quando Amy Beth chamou a fotógrafa Emily Robinson para registrar o nascimento da filha, fez questão de frisar: o último parto dela aconteceu bem rápido. Emily levou em conta a informação, mas não imaginou que acabaria fazendo as fotos do lado de fora da maternidade, antes mesmo de chegar na sala de parto.
Fotógrafa registra nascimento de bebê na porta de maternidade


Prevendo que tudo aconteceria bem rápido, a fotógrafa foi para a casa de Amy, com a intenção de acompanhar todos os estágios do nascimento. “Estava confiante de que ela não ficaria 24 horas em traballho de parto”, contou Emily no blog que mantém. Mas a pequena Sienna estava com pressa de nascer, e antes mesmo que a mamãe pudesse entrar na sala de parto, a menina veio ao mundo. O parto de Amy foi bem rápido.
Fotógrafa registra nascimento de bebê na porta de maternidade


Mesmo um pouco surpresa com o nascimento, Emily conseguiu fazer belas fotos. “Amy não estava em pânico. Ela foi maravilhosa! Estava tão calma quanto a enfermeira, que milagrosamente estava esperando por nós na porta da maternidade assim que chegamos”, contou a fotógrafa.

Amy já entrou na maternidade com Sienna nos braços. “A pequena Sienna é absolutamente perfeita e linda. A irmã mais velha veio dizer ‘olá’ e dar um beijo. Foi o nascimento mais rápido, incrível, bonito e natural que eu já tive o prazer de documentar”, garantiu.

Emily Robinson vive em Miami, e é especializada em fazer álbuns de recém-nascidos. "Tudo aconteceu como em um filme", brincou ela, em entrevista ao site americano Huffington Post.
Fotógrafa registra nascimento de bebê na porta de maternidade


Amy e o marido, Joe Cavaretta, dois fotojornalistas, também ficaram surpresos com a pressa de Sienna em nascer. "Eu não sabia que ela nasceria na entrada", se divertiu a mamãe.
Número de Visualizações: 934

Video = Acompanhamento de grávidas na hora do parto é um direito

Gerar uma nova vida é um momento especial para as mulheres. Mas essa fase costuma trazer dúvidas, anseios e nervosismo. Por isso, durante toda a gravidez e na hora do parto, a presença de uma pessoa próxima e confiável faz muita diferença. Vejam no vídeo abaixo algumas mamães que comprovaram a importância dessa companhia.
Número de Visualizações: 1127

Mães relatam a emoção do parto humanizado e fora dos hospitais em Casas de Parto

Luz suave, ambiente tranquilo, recepção aconchegante. Nas paredes, fotos de mães sorridentes, crianças confortadas, pais felizes. O ar é agradável e nem de longe carrega o odor característico dos hospitais. Atenciosas, as atendentes, enfermeiras e obstetras, respondem aos questionamentos de mães e pais, ansiosos com o momento que se aproxima, além de organizarem oficinas que explicam desde os processos do parto até como fazer papinhas. A Casa Ângela, centro de parto natural, localizado no Jardim São Luiz, região sul da capital, cumpre o ideal de proporcionar às mães um ambiente familiar em um momento tão importante: o nascimento de uma criança.
Mães relatam a emoção do parto humanizado e fora dos hospitais em Casas de Parto


A atriz Débora Torres estava deitada, um tanto cansada, mas tranquila e sorridente. Ao seu lado, a pequena Carolina, nascida há apenas duas horas, dormia enrolada em um cobertorzinho amarelo, com luvas e touquinha brancas e rosa.
“Foi maravilhoso. Meu companheiro ficou comigo todo o tempo, eu caminhei, fiquei na banheira, recebi massagens. Sempre acompanhada por uma obstetriz. Me senti em casa e o processo foi maravilhoso. Tive duas filhas em hospitais antes, mas sentia que era muito invasivo o processo. Agora não troco a casa de parto por nenhum hospital, nem particular”, contou, emocionada.


A enfermeira obstetra Sylvia Maria Furquin, que acompanhou o nascimento de Carolina, estava radiante.
“Sinto que ela me escolheu. A Débora veio aqui alguns dias atrás e eu disse, brincando, que eu ia fazer o parto. Ela chegou na madrugada, mas a bolsa só rompeu depois que eu assumi o plantão. Cada criança que nasce aqui é um pouco nosso filho também, cada dia é uma emoção”, conta Sylvia.


A Casa Ângela, batizada em homenagem à parteira Ângela Gehrke, que veio da Alemanha em 1983 para se dedicar ao acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto de mulheres pobres, na região do Jardim São Luiz, zona Sul de São Paulo, é mantida pela organização não governamental Associação Comunitária Monte Azul, com apoio de parceiros internacionais. A casa foi fundada em 1997, mas Ângela adoeceu no ano seguinte, voltando à Alemanha, onde morreu, em 2000. A unidade fechou em 1999. O projeto foi retomado em 2003, mas a casa só ficou pronta em 2008. Reabriu parcialmente em março de 2009, com os primeiros atendimentos de pré-natal e pós parto, e passou a realizar partos em fevereiro de 2012.

Diversas tentativas de estabelecimento de convênios com a prefeitura de São Paulo foram realizadas. Todas sem sucesso. Com isso a Casa Ângela passou a adotar um sistema em que as mulheres que moram em outras regiões da cidade e que têm condições de pagar pelo parto custeiam os trabalhos para aquelas que moram no entorno da casa e não podem pagar pelo procedimento. Aliada ao já citado apoio internacional, a casa tem conseguido manter a equipe de seis enfermeiras obstetras, uma especialista em pré-natal, uma psicóloga, uma fisioterapeuta, cinco técnicas e uma auxiliar de enfermagem, além dos profissionais administrativos e de serviços gerais.

A casa conta com quatro quartos para parto, sendo dois com banheira, com todos os equipamentos para o trabalho de parto, como banquetas para parto de cócoras, barras de apoio, bolas e chuveiro. Além disso, tem oito leitos pós-parto, sala para recém-nascido com incubadora e berço térmico, além dos procedimentos básicos de pesagem, limpeza e exames. A casa não aplica vacinas, por não possuir licença do Ministério da Saúde. Dentre suas atividades, a casa realiza oficinas de brinquedos e de papinhas, orientação para amamentação, cursos de orientação sobre parto e pós-parto para a gestante e seus familiares, entre outras ações.

Mesmo com a problemática para atuação, a professora de português Juliana Santos é só elogios à atuação das profissionais.
“Eu queria viver o parto e não lidar como um acontecimento em si. Fiz o pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e na Casa Ângela. Na primeira era só peso, medida, 'tudo bem?' e tchau. A única vez que o médico olhou mesmo para mim foi quando eu disse que queria parir na casa de parto, que ele achou absurdo. Na Casa Ângela fazia-se isso, e também conversávamos sobre o cotidiano, as sensações, o relacionamento durante a gravidez, além dos encontros em que aprendemos a fazer brinquedos, papinhas. Isso contribui muito para essa nova identidade que teremos, porque a maternidade muda muito a gente”, destaca Juliana.


A professora não pôde ter o parto da filha Isis na Casa Ângela porque o local ainda não contava com autorização. Então procurou a Casa de Parto de Sapopemba, no bairro São Lucas, zona leste da capital, ligado à rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Fui muito bem acolhida. Tive liberdade para decidir como fazer o parto, que foi de cócoras. O tempo todo houve uma preocupação em me deixar à vontade, saber se queria comer, caminhar, ficar na banheira. Meu marido ficou todo o tempo comigo. Ao nascer, a Isis ficou nos meus braços e nós cantamos para ela por cerca de 15 minutos”, conta, sorridente e com os olhos marejados. Doze horas depois do parto ela já estava em casa.


Na Casa de Parto de Sapopemba o acompanhamento pré-natal se inicia na 37ª semana. A gestante deve fazer o pré-natal completo em uma UBS e, se não houver nenhum fator de risco, faz o acompanhamento final, com seis consultas em média, e o parto na Casa. A unidade possui dois quartos para parto com banheira, cinco leitos pós-parto, sala para recém-nascido com incubadora e berço térmico, além dos procedimentos básicos de pesagem, limpeza, exames e vacinas. Poderia realizar, com essa estrutura, cerca de 60 partos por mês.

A monitora de transporte escolar Alessandra Gomes, que mora bem em frente à Casa de Parto de Sapopemba, teve aqui a segunda filha, Ana Clara, hoje com cinco anos. Ela conta que muitas amigas dela tiveram filhos na Casa, além de uma irmã e uma cunhada. Nenhuma teve problemas.
“Eu queria ter tido o meu primeiro filho aqui também, mas por conta da asma eles me encaminharam ao hospital da Vila Alpina. O nascimento da Ana foi maravilhoso, as enfermeiras são atenciosas, eu fiz exercícios com bola, fiquei na banheira. Depois dos cuidados normais, nós dormimos abraçadas. Pouco tempo após o parto eu já estava recuperada. Se eu tiver outro filho, com certeza será aqui”, exalta-se Alessandra.

A chef de cozinha Reila Miranda, que teve a filha Maria, de um ano e meio, também em Sapopemba, iniciou um movimento para defender a Casa, organizando rodas de conversa sobre parto humanizado.
“Comecei a fazer isso porque a Casa não pode se promover, a procura vem caindo. E com isso vai se justificar o fechamento por falta de procura. É uma forma de exclusão, porque as mulheres mais pobres não têm acesso a esse tipo de informação, mas a classe média cada vez mais procura esse tipo de parto, a preços altos. E aqui temos o serviço público, de excelência, humanizado e respeitoso, que querem impedir de acontecer”, afirma Reila.


Reila fez um convênio médico, depois de esperar três meses por um ultrassom na rede pública. Mas também não se sentiu acolhida no pré-natal particular.
“Nunca recebi uma orientação sobre amamentação, uma conversa sobre as mudanças que eu estava vivendo. Na casa, fui bem atendida desde o primeiro momento, fui ouvida e respeitada, sou muito grata pelo carinho das profissionais. Esse trabalho precisa ser expandido”, diz a chef, referindo-se ao fato de que as casas de parto nunca foram expandidas e há uma ocultação de informações sobre parto natural na rede pública de saúde.


Para presidenta da Associação Brasileira de Obstetrizes do Estado de São Paulo, Ruth Osava, o motivo de satisfação da mães está na própria dinâmica do parto natural.
“O parto natural é feito sob diversos cuidados que contribuem para o desenvolvimento do bebê, da mãe e o fortalecimento do vínculo entre os dois. A criança é muito maltratada pelo processo da cesariana, pelos medicamentos, pela retirada forçada do útero. O trabalho de parto natural prepara o bebê para a vida, é o primeiro estímulo de sobrevivência e as mães percebem a importância disso”, define Ruth.
Número de Visualizações: 4291

Video = Qual a maneira ideal de acompanhar o trabalho de parto?

Qual a maneira ideal de acompanhar o trabalho de parto?

Veja a resposta no vídeo abaixo com dicas de um especialista.
Número de Visualizações: 1018

Video = Quanto custa um parto normal no Brasil?

Quanto custa um parto normal no Brasil?

Conselho Federal de Medicina emitiu parecer favorável à cobrança de honorários médicos em casos de parto normal. Mas a medida gera polêmica, já que nem os planos de saúde, nem a gestante estão dispostos a pagar mais por essa medida. Veja mais no video abaixo.
Número de Visualizações: 1081

Sexo durante a gravidez não induz o parto

Apesar das crenças populares de que fazer sexo durante os estágios mais avançados da gravidez podem antecipar o parto, um novo estudo conduzido por pesquisadores da Malásia afirma que manter relações sexuais não afeta a duração do período de gestação.
Sexo durante a gravidez não induz o parto

"Estamos desapontados. Não encontramos nada que sustente a associação", disse Tan Peng Chiong, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Malaya e um dos autores do estudo. "Teria sido legal para os casais ter algo seguro e efetivo com que pudessem contar para antecipar o trabalho de parto se quisessem", completou.


Tan disse que a maioria das mulheres acredita que o sexo pode induzir ao parto, enquanto cientistas propuseram uma série de explicações biológicas plausívels para embasar a crença. Uma delas aponta que o semem contém uma substância hormonal chamada prostaglandina, que é usada para estimula o trabalho de parto a forma sintética. Outra indica que o orgasmo ativa contrações uterinas.

Para ele, porém, a crença provavelmente nasceu da perpecpção popular de que sexo na gravidez pode ser inseguro para o feto e causar sua 'expuslão', apesar de todas as evidências provando o contrário. Mas poucos trabalhos pesquisaram se o sexo realmente pode induzir ao parto e as poucas evidências existentes são inconclusivas, afirmaram Tan e seus colegas no BJOG, publicação científica da área da ginecologia.

"A indução ao parto em gestações prolongadas é comum e muitas mulheres ficam tentadas por uma série de razões a querer encurtar o período de gravidez nos estágios mais avançados", completou Tan.


O estudo analisou 1,1 mil mulheres grávidas de 35 a 38 semanas (a gravidez geralmente dura 40 semanas) que não haviam mantido relações sexuais nas últimas 6 semanas. Cerca de metade delas ouviu do médico que manter a vida sexual ativa ajudaria a induzir o parto, enquanto a outra parte ouviu que sexo durante a gestação é seguro, mas seus efeitos não eram conhecidos.

Os pesquisadores monitoraram as mulheres para determinar quanto a gravidez durou e se foi necessária a intervenção médica para o parto. Eles descobriram, então, que 85% das foram aconselhadas a fazer sexo seguiram a indicação médica, enquanto as que não foram estimuladas também mantiveram relações.

Os índices de partos induzidos foram similares em ambos os grupos, 22% entre as que receberam conselhos, e 20,8% entre as que não receberam. A diferença, dizem os pesquisadores, é tão pequena que pode ter ocorrido ao acaso. A gravidez durou uma média de 39 semanas para ambos os grupos.

Jonathan Schaffir, professor da Escola de Medicina da Universidade do Estado de Ohio (Estados Unidos), disse que as descobertas são um bom indício científico de que o sexo não antecipa o parto. Ele acrescentou que o estudo indica que não há riscos em manter relações durante a gestação. "Mesmo que esse estudo não mostre nenhum aumento ou diminuição na taxa de indução de parto, ajudou a embasar a ideia de que fazer sexo é seguro", concluiu.
Número de Visualizações: 3302

Obstetras paulistas defendem cobrança de honorário por disponibilidade

Obstetras que atendem por planos de saúde devem ter o direito de cobrar de gestantes honorários referentes à disponibilidade deles para o acompanhamento do parto, e não pelo parto em si, que continuará sendo custeado pelo plano de saúde. A proposta foi apresentada pelo presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), César Eduardo Fernandes.

No início da semana, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou parecer que permite aos obstetras conveniados estabelecer e cobrar valores específicos para acompanhar, presencialmente, as gestantes no momento do parto. Desta forma, os planos de saúde fariam apenas a cobertura do pré-natal.

Em entrevista à Agência Brasil, Fernandes disse que vê o pré-natal, a disponibilidade para realizar o parto e o parto em si como três procedimentos distintos. “Independentemente do que a paciente escolher, a operadora [do plano de saúde] deve arcar com sua responsabilidade e continuar pagando o parto. Se não, o médico vai ter que incorporar taxas que vão onerar mais a paciente.”

Para Fernandes, o parto é um procedimento único na medicina. “Ninguém fica disponível, por exemplo, para uma apendicite aguda. É o plantonista quem faz”, disse ele. Já o obstetra pode ficar dias, semanas ou meses à disposição da gestante, que faz questão de passar pelo parto com o mesmo obstetra do pré-natal, ressaltou.
“Achamos que é lícita a cobrança de honorário, mas não queremos que a paciente seja prejudicada. Nenhum médico pode desqualificar o trabalho prestado porque os honorários são baixos. A paciente não tem nada a ver com isso. Devemos dar respeito, acolhimento e criar um ambiente de conforto. Os honorários não estão defasados só na assistência ao parto, mas o que o paciente tem a ver com isso? Nada. O médico não pode se confundir.”


O presidente da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Etelvino Trindade, considerou válida a proposta dos médicos paulistas, mas quer um debate mais prolongado sobre o assunto.
“É possível e é viável que o convênio continue pagando o parto ao obstetra”, disse Trindade. “O interesse do obstetra é ter melhores condições de trabalho, atender as pacientes e dar uma resposta efetiva e adequada. [Honorário extra] é uma remuneração justa, não é para ganhar demais”, completou.


O CFM informou que não recebeu oficialmente a proposta da Sogesp para alteração do parecer e que, assim que o documento for entregue, será analisado pelo órgão.
Número de Visualizações: 2520

Video = Como uma grávida consegue evitar que seu parto seja prematuro?

Como uma grávida consegue evitar que seu parto seja prematuro?

Veja como no vídeo abaixo.
Número de Visualizações: 1149

Parto não poderá ser cobrado fora do plano

Parto não poderá ser cobrado fora do plano. Pelo menos esse é o entendimento do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que é contrário ao parecer emitido, na semana passada, pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). O documento permite que obstetras cobrem de pacientes de convênios médicos um valor adicional por "acompanhamento" do parto. O valor, defende o CFM, pode ser combinado entre o médico e a gestante.
Parto não poderá ser cobrado fora do plano

Hoje, segundo o CFM, os obstetras conveniados recebem apenas pelas consultas e pelo parto, já que os contratos dos planos não cobrem a assistência, que pode durar até dez horas nos casos de partos normais.

Para o Idec, essa prática é abusiva. "Se médicos estão descontentes com a remuneração, devem negociar com operadoras, não obrigar pacientes a pagar por mais", disse Joana Cruz, advogada do Idec.
E
la afirma que, ao fazer um plano de saúde, a usuária pretende que todo o procedimento do parto seja garantido pelo plano. Se o profissional decide cobrar um valor extra, diz, esse valor deverá ser pago pela operadora, e não ser repassado ao consumidor.

Já o CFM defende que a prática não fere a ética da profissão nem caracteriza dupla cobrança. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) afirmou que vai avaliar o parecer feito pelo CFM.
Número de Visualizações: 1142

Relação entre o Tipo de Parto e a Depressão Pós-Parto

Já escolheu que tipo de parto quer ter?

Saiba então de que as mulheres submetidas à cesariana têm mais chance de adquirir depressão pós-parto, em relação a mamães que optaram pelo parto natural. O risco fica ainda maior se a cesariana for eletiva e não uma emergência médica. Pelo menos foi o que diz pesquisa publicada recentemente pelos pesquisadores da Universidade Nacional de Yang-Ming, em Taiwan, que analisou mais de 10.000 mães.
Relação entre o Tipo de Parto e a Depressão Pós-Parto


Especialistas acreditam que a depressão aparece devido ao tempo que se leva na recuperação da cirurgia e também no sentimento de perda de controle que muitas mulheres sentem ao pegar o bebê pela primeira vez.

Uma em cada dez mães dá à luz através de uma cesariana planejada, geralmente devido a razões de saúde, mas em torno de 7% são realizadas a pedido da paciente, muitas vezes porque elas têm medo de dar à luz naturalmente ou preferem um parto programado, como inclusive mostram os números da pequisa que estamos fazendo na home do nosso site.
Número de Visualizações: 1500

Benefícios do Parto Normal

Desde o momento da confirmação da gravidez, muitas são as dúvidas das futuras mamães, principalmente quando o assunto está relacionado ao tipo de parto que é melhor para ela e, é claro, para o seu bebê? Embora muitas mulheres optem em fazer o parto cesárea devido às "facilidades" do mesmo, uma opção que tem sido muito solicitada pelas gestantes é o parto normal. Exatamente pelo fato de que nesse procedimento a criança nasce no tempo ideal e ainda consegue eliminar todo o líquido amniótico do aparelho respiratório.
Benefícios do Parto Normal
"As crianças que nascem naturalmente têm melhor resistência a doenças respiratórias, até a fase 1, do que as que nascem por meio de uma cesariana", informa Eduardo Cordioli, ginecologista, obstetra e coordenador médico da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein.
Já em uma cesariana, mesmo que se planeje e calcule a data do nascimento do bebê, é possível que o pequeno ainda não esteja no tempo correto.
"Dessa forma, a criança fica exposta a doenças infecciosas cumulativas e do trato respiratório, tosse e asma, em maior grau se comparadas da que nasce naturalmente", observa Cordioli.
Ele salienta também que, de maneira natural, a mulher não é exposta a algumas complicações de saúde. "Além de a mamãe ter uma recuperação mais rápida e saudável, ela não corre risco de contrair uma infecção, hemorragia ou um tromboembolismo, que é quando um pedaço de coágulo entope a circulação de uma veia." Porém, cuidado! O obstetra orienta que o nascimento não deve ser realizado em casa, pois todo parto apresenta riscos à mulher e à criança. Sendo assim, um hospital é o local mais seguro para a realização do mesmo. "Se ocorre algo errado temos menos de 30 minutos para evitar o dano", afirma ele. O melhor de tudo isso é que no ambiente hospitalar você é preparada para a hora do nascimento. "Temos banheira, bola de pilates e até escada para que a mulher realize alongamentos. Existe uma série de facilidades que ajudam a mulher a se preparar para dar a luz, sem precisar usar métodos farmacológicos como anestesia", relata Eduardo. De acordo com o obstetra, em um hospital particular o custo é o mesmo de uma cesariana, podendo variar de um para o outro, e é a mamãe que escolhe qual obstetra irá lhe acompanhar. No caso da rede pública, também existe a possibilidade dessa forma de nascimento, mas o obstetra fica por conta de agendamento. Ficou com vontade de realizar o parto normal?
Eduardo Cordioli faz algumas recomendações: "Durante os meses de gestação mantenha uma vida saudável, alimente-se da maneira correta, realize atividades físicas e siga as orientações de seu obstetra. Assim terá um parto perfeito".
Número de Visualizações: 2180

Video = Agente de trânsito se especializa em partos em congestionamentos

Em grandes cidades como São Paulo e Rio, aonde a Zazou tem lojas, o trânsito esta cada vez mais caótico, e os congestionamentos comuns. E muita gente não para pensar nos impactos que isto pode ter para uma mulher grávida, e as preocupações com o parto. Vejam só no vídeo abaixo um exemplo real que acontecem em outro país, mas que serve de exemplo para aqui, com agentes de trânsito em motos que se especializaram em fazer partos em congestionamentos!
Número de Visualizações: 1131

Video = Benefícios do Parto Normal

Vejam no vídeo abaixo o Dr. Marcos Tadeu Garcia, que fala sobre os Benefícios do Parto Normal no Programa Você Bonita da TV Gazeta no link: http://youtu.be/4IJTDZQDnwk
Número de Visualizações: 964

Video = Tipos de Parto

Veja no vídeo abaixo uma entrevista com Dr. Marcos Tadeu Garcia abordando os diversos tipos de parto e a assitência obstétrica atual.
Número de Visualizações: 1277

Video = Doulas e o Parto Humanizado

Você sabe o que é uma Doula e parto humanizado? Então vejam um vídeo sobre o tema com do Programa Mulher em Foco com uma entrevista com uma Doula, além de um depoimento de uma grávida que fez um parto humanizado.
Número de Visualizações: 1047

Video = Mães defendem o acolhimento humanizado na hora do parto

Vejam no vídeo abaixo uma reportagem que mostrou que a Comissão de Direitos Humanos trouxe à Assembleia a discussão sobre a humanização do parto. A Organização Mundial da Saúde tem recomendações sobre como a mulher deve ser tratada nessa hora. Mas as instituições de saúde nem sempre seguem as orientações. A repórter Maria Cláudia Barreto acompanhou a história de quem já sofreu violência nessa situação e mostra a importância de um acolhimento mais humanizado.
Número de Visualizações: 1069