Category Archives: Infertilidade

Número de fertilizações in vitro mais que dobra no Brasil em quatro anos

Um levantamento feito a partir de dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, mostra que entre 2011 e 2014, o número de FIVs (fertilizações in vitro) realizadas no Brasil, incluindo mães heterossexuais e homossexuais, aumentou 106% em quatro anos. O total de procedimentos saltou de 13.527, em 2011, para 27.871, em 2014.

Segundo especialistas além da implementação das novas regras do CFM, puxaram o crescimento fatores como a maior distribuição de clínicas e bancos embrionários pelo país, a queda do preço do tratamento para se ter um “bebê de proveta” e o fato de as mulheres optarem por engravidar mais tarde.

Este último item, por exemplo, contribuiu ainda para um aumento na quantidade de embriões congelados no país, ação feita com o intuito de postergar a gravidez. Os dados da Anvisa mostram que, entre 2008 e 2014, o total de embriões congelados subiu de 5.539 para 47.812, alta de 763%. O número de clínicas que repassam informações à agência também cresceu no período: em 2008, elas eram 33; em 2014, eram 106.

Segundo a Anvisa, os estabelecimentos atuais não comportam o volume de embriões existente hoje. “[As clínicas] têm relatado uma dificuldade de armazenamento devido à grande quantidade. A Anvisa não tem o que fazer para aumentar essa capacidade”, explicou Daniela Marreco, gerente de produtos biológicos do órgão governamental.

“Mulheres entre 35 e 40 anos, estabilizadas na carreira, a maioria casada, são o maior público das clínicas de fertilização. Elas nos procuram quando já não conseguem gerar um filho pelo método natural”, diz o médico Renato de Oliveira, da clínica de medicina reprodutiva Criogênesis. “O casal heterossexual ainda é maioria. Só que, cada vez mais, temos percebido um aumento na procura de casais homoafetivos”, complementa.

F
oi o caso de Marina e Cecília, que procuraram a clínica VidaBemVinda, na capital paulista. Com sêmen doado, em setembro de 2012, Marina começou a tomar medicamentos para indução da ovulação dois meses antes da implantação, que aconteceu em agosto de 2013. Mas não deu certo.

“O resultado do teste de gravidez deu negativo. Daí, foram feitos mais exames, fiz um procedimento cirúrgico e a segunda implantação foi em novembro de 2014. Deu positivo”, disse Marina, emocionada ao lembrar que carrega no ventre o pequeno Miguel.

De acordo com o ginecologista Renato Tomioka, um dos diretores da clínica, desde 2013, quando a nova resolução do CFM entrou em vigor, foram feitos no local 35 tratamentos para casais homoafetivos e de gestação independente. Mas Tomioka ressalta que a queda no preço e a facilidade de pagamento também têm sido um dos atrativos, independentemente do gênero de quem opta pelo procedimento. No começo dos anos 2000, um tratamento de fertilização in vitro custava entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. “Atualmente, custa entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, valor que pode ser parcelado em até 12 vezes”, explica.

No começo dos anos 2000, um tratamento de fertilização in vitro custava entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Atualmente, custa entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, valor que pode ser parcelado em até 12 vezes em algumas clínicas de reprodução humana. Esse barateamento foi o que mais chamou a atenção de Adriana Freire, de 33 anos, há dois meses mãe da pequena Geovana. Casada há 13 anos com Francenildo Freire, de 47 anos, ela afirma que o marido havia feito uma vasectomia, o que impedia uma gravidez natural. Por isso, o casal optou pela fertilização em vez de reverter o método contraceptivo.

Segundo Adriana, mesmo com a queda do valor, o preço ainda continuava alto, o que a assustou. Então, a família decidiu se organizar e juntar dinheiro para a fertilização. Adriana diz que a gravidez ocorreu logo na primeira tentativa. “Foi um tratamento longo, com medicações que não são agradáveis, injeções na barriga. Mas vale a pena a perseverança”, disse ela por telefone – ao fundo, era possível ouvir o chorinho da recém-nascida.

O barulho será o mesmo ouvido em pouco mais de três meses por Marina e Cecília, que esperam ansiosamente pelo nascimento do bebê, já preparadas para vencer quaisquer tipos de barreira. “Vamos enfrentar muita coisa ainda, mas me sinto mais preparada, principalmente depois que engravidei. As pessoas estão começando a entender e a respeitar o espaço do outro. Ele será muito bem-vindo”, afirmou a mãe de primeira viagem.

A fertilização in vitro é um procedimento que estimula a ovulação da mulher para obtenção de células sexuais, chamadas de gametas, que são fecundadas por um espermatozoide de um doador fora do organismo, em laboratório. A partir deste momento formam-se os embriões. De três a cinco dias após a fecundação, o especialista em reprodução avalia quantos desses embriões se desenvolveram para serem implantados no útero da paciente. A atual taxa de sucesso de gravidez em mulheres com até 35 anos varia entre 30% a 40%. Na década de 1990, o índice variava entre 17% e 20%.

Número de fertilizações in vitro mais que dobra no Brasil em quatro anos

Pesquisa da Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (Rede Lara) aponta que, até 2012, o Brasil era responsável por 45% das fertilizações in vitro realizadas na América Latina. A Argentina ocupava a segunda posição, com 23% do total, e o México, a terceira, com 12%.
Maria do Carmo Borges de Souza, especialista em reprodução humana e ex-presidente da Rede Lara, disse ao G1 que a divulgação da técnica ajudou o Brasil a ser “um campeão” de FIVs e que o número atual pode ser muito maior que o dado divulgado pela Anvisa.

Para quem não tem dinheiro e quer ter um filho, uma opção é procurar uma das 12 unidades hospitalares do país que oferecem tratamentos para infertilidade pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.

De acordo com o Ministério da Saúde, essa assistência é oferecida na rede pública desde 2009, mas foi só a partir de 2012 que o governo iniciou o repasse anual de aproximadamente R$ 11,5 milhões para os atendimentos. A pasta não informa quantas pessoas estão na fila de espera, apenas que o tempo médio e o número de tentativas autorizadas para cada mulher dependem de cada serviço, seguindo protocolos internacionais. Para ser diagnosticado como infértil e receber o tratamento via SUS, o casal precisa ter tentado a gravidez natural por até dois anos. Neste caso, tem prioridade para a reprodução assistida quando for constatada a limitação para engravidar ou risco aumentado de transmissão de doenças infectocontagiosas (como HIV e hepatites virais) e genéticas.

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Endometriose

Antes de entender o que é a Endometriose, seus sintomas e tratamentos, é importante saber o que é o endométrio. O endométrio é um tecido que tem como função acolher e nutrir o embrião nos primeiros meses da gravidez, viabilizando, sobretudo, a implantação e desenvolvimento inicial do óvulo fecundado. Quando não há fecundação, o endométrio descama, fenômeno este conhecido como menstruação. Após a menstruação, o tecido reinicia o seu crescimento, para voltar a descamar novamente no próximo ciclo menstrual.

Segundo o ginecologista e especialista Dr. Renato de Oliveira, algumas células desse tecido, muitas vezes, se implantam em outros órgãos como, ovários, peritônio, tubas uterina, intestinos, bexiga e, até mesmo, no próprio útero, dentro do músculo.
“Quando isso acontece, dá-se o nome de endometriose, ou seja, o endométrio localizado fora do seu lugar habitual. Além disso, deve-se ressaltar que o diagnóstico é cirúrgico e permite, além da confirmação da doença, classificação e a possibilidade de tratamento”, explica.


A doença pode acometer mulheres desde a primeira menstruação até a última, sendo a dismenorréia, as temidas cólicas menstruais, o principal sintoma. As cólicas, muitas vezes, intensas, incapacitam as mulheres de exercerem suas atividades habituais e a dor pode ainda manifestar-se durante a relação sexual.
“Além desses sintomas, as mulheres podem apresentar dificuldades para engravidar e ter alterações urinárias ou intestinais durante a menstruação. Nos casos mais avançados, a dor pode ocorrer também fora do período menstrual”, esclarece Dr. Renato.


Uma das principais preocupações das mulheres diagnosticadas com endometriose é a impossibilidade de ter filhos. Segundo o especialista, a doença pode afetar as chances de engravidar. A relação da endometriose e a infertilidade varia de acordo com a idade da paciente e o grau de avanço da enfermidade. Depois dos 35 anos, a fertilidade da mulher tende a diminuir naturalmente e, se ela for diagnosticada com endometriose, a concepção pode ocorrer com uma dificuldade um pouco maior.

Se a mulher com endometriose deseja engravidar, é indispensável que procure um especialista sobre as possibilidades e os tratamentos adequados. Os métodos de reprodução assistida, por exemplo, são alternativas para a conquista da gravidez tão desejada. No caso da inseminação intrauterina, a estimulação ovariana pode corrigir a disfunção ovulatória proveniente da endometriose, facilitando a formação do embrião. Já a Fertilização in vitro (FIV) é uma técnica na qual o encontro dos gametas femininos e masculinos ocorre fora do organismo, ou seja, no laboratório. Neste procedimento, há uma possibilidade de formação de um maior número de embriões, além de independer de um acometimento das tubas uterinas pela endometriose. Consequentemente, há uma maior chance de alcançar a tão desejada gravidez.
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Infertilidade Feminina = Saiba mais sobre a Falência Ovariana Prematura

Você já ouviu falar em falência ovariana prematura?

Pois saiva de que essa é uma das principais causas para a mulher não conseguir engravidar. É importante ressaltar que embora ela possa parecer com uma menopausa precoc,e e muitas vezes seja chamada dessa maneira, o processo é diferente da menopausa.

Mas então o que é a falência ovariana prematura?

Como o próprio nome já diz, a falência prematura é quando os ovários param de realizar sua função antes do esperado. Além da dificuldade ou até impossibilidade de engravidar, mulheres que têm esse problema correm risco de ter osteoporose, deficiência de estrogênio e como consequência a secura vaginal, e até mesmo predisposição a doenças cardíacas.

Embora os ovários parem, muitas vezes a mulher continua a menstruar, mas nota que os ciclos são irregulares. Outra grande diferença dessa falência para a menopausa é que as mulheres que sofrem com o problema no ovário podem conseguir engravidar, já as que estão na menopausa não mais. Mulheres com falência ovariana prematura podem apresentar também sintomas genitais como secura, dor nas relações sexuais e ardor na vulva.

Uma das principais causas é um fator genético que afeta o cromossomo X, como a Síndrome de Turner e síndrome do X Frágil. Há também alguns problemas autoimunes e a perda excessiva de tecido ovariano devido a uma cirurgia que tenha sido realizada para algum tratamento. Quimioterapia e radiação também podem causar falência ovariana prematura.

Para diagnosticar o problema, o médico precisará de uma história clínica detalhada das pacientes, além de pesquisar os níveis de gonadotrofinas. Sintomas como sudorese, alteração de humor e insônia, evoluindo mais tardiamente para a atrofia do trato urogenital, com maior propensão para vaginites e cistite, podem estar presentes.

Há vários exames que podem ser feitos para chegar ao diagnóstico desse problema, dentre eles o exame para quantificar a taxa de hormônio folículo-estimulante (FSH) da mulher. É necessário também realizar a dosagem de prolactina e hormônio estimulante da tireoide (TSH).

Quando o resultado do FSH é maior do que 40 UI/L, pode sugerir que a falência esteja ocorrendo e, caso o médico julgue necessário, pedirá a repetição do exame nos meses sequentes. A dosagem do estradiol pode ser feita para tentar identificar o hipogonadismo. Além disso, a ultrassonografia pélvica, ou transvaginal, pode ajudar na investigação diagnóstica. A gravidez nesses casos não é comum, embora seja possível. Muitas vezes a mulher tem que recorrer à doação de óvulos para conseguir engravidar.

Mas como falamos, a dificuldade de engravidar não é o único problema encontrado. Há vários outros que podem ser causados por essa pausa prematura da função ovariana. Por isso, atualmente, a reposição hormonal (TRH) é a terapia mais usada. Ela ajuda a evitar um possível câncer de mama, melhora a massa óssea e previne a osteoporose. É importante que o tratamento seja realizado não apenas quando a mulher queira engravidar, mas também para evitar problemas secundários.
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Vídeo = Tentativas de Gravidez

Esta tentando engravidar e não consegue?

O Doutor Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, responde no vídeo abaixo, qual é o tempo de tentativas de engravidar que é considerado normal? E quanto tempo pode demorar para engravidar?
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Vídeo = Gravidez em mulheres com mais de 35 anos

Especialista reprodução humana, o médico Luiz Eduardo Albuquerque orienta no vídeo abaixo sobre a relação entre idade e gravidez, congelamento de óvulos e tratamentos para reprodução.
"Sabemos que 80% dos casais que tentam ter um filho engravidam dentro do período de um ano", explica. "Mas muitas mulheres se preocupam com a infertilidade só quando o problema realmente aparece", alerta o diretor clínico da Fertivitro.

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Altos níveis de colesterol podem dificultar gravidez

Altos níveis de colesterol podem reduzir a fertilidade de uma pessoa, de acordo com um estudo publicado recentemente no periódico The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism(JCEM).

A pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde, Universidade de Buffalo e Universidade Emory, nos Estados Unidos, constatou que mulheres demoram mais para engravidar se elas ou os maridos têm colesterol alto.
"Nossos resultados sugerem que quem deseja ter um filho precisa ter um nível de colesterol aceitável", diz Enrique Schisterman, coautor da pesquisa.


Participaram do estudo 501 casais que tentavam engravidar sem tratamento, de 2005 a 2009. Todos faziam parte de um estudo que examinava a relação entre fertilidade e exposição a produtos químicos e estilo de vida.

As mulheres tinham de 18 a 44 anos, e os homens, mais de 18 anos. Os participantes foram acompanhados até a gravidez ou um ano de tentativa.

A partir de amostras de sangue retiradas dos voluntários, os pesquisadores mediram o nível de colesterol livre, sem diferenciá-lo por frações como HDL e LDL, popularmente como colesterol "bom" e "ruim", respectivamente. A tese dos pesquisadores é de que o colesterol está relacionado à fertilidade por ser utilizado na produção de hormônios sexuais, como a testosterona e o estrogênio.

Os pesquisadores constataram que os casais que não conseguiam engravidar durante o estudo apresentavam as maiores concentrações. O alto nível de colesterol não só aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, como reduz as chances de um casal engravidar.
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Gravidez Após os 35 Anos

Atualmente grande parte dos casais optam por ter filhos após os 35 anos. Este período coincide com o declínio da fertilidade na mulher. A diminuição do potencial reprodutivo, reserva ovariana, é a conseqüência do envelhecimento natural dos ovários. O potencial reprodutivo da mulher diminui na 3ª década, tornando-se muito baixo na 4ª, mesmo que a função ovariana de produção hormonal, permaneça até a menopausa, ao redor dos 50 anos.

O declínio da fertilidade relacionado à idade da mulher é muito bem demonstrada pelo estudo da população rural do Senegal, cujas mulheres têm em média 7,9 filhos: em torno dos 25 anos a fertilidade é máxima, diminuindo, significativamente, após os 35 anos. Taxas de gestação menores, maior incidência de abortamento e de malformações congênitas refletem no envelhecimento e diminuição da qualidade do óvulo, ocorrendo gradual e naturalmente com a idade. Além disso, a possibilidade do aparecimento de doenças ginecológicas que diminuem a fertilidade, como infecções pélvicas e endometriose, aumenta com a idade, tornando a gestação uma tarefa mais difícil.
Gravidez Após os 35 Anos

Gravidez Após os 35 Anos


O potencial reprodutivo da mulher é chamado reserva ovariana. Está relacionado ao número de folículos primordiais presentes no ovário, que diminuem com a idade. Sendo limitado o valor preditivo da idade da mulher, isoladamente, para estimar as chances de gestação e de resposta aos tratamentos que envolvam indução da ovulação, pesquisa-se outros parâmetros que avaliem o potencial reprodutivo: são os testes de reserva ovariana. Dosagem de FSH Basal: Scott et al. em 1989 correlacionaram níveis de FSH aumentados no 3º dia do ciclo com chances significativamente menores de gestação.
Gravidez Após os 35 Anos


Em 1990, o mesmo grupo, demonstrou entre pacientes de mesma idade, pior performance reprodutiva quando o FSH basal é mais elevado e quando há grande variação na dosagem de FSH basal entre os ciclos .

Foi descrito por Navot e cols., em 1987, como "teste prognóstico de fecundidade feminina". É o mais empregado para avaliação da reserva ovariana em mulheres acima de 35 anos. O teste consiste na dosagem de FSH no 3º dia do ciclo, administração de citrato de clomifeno do 5º ao 9º dia do ciclo e dosagem de FSH no 10º dia. Se o FSH no 10º dia for maior que 15mUI/ml, a chance de gestação é muito baixa.

As pacientes que se beneficiam dos testes de reserva ovariana são aquelas com dificuldade de concepção aos 35 anos ou mais, com infertilidade sem causa aparente, com história familiar de falência ovariana precoce e aquelas que realizaram quimioterapia ou radioterapia pélvica.

A despeito da validade da avaliação da reserva ovariana, as pacientes com testes alterados têm significativamente menores taxas de gestação do que pacientes com testes normais. Esta informação é importante para o clínico orientar futuros tratamentos, bem como para o casal avaliar se deve ou não investir em tratamentos, adotar uma criança ou optar por uma vida sem filhos.

Sendo a qualidade do ovócito de mulheres climatéricas o principal fator relacionado a pobre performance reprodutiva, melhorar a qualidade do ovócito é o que tem sido proposto.

É uma técnica na qual os gametas femininos (óvulos) de uma doadora jovem são doados a uma mulher infértil (receptora), para que sejam fertilizados pelos espermatozóides do marido da receptora. A fertilização é realizada in vitro, e os embriões são transferidos para o útero da receptora (que tem o endométrio preparado para a implantação).

Esquema do procedimento doação de óvulos. Os óvulos são retirados da doadora e inseminados com os espermatozóides do marido da receptora. O embrião é transferido para o útero da receptora Os resultados de gestação publicados pela Red Latinoamericana de Reprodução Assistida, em 2003, referente a ciclos com ovócitos doados em pacientes com mais de 38 anos, mostram taxas de gestação similares àquelas de pacientes jovens, em torno de 36%. A utilização de óvulos doados é, atualmente, a melhor opção para pacientes com reserva ovariana diminuída, climatéricas e, também, para mulheres que já realizaram vários ciclos de fertilização in vitro e sem sucesso. Este procedimento, entretanto, deve ser muito bem esclarecido e entendido, pois envolve carga genética de outra mulher.

A criopreservação de tecido ovariano é uma técnica desenvolvida para manter a função reprodutiva de mulheres que necessitam fazer quimioterapia, radioterapia, cirurgia pélvica radical ou, simplesmente, desejam preservar a fecundidade. O princípio é simples, fragmentos de ovário são retirados dias antes da realização de procedimentos esterilizantes, sendo congelados em nitrogênio líquido e meios de cultura protetores. Após a cura da doença básica ou quando a mulher desejar engravidar, os gametas criopreservados podem ser utilizados. O autotransplante (retorno de fragmentos ovarianos à própria paciente) já foi descrito com sucesso e parece promissor. A maturação folicular em outro animal, e subseqüente fertilização in vitro, também já foi demonstrada. Outro avanço, ainda incipiente, é o desenvolvimento de sistemas in vitro para desenvolvimento e maturação de folículos primordiais.

Todas as opções e as dificuldades reprodutivas devem ser consideradas no aconselhamento, planejamento e acompanhamento das pacientes que desejam gestar em idades mais avançadas. Os avanços reprodutivos aumentaram as chances de gestação no climatério, e ampliaram o conhecimento dos riscos associados, tornando as gestações mais conscientes.
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Video = Idade máxima para a mulher engravidar por meio de reprodução assistida

Começam a valer as novas regras do Conselho Federal de Medicina para a gravidez assistida. A idade máxima para a mulher engravidar, por meio de reprodução assistida, passa a ser de 50 anos. Também foi estabelecida em 50 anos a idade máxima para doar esperma e 35 anos para doar óvulos. Vejam detalhes na matéria no video abaixo:
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Apresentadora Janine Borba Grávida participou do programa “Hoje em Dia” vestindo Moda Gestante da Zazou

A jornalista e apresentadora Janine Borba esta grávida, e foi convidada na quinta passada, para participar do programa "Hoje em Dia" da Chris Flores na Record, dando seu depoimento sobre sua gravidez através de novas técnicas de fertilização, e métodos que podem ajudar muitas mulheres a realizar o sonho da maternidade.

O legal também é que ela esta vestindo Zazou, com uma chique bata preta e uma calça jeans para gestante da nova coleção de outono 2013. Vejam só pela foto abaixo como ela ficou elegante.
Apresentadora Janine Borba Grávida participou do programa


Faça como ela, e se você também tem um evento importante para ir, que precisa estar bem vestida, dê uma passada antes na loja da Zazou, que tenho certeza que vai encontrar algo legal para vestir, com um caimento perfeito, e muito conforto, independente do tamanho de sua barriga, resultado de uma modelagem especializada própria que só a Zazou tem.
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Gravidez de gêmeos pode significar repouso ou parto prematuro e tempo na UTI

Para evitar riscos desnecessários, o Conselho Federal de Medicina limitou o implante de embriões de acordo com a idade da mulher. Já um projeto em análise na Câmara só permite a implantação de dois embriões, independente da idade da paciente.


A inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) podem ser a solução para casais que não conseguem gerar filhos de forma natural. As duas técnicas, no entanto, podem resultar em gestações múltiplas, de dois, três, quatro ou mais bebês. O problema é que a chamada gravidez gemelar pode representar perigo para a saúde das mães e, principalmente, para os próprios bebês.

No Brasil, não existem campanhas que expliquem os riscos da gravidez múltipla. Há mulheres que preferem ter gêmeos por fertilização só pelo desejo de ter dois filhos ao mesmo tempo ou por querer engravidar uma única vez. Muitas destas gestações não vão até o fim e podem originar bebês prematuros.
“Em uma gravidez de trigêmeos a maioria das crianças nasce em torno de 32, 33 semanas de gravidez [uma gestação normal vai até 39, 40 semanas]. Com quadrigêmeos, metade aborta e metade nasce muito antes de 30 semanas”, diz o ginecologista Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e dono de uma clínica de reprodução em Brasília.


O coordenador da Câmara de Reprodução Assistida do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, concorda. “É um grande risco para mãe e feto. A gravidez múltipla é uma gravidez de alto risco”, alerta.
“Não é incomum no consultório a gente receber pacientes querendo a gravidez gemelar. Elas dizem: 'Eu vim para fazer reprodução assistida para ter gêmeos, eu quero economizar uma barriga'”, conta a doutora Carla Martins, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução assistida e dona de outra clínica em Brasília. “A gravidez gemelar é uma consequência da técnica, não um objetivo a ser atingido, porque gravidez de gêmeos implica uma gravidez mais complicada, com riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.”


A psicóloga Michelle Diniz recorreu a uma clínica de Reprodução Assistida porque tinha dificuldade de manter a gravidez. A ideia era “produzir” bebês gêmeos para que aumentasse a chance de o útero da paciente sustentar um dos fetos. Com 34 anos na época, Michelle engravidou de trigêmeos. Os bebês nasceram com 26 semanas e apenas um sobreviveu.

Ela conta que o médico só lhe avisou dos riscos de sequelas ocasionados pela prematuridade depois que os trigêmeos nasceram. “Eu levei um susto. Foi aí que o médico, pela primeira vez, falou de todos os problemas que eles poderiam ter. Até então, eu nunca tinha sido avisada.”

De acordo com o coordenador da UTI neonatal do Hospital Santa Lúcia, o mais antigo serviço do Centro-Oeste, Nélson Diniz de Oliveira, apesar dos cuidados tomados pelos profissionais, as sequelas de um bebê prematuro extremo podem mesmo ser diversas. “A sequela vai depender do dano ocasionado. Se é em consequência de falta de oxigênio, processo infeccioso, meningite neonatal ou hemorragias intracranianas... Poderemos ter crianças que vão apresentar dificuldades ao longo de toda a sua vida. Cognitivas, motoras, auditivas, visuais”, enumera.

O caso de Gina Carla foi diferente. Ela passou por quatro fertilizações sem sucesso. Na quinta tentativa, dois dos três embriões implantados no útero se desenvolveram e o casal de bebês nasceu bem. Gina teve os bebês na 39ª semana de gravidez, algo raríssimo no caso de gêmeos.

Para evitar gestações múltiplas, em 2010, o Conselho Federal de Medicina (CFM) limitou o número de embriões a ser implantados, de acordo com a faixa etária. Em mulheres de até 35 anos só podem ser implantados 2 embriões; pacientes de 35 a 40 anos podem receber 3; e, apenas em mulheres acima de 40 anos, podem ser implantados quatro embriões.

Já o Projeto de Lei 1184/03, em análise na Câmara, limita a dois o número de embriões a ser transferidos, independente da idade da paciente. O presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Adelino Amaral, critica a proposta. Segundo ele, em mulheres mais velhas é necessária a transferência de até quatro embriões para que haja chances de um deles se desenvolver. “A chance de uma mulher com mais de 40 anos engravidar com dois embriões é muito pequena. Quase nula.”

Essa também é a opinião do deputado João Ananias (PCdoB-CE). “Para mulheres acima de 40 anos, o risco de não dar certo com a implantação de apenas dois óvulos é muito grande.”

Mas o deputado João Campos (PSDB-GO), relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, defende o limite. “Apesar de teses nessa direção, nós assistimos em data recente a mulheres com idade superior a 50 anos e que tiveram êxito.” O parlamentar, no entanto, admite a possibilidade de mudar de ideia após ouvir especialistas sobre essa restrição.

O parlamentar propôs a realização de uma audiência pública sobre o assunto para ouvir os diversos segmentos envolvidos nesse processo antes de votar o projeto. O presidente da SBRA quer participar do debate para pedir a rejeição do PL 1184/03 e a aprovação do PL1135/03, do ex-deputado José Pinotti, que tramita apensado e é mais parecido com a resolução do Conselho Federal de Medicina.

Se a CCJ aprovar o PL 1184/03 como está, João Ananias, que também é médico, pretende apresentar emendas para alterar o projeto no Plenário.
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Testes revolucionários preveem as chances de sucesso das gestações decorrentes de fertilização in vitro

Os mais avançados laboratórios de tecnologias de reprodução humana assistida estão voltados para a pesquisa de novos métodos para identificar os melhores embriões e o momento em que o endométrio, a mucosa que reveste o útero, está mais propício para recebê-los. Essas são as duas últimas fronteiras vislumbradas pelos especialistas para aumentar as chances de sucesso dos tratamentos de infertilidade.
Testes revolucionários preveem as chances de sucesso das gestações decorrentes de fertilização in vitro


Atualmente, técnicas sofisticadas como a injeção de espermatozoides morfologicamente selecionados (chamada de Super-ICSI, a técnica amplia uma imagem em 6,3 mil vezes) garantem aos especialistas condições de descobrir melhores gametas masculinos para colocá-los diretamente dentro do óvulo. A associação desse e de outros métodos já permite avançar até a fase de gerar embriões na quase totalidade dos casos. O problema é que nem todo embrião obtido no laboratório consegue se fixar dentro do útero e se desenvolver até o final da gestação. Por isso os médicos estão buscando meios de selecionar o mais apto entre todos e identificar o momento mais adequado para levá-lo da incubadora para o interior do útero, esforços que aumentam efetivamente a chance de a gravidez se desenvolver até o fim.

Um dos recursos mais recentes para enfrentar esse desafio é o teste para avaliar o endométrio criado pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, centro europeu com presença em 23 países. Realizado no 21º dia do ciclo fértil da mulher e antes de iniciar o tratamento, o novo exame avalia a expressão de mais de 200 genes associados à maior receptividade desse tecido ao embrião. O objetivo é determinar o momento em que o endométrio alcança as melhores condições para a fixação do embrião, uma etapa essencial para a gestação prosseguir. Inicialmente, esse teste foi criado para mulheres que sofriam com sucessivas falhas na fase de implantação de embriões de boa qualidade, mas a tendência é de que possa ser aplicado a todas as mulheres. A previsão é de que o teste comece a ser feito no País em janeiro. Outros grupos de pesquisadores também estão à procura de marcadores endometriais com a mesma finalidade.

Conhecer o metabolismo dos embriões é outra linha de pesquisa que cresce. Descobriram que a presença de algumas moléculas nesse meio de cultivo pode revelar quais os embriões com melhores chances de sobrevivência. Os estudos têm mostrado que é possível subir as taxas de sucesso com a transferência para o útero de um único embrião de 25% até um patamar superior a 90% em alguns casos. É um passo importante para reduzir o número de gestações múltiplas. O trabalho foi patrocinado pelo laboratório Merck-Serono e ainda não foi publicado em revistas especializadas, mas é considerado um avanço por outros cientistas. A Universidade Estadual de Campinas também realiza estudos com meios de cultivo com o objetivo de elevar as possibilidades de sucesso de gravidez. O que se espera é conseguir corrigir alterações do metabolismo do embrião adaptando esse meio de cultivo.

Outra forma de monitorar os embriões são as incubadoras que registram seu desenvolvimento em imagens a cada 15 minutos. O processo começa no primeiro dia para avaliar sua velocidade de multiplicação celular. Esse acompanhamento ajuda a predizer quais serão os embriões que evoluirão de maneira saudável e os que provavelmente pararão de crescer entre o terceiro e o quinto dia, em geral por causa de alterações cromossômicas (estruturas organizadas do DNA e proteínas que guardam genes). A informação é extremamente útil porque, muitas vezes, os médicos precisam transferir os embriões da incubadora para o útero antes do quinto dia.
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Video = Quem tem SOP (síndrome de ovários policísticos) só consegue engravidar com estimulação ovariana?

Quem tem SOP (síndrome de ovários policísticos) só consegue engravidar com estimulação ovariana?

Veja a resposta com um especialista no vídeo abaixo.


Veja também neste outro vídeo abaixo como é feito o diagnóstico de síndrome de ovários policísticos? Basta exame de ultrassom?
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Video = Infertilidade e a Reprodução Humana

No video abaixo do programa Bom D+ fala sobre Reprodução Humana com o especiaistas Dr. Adilson Carlos Gomes.
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Brasil entra na rota do turismo da fertilidade

Nos últimos anos, o Brasil entrou na rota do chamado turismo da fertilidade, o setor que atende estrangeiros que cruzam a fronteira de seus países para ter acesso a tratamentos para ter filhos em outros lugares. O fenômeno é observado em diversos países europeus, sobretudo a Espanha, onde algumas clínicas de fertilização mais parecem resorts cinco estrelas. Estatísticas globais são desconhecidas, mas estima-se que só na Europa mais de 20 mil mulheres cruzem as fronteiras de seus países com o objetivo de voltarem grávidas. De 35% a 40% dessas europeias vão à Espanha segundo a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE na sigla em inglês). E nos últimos anos, as clínicas espanholas têm registrado um aumento de clientes não-europeus, inclusive brasileiras, o que ajudou a animar uma das mais conhecidas, o Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) a abrir duas filiais no Brasil.
Brasil entra na rota do turismo da fertilidade
No Brasil, as clínicas especializadas em fertilização in vitro e outras técnicas de reprodução assistida vêm recebendo um número crescente de pacientes estrangeiros, principalmente (embora não apenas) de origem africana, que procuram o Brasil para realizar o sonho da maternidade ou paternidade. Segundo especialistas haveria dois atrativos para as africanas: a qualidade das clínicas privadas brasileiras e o idioma comum. O Brasil tem mais de 100 clínicas especializadas em medicina reprodutiva e profissionais de boa reputação.
“Em geral essas pacientes vêm de países em que não há boas clínicas”, explica Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
Além disso, a maioria é proveniente de países cujo idioma é o português, como Angola e Moçambique e o fato de poderem falar na sua língua com o médico e as enfermeiras é algo que ajuda a explicar porque escolheram o Brasil. Outro atrativo do país é baixo custo dos procedimentos se comparado com os valores cobrados por clínicas europeias e americanas, por exemplo. No Brasil, um procedimento de fertilização in vitro custa por volta de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Nos países desenvolvidos, em geral, se paga o dobro.
A busca por custos mais baixos também é uma das motivações de americanas e canadenses que nos procuram, diz Silvana Chedid, diretora da clínica Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) em São Paulo.
Ela explica que o fator preço também contribui para que brasileiras que moram no exterior e são casadas com estrangeiros optem por voltar para o país para fazer o tratamento na hora de ter filho. O Brasil também tem enviado algumas pacientes para outros lugares, principalmente para a Espanha em geral quando há problemas para encontrar doadoras de óvulos no país. Dzik diz já ter encaminhado pessoalmente algumas brasileiras para o país europeu. Segundo Chedid, em sua clínica esse encaminhamento ocorre nos casos em que a receptora não consegue encontrar um fenótipo específico de doadora no Brasil.
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Video = Mitos e Verdades da Gestação Tardia

Vejam no vídeo abaixo do programa JP Online, em que a apresentadora Luciana Ferreira recebe em nossos estúdios o Dr. Gustavo Kroger, especialista em reprodução humana, para falar sobre os mitos e verdades da gestação tardia.
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Video = Problemas de saúde que levam à dificuldade para engravidar

No vídeo abaixo a professora de Medicina Social da UERJ Marilena Corrêa, fala sobre os problemas de saúde que levam à dificuldade para engravidar, e até que ponto o SUS atende a esses casos.
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Feng Shui = Veja 12 Símbolos e Imagens para Conseguir Engravidar

Boa parte das mulheres sonha em ser mãe, cuidar, educar e aprender junto com um filho. Enquanto algumas são surpreendidas com a chegada do bebê, outras têm dificuldade para engravidar. E este post é para estas, com alguns símbolos e imagens, que segundo o Feng Shui ajudam a conquistar esse objetivo.
Feng Shui = Veja 12 Símbolos e Imagens para Conseguir Engravidar
1) Ovos: Este é o símbolo da criação, do nascimento e da renovação. A iniciação nos mistérios femininos é vista como um renascimento, análogo ao ato de sair da casca. O círculo, o ovo e o ventre são símbolos da plenitude misteriosa da gestação e da criação. 2) Lua: Representa as emoções, sentimentos e a fecundidade. A Lua representa a força feminina. A mulher que ama e gera. A Lua está ligada à força das mães e da gravidez. 3) Coelhos: Os coelhos estão ligados a geração de filhos e gravidez porque têm muitos filhotes. Esse é um símbolo de fertilidade incansável. Sua multiplicação é espantosa. 4) Arvore com frutos: A árvore é um símbolo universal de vida e crescimento. Árvores com frutos são um símbolo de progresso, crescimento e aumento da família ou gravidez. 5) Cegonha: Essa ave é conhecida por trazer o bebê na ponta do bico. Ela é a mensageira das boas novidades. Altamente fértil e bem vinda. 6) Bebês: Quem não ama ver a imagem de um bebê sorrindo? A figura de bebês ajuda a estimular a vontade de engravidar. 7) Mulher grávida: A imagem de uma mulher gravida, com seu filho no ventre é a cena do milagre da vida. Estas imagens devem estimular quem deseja ser mãe, pois ajuda a entrar em sintonia e engravidar. 8 ) Cosme e Damião: Santos protetores das crianças. Muitas mulheres fazem promessas e novenas aos meninos santos para receberem a benção da gravidez. 9) Sapatinhos de bebê: Há muitas simpatias para engravidar. Muitas mulheres compram sapatinhos de bebê na cor rosa ou azul para atrair um filho. O que importa e a vontade de ser mãe. 10) Trezena de Santo Antônio: Além de casamenteiro, Santo Antônio é também protetor da família, das grávidas e das mulheres que querem engravidar. É comum realizar a trezena de Santo Antônio para conseguir este objetivo. 11) Santa Sara: Santa protetora dos ciganos. As ciganas que não conseguem engravidar fazem promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, fariam uma noite de vigília e depositariam um lenço em seus pés como oferenda. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam essa graça. 12) Nossa Senhora: Mãe das mães. Há muitas Nossas Senhoras que protegem quem quer engravidar: Nossa Senhora do Leite, Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora do Bom Parto. A novena de Nossa Senhora do Ó, a santa que aparece gravida, é uma das mais fortes feitas pelas fiéis.
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Video = Tecnologias para Reprodução Assistida

Veja no video abaixo uma entrevista com a presidente da REDLARA, Mª do Carmo Borges de Souza, que fala sobre a evolução e a segurança das técnicas de reprodução assistida.
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Video = Tratamento de Infertilidade & Gravidez Multiplas

Veja no vídeo abaixo uma entrevista com dicas do Dr. Marcus Bessa, que é um Ginecologista e especialista em Reprodução Humana, que fala da gravidez multipla comum nestes casos.
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Endometriose é a principal causa de infertilidade

Estima-se que cerca de 6 milhões de mulheres sofrem de endometriose no Brasil. O problema é a principal causa de infertilidade e dor pélvica e seu diagnóstico pode demorar até sete anos por causa da falta de informação dos médicos e das pacientes, além da dificuldade do acesso aos serviços de saúde no país.
Problemas para urinar e evacuar no período menstrual, dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar são sinais de alerta para a endometriose. Para diagnosticar a endometriose, é feita a laparoscopia com inspeção direta da cavidade e visualização dos implantes, sem necessidade de biópsia. O foco principal do tratamento medicamentoso é a manipulação hormonal com intenção de produzir uma “pseudo gravidez”, “pseudo menopausa” ou anular a ovulação, criando um ambiente inadequado para o crescimento e manutenção dos implantes da endometriose. Há também a possibilidade do tratamento cirúrgico, com cauterização dos focos, processo que se mostrou eficaz para o tratamento de infertilidade secundária à endometriose. Esse tratamento é indicado quando os sintomas são graves ou quando não houve melhora com tratamento empírico com contraceptivos orais ou progestágenos.
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Video = O Avanço da Reprodução Humana

Queria trazer hoje um vídeo que aborda o avanço da Reprodução Humana no Brasil, com informações de especialistas no tema. O primeiro bebê de proveta na Inglaterra há mais de 30 anos. De lá pra cá, o tema deixou de ser novidade para se transformar em uma grande esperança para milhares de casais. Técnicas como doação de material reprodutivo humano, congelamento de óvulos, embriões e sêmem ajudam a engravidar quem não consegue naturalmente.
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Análise de cromossomos identifica problemas de fertilidade

Quando o assunto é fertilidade, muitas das dificuldades encontradas pelos casais podem estar relacionadas a alterações genéticas. Para saber se os problemas têm relação com isso, ou até mesmo para assegurar uma gravidez saudável, os médicos de clínicas de fertilização costumam pedir uma avaliação genética ao casal.
O exame do cariótipo, que é o conjunto de cromossomos do indivíduo, é normalmente solicitado a todos os casais que passarão por um processo de reprodução assistida., pois ele é a nossa identidade genética. A avaliação consiste em um exame de sangue simples, que pode ser feito mesmo em laboratórios gerais. Existem alterações de cariótipo em geral que atingem 10% de todos os casais. A probabilidade é muito alta. A anormalidade do cariótipo indica uma maior possibilidade de o casal gerar espermatozoides ou óvulos alterados. Se isso acontecer, o casal poderia apresentar dificuldades para engravidar, sofrer com abortamentos consecutivos ou gerar filhos com determinadas doenças hereditárias, como a síndrome de Down. Uma vez verificada essa alteração, o casal é encaminhado ao aconselhamento genético. O geneticista estabelecerá qual o risco de ele ter problemas, não só na gravidez, mas também no nascimento. Muitos casais às vezes desistem e resolvem optar por uma doação de óvulos ou espermatozoides. Outra possibilidade é realizar uma avaliação genética dos próprios gametas. Para muitos desses casais, a gente faz uma análise dos 23 cromossomos, para transferir somente o embrião que não tenha alteração genética. É uma forma também de tratar essa alteração, diagnosticando o embrião que está normal e transferindo apenas ele. Dessa maneira, eliminam-se as chances de doenças hereditárias e diminui-se a chance de abortamento. Um dos casos muito comuns que pode ser detectado por cariótipo é a azoospermia, quando não o homem não possui espermatozoides ejaculados. Esse caso pode ser detectado 20% das vezes por cariótipo. Uma de suas possíveis causas é a síndrome de Klinefelter. Os homens afetados por essa doença apresentam um cromossomo X a mais. Os tratamentos indicados a eles são a captura dos espermatozoides dentro do testículo ou, normalmente, a opção pelo uso de um doador de esperma. Já nas mulheres, uma das doenças que podem ser detectadas pelo cariótipo é a síndrome de Turner. Esse é o nome dado à anomalia genética de mulheres que apresentam perda de um cromossomo X. Essas mulheres têm um baixo desenvolvimento do ovário, o que faz com que elas costumem apresentar problemas de fertilidade. Elas costumam ter de recorrer à doação de óvulos. Também detectadas pelo exame são as translocações, quando parte do cromossomo vai para um lugar errado. Elas formam embriões com alterações genéticas. Por isso, pacientes com translocações costumam apresentar abortamentos. A solução para o caso seria a seleção do embrião feita pela biópsia embrionária.
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Video = Serviço gratuito de fertilização

Veja no vídeo abaixo uma reportagem que mostra o Centro de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington em Sâo Paulo, que ajuda gratuitamente mulheres a realizarem o sonho da maternidade.
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Gravidez depois dos 40 exige cuidados especiais

Toda mulher tem um período fértil que deve ser respeitado. E, diferentemente do homem, as mulheres perdem seu estoque de óvulos e se tornam menos férteis com o passar dos anos. Quando uma mulher com mais de 40 anos decide engravidar, suas chances de sucesso sem auxílio da medicina são bem mais baixas. As alternativas terapêuticas devem analisadas caso a caso e podem variar desde um simples controle ultrassonográfico, para monitorar o período mais favorável para se ter relações sexuais, até tratamentos mais complexos, em que pode ser necessário recorrer a óvulos doados. Mas vejam só uma nova estratégia que foi recém-publicada na revista científica Reproductive BioMedicine Online.
"Após analisar 1.182 ciclos de fertilização in vitro em 724 pacientes, pesquisadores do Instituto Valenciano de Infertilidad, grupo espanhol com grande experiência no congelamento de óvulos, verificaram que as taxas de gravidez em mulheres com má resposta à estimulação dos ovários com injeções eram o dobro quando se acumulava e congelava os óvulos", explica o médico Marcos Höher, do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre.
Mulheres que faziam várias tentativas de fertilização in vitro, mesmo com poucos óvulos e situadas na faixa etária depois dos 40, acabavam tendo uma taxa de desistência maior e resultados inferiores. Depois dos 40 anos, devido à frequente diminuição na quantidade e na qualidade dos óvulos, os tipos de medicação e suas respectivas doses costumam ser adaptadas de acordo com a "reserva ovariana" disponível.
"Um avanço da medicina reprodutiva para fazer esta avaliação é a dosagem do hormônio antimülleriano, por meio da coleta de uma amostra de sangue", diz Marcos Höher.
Esse exame tem contribuído na avaliação da quantidade de óvulos remanescentes. Também tem ajudado na escolha do tratamento mais adequado. Para mulheres com mais de 35 anos, recomenda-se agilidade na investigação de sua fertilidade, o que, em geral, acaba não acontecendo. Infelizmente, o que se vê na prática são casais deixando para engravidar cada vez mais tarde. A postergação no início dos tratamentos acaba levando a chances progressivamente menores de se obter uma gravidez. Diante disso, é comum que, após algumas tentativas frustradas, os casais desistam ou não aceitem as alternativas que a ciência coloca à disposição, como é o caso da doação de gametas. São opções de tratamento tidas muitas vezes como um último recurso e que não são aceitas por todos os casais. Porém, a maioria dos que encontram condições físicas, emocionais e financeiras para suportar as tentativas necessárias acaba sendo recompensada com a conquista do seu objetivo e, mais cedo ou mais tarde, tem o seu bebê.
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Casal nos EUA espera 4 filhos, depois que mulher e mãe de aluguel engravidam de gêmeos

Vejam só que estranho este caso de um casal americano que tentou ter filhos por dez anos agora espera quatro bebês, já que a mulher engravidou de gêmeos ao mesmo tempo que a mãe de aluguel que havia implantado seus embriões.
Casal nos EUA espera 4 filhos, depois que mulher e mãe de aluguel engravidam de gêmeos
Após duas tentativas fracassadas de fertilização in vitro (FIV) e um aborto natural, Misty e Brian Baker se diziam exauridos, tanto no aspecto financeiro, como emocional e físico, quando a amiga Amber Pluckebaum, que já tinha dois filhos, se ofereceu para ajudar.
"Quando ela disse estar disposta (a ser mãe de aluguel), me pareceu tão perfeito e natural", disse Misty ao canal de TV RTV6.
m outubro do ano passado, o médico responsável pelo procedimento sugeriu que, além de implantar os embriões do casal no útero da amiga, Misty também tentasse a FIV uma última vez.
"Eu acho que ela (Misty) pensou: 'Claro, por que não? Mas não vai funcionar para mim. Nunca funciona'", disse o médico William Gentry.
Gentry selecionou dois embriões mais saudáveis para Amber e quatro de menor qualidade para Misty. A notícia de que ambas estavam grávidas de gêmeos surpreendeu a todos, inclusive ao médico.
"Nunca as duas ficam grávidas de gêmeos ao mesmo tempo. Nunca vi isso antes", disse Gentry ao canal de TV local.
Segundo ele, Misty achou que a amiga ia ser bem-sucedida, então relaxou e acabou, finalmente, conseguindo engravidar.
"Nós realmente acreditamos que ela (Amber) era o pedaço do quebra-cabeça que estava faltando, não só para que tenhamos as crianças que ela está esperando por nós, mas também esses dois", disse o futuro pai Brian à RTV6, enquanto passava a mão na barriga de Misty.
As duas amigas tiveram que passar a gravidez separadas, já que Misty e Brian se mudaram para Seattle, enquanto Amber e o marido, que também se chama Brian, continuaram a viver em Kokomo, Indiana, a 3 mil quilômetros de distância. Complicações no início da gravidez impediram que as duas viajassem, então Misty vem mantendo contato com Amber via Skype e telefone, enquanto seu marido visitou a mãe de aluguel algumas vezes. Os bebês que vão nascer em Seattle, um menino e uma menina, vão se chamar Connor e Hope, que quer dizer esperança; os nomes das gêmeas que nascerão em Indiana, duas meninas, serão Madison e Victoria. Amber e o marido dizem que sempre terão uma ligação especial com as duas meninas, mas com filhos de seis e quatro anos, eles brincam que estão felizes por não ter mais que acordar de madrugada ou trocar fraldas. Os quatro bebês têm data prevista para nascimento em junho, mas os médicos acham que o parto deve acontecer antes disso.
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Tabelinha pode ser usada por quem quer engravidar X Calculadora online gratuita do período fértil

Como este Blog é muito frequentado por não apenas as mulheres que já estão grávidas, mas também aquelas que querem ficar e estão planejando isto, gostaria de dar ma ajuda e contar de que a tabelinha, que é uma técnica simples e bem conhecida dos casais, pode parecer simples mais é a fundamental para quem quer engravida (ou nao). Mas ela nada mais é do que o cálculo do período fértil da mulher, de acordo com as datas do seu ciclo menstrual. Apesar de o método ser mais conhecido por quem quer evitar uma gravidez indesejada, ele também é usado quando uma mulher está tentando ter um filho, de forma natural ou quando tem sua ovulação estimulada por meio de um tratamento hormonal. Respeitando as melhores datas da tabela, ela pode aumentar as chances de gravidez. Por isto se o intuito é engravidar, o cálculo é feito para encontrar o momento provável da ovulação (período fértil da mulher). Com isso, aumenta a chance de as relações sexuais resultarem em gravidez. Mas sempre lembrando de que esta técnica depende de uma regularidade do ciclo menstrual, pois o cálculo é baseado na duração do ciclo, período que compreende o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e a véspera do próximo período menstrual. Normalmente, o intervalo entre um ciclo e outro varia entre 28 a 30 dias. Por exemplo, se o intervalo for de 30 dias, estima-se que a ovulação ocorra por volta do 15º dia do ciclo, mas sempre contando a partir do primeiro dia da menstruação. Com uma margem de erro de três dias, para mais e para menos, há um período de sete dias que corresponde à semana fértil da mulher.
Tabelinha pode ser usada por quem quer engravidar X Calculadora online gratuita do período fértil
Para ajuda-la nisto a Zazou disponibiliza em nosso site uma calculadora online gratuita do período fértil em: www.zazou.com.br/home/default.asp?id=calculadoras&pg=ovulacao Os especialistas afirmam que a chance de engravidar usando somente esse método é de aproximadamente 15% a 25% ao mês. Sendo que essa taxa é cumulativa, ou seja, após um ano, 80% dos casais terão engravidado normalmente. Logicamente de que esses índices, no entanto, variam de acordo com a idade da mulher. Quanto mais velha, menores são as chances de gravidez. Além disto, a tabelinha pode ser usada também por casais que estão contando com ajuda médica para engravidar. Após um ano de tentativas sem sucesso, tendo relações regulares sem usar qualquer método anticoncepcional, o casal deve ser submetido a uma rotina de exames para verificar a fertilidade conjugal. O especialista deverá, então, indicar a estratégia mais adequada para resolver o problema específico daquele casal. A técnica mais simples, conhecida como relação programada, nada mais é do que a união da tabelinha com a estimulação ovariana por meio de hormônios. Dessa forma, a mulher poderá produzir mais óvulos, e terá maiores chances de engravidar. Dentro de um grupo que está há menos de um ano tentando, o uso de medicamentos é indicado somente quando há diagnóstico de um distúrbio hormonal feminino. Nesses casos, as mulheres não menstruam regularmente e precisam equilibrar o ciclo com a ajuda de indutores para que ocorra a gravidez.
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Quais são minhas chances de ter gêmeos, fazendo um tratamento de reprodução assistida?

Em 2011, mais de 10 mil mulheres ficaram grávidas graças a um tratamento de fertilização in vitro (FIV) no Brasil. Dessas, pelo menos 2.500 tiveram gêmeos, trigêmeos ou até quadrigêmeos, o que dá uma média de 25%. E muitas foram clientes da Zazou, por isto resolvi trazer o assunto para este nosso blog, até por que esse número ainda é alto quando se considera que, de forma natural, apenas uma em 88 gestações resulta em gêmeos, 1,1% do total. Os dados são da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. E de acordo com a entidade, a popularização das técnicas de fertilização teve impacto direto no número de múltiplos no país. No mundo todo, o aumento do nascimento de gêmeos é impactado pela decisão das mulheres de adiar a maternidade. As “mamães tardias” são responsáveis pelo aumento de um terço na taxa de gemelaridade. O restante do aumento é explicado pelo uso de drogas para infertilidade e de alguns tratamentos para engravidar. Um estudo recente sobre o tema, que fez uma retrospectiva de sete anos de um programa de fertilização in vitro com base em grande estimulação ovariana e na transferência de um único embrião, mostou a ocorrência de gêmeos monozigóticos (também chamados de idênticos ou univitelinos) foi de 1,01% em 14.956 gestações clínicas. A cultura de blastocistos foi associada a um risco significativamente maior de gêmeos, enquanto o congelamento de embriões e a fertilização empregando a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) não influenciou na incidência de gêmeos.
“Tratamentos de infertilidade que promovem um aumento da ovulação podem conduzir ao nascimento de gêmeos, trigêmeos ou mais múltiplos. É importante dizer que nem todos os tratamentos de infertilidade ‘vêm com este risco aumentado’, mas a maioria pode expor o casal a este risco”, esclarece o ginecologista Jonathas Borges Soares, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.
Vejam abaixo a lista dos medicamentos e tratamentos que podem levar ao nascimento de gêmeos com mais freqüência: • Uso de Clomid; • Uso de Femara; • Uso de Gonadotrofinas (também conhecido como injetáveis) como Gonal-F e Follistim; • Inseminação intra-uterina, quando utilizada junto com medicamentos para infertilidade; • Fertilização in vitro. O emprego dos medicamentos Clomid e Femara têm a menor taxa de gêmeos, variando de 5 a 12%. A taxa de trigêmeos e de múltiplos de ordem superior é inferior a 1%. Já as gonadotrofinas, se usadas com ou sem inseminação intra-uterina, têm a maior taxa de gêmeos. Segundo alguns estudos, até 30% das gestações concebidas com gonadotrofinas levam a múltiplos. A maioria destas gravidezes são gestações gemelares, mas até 5% são de triplos ou gravidezes de ordem superior.
“Contrariamente à crença popular, o tratamento de fertilização in vitro não é a principal fonte de triplos e de gravidezes de ordem superior. Os últimos dados recolhidos pelo CDC, Centers for Disease Control, nos Estados Unidos, indicam que a taxa de trigêmeos, em 2009, foi de cerca de 3,6% para as mulheres com idades entre 35 e 40 anos”, observa o ginecologista Jonathas Soares.
Ainda segundo o órgão americano, gêmeos oriundos da fertilização in vitro são relativamente comuns, com a taxa mais elevada para as mulheres com menos de 35 anos, algo em torno de 33,4%, em 2009. Já a taxa de fertilização in vitro para gêmeos é menor para as mulheres com mais de 35 anos de idade, provavelmente devido à diminuição da taxa de sucesso global dos tratamentos de infertilidade, relacionada à idade da mulher. Tratamentos de infertilidade não são a única causa para o nascimento de gêmeos. A seguir, o diretor do Projeto ALFA enumera outros fatores que aumentam as chances de nascimento de múltiplos: 1) Idade da mulher: As mulheres com mais de 30 têm um risco aumentado de ter gêmeos. Isso ocorre porque o hormônio FSH aumenta à medida em que a mulher envelhece. O FSH, hormônio estimulante do folículo, é responsável pelo desenvolvimento dos óvulos nos ovários, antes de serem liberados. Níveis mais elevados de FSH são necessários quando uma mulher envelhece, pois os óvulos requerem mais estímulos para crescer do que em uma mulher mais jovem. Esta situação é um pouco ambígua, visto que os níveis de FSH aumentaram também devido à diminuição da fertilidade. Nestes casos, muitas vezes, os folículos reagem com mais agressividade aos níveis mais elevados de FSH, e dois ou mais óvulos são liberados, resultando em uma gravidez de gêmeos. 2) História familiar: Se você tem gêmeos fraternos (não-idênticos) na sua família, suas chances de conceber gêmeos aumentam. Uma história familiar de gêmeos idênticos não significa, contudo, aumento do risco de gêmeos. Uma história de gêmeos no lado feminino da família indica uma maior probabilidade de ovular mais de um óvulo por ciclo. Uma história de gêmeos fraternos do lado masculino indica uma maior probabilidade do homem produzir espermatozóides suficientes para fertilizar mais de um óvulo. 3) Peso: As mulheres obesas, com IMC acima de 30, são mais propensas a conceber gêmeos do que mulheres com IMC normal. Esta é outra situação ambígua, uma vez que mulheres acima do peso também são mais propensas a apresentarem dificuldades para conceber. O excesso de gordura leva o corpo a produzir quantidades cada vez maiores de estrogênio. O aumento dos níveis de estrogênio pode levar à uma maior estimulação dos ovários, que ao invés de liberar apenas um óvulo durante a ovulação, podem liberar dois ou mais. 4) Altura: As mulheres mais altas que a média têm um risco aumentado de conceber gêmeos. Um estudo descobriu que mulheres com média de 164,8 centímetros de altura tinham maior probabilidade de conceber gêmeos do que as mulheres com média de 161,8 centímetros. Por que isso acontece? Ainda não sabemos, mas uma teoria é que uma melhor nutrição, o que pode levar uma estatura maior, pode estar por trás do aumento da taxa de gêmeos. 5) Número de filhos: Os gêmeos são mais comuns em mulheres que já engravidaram mais vezes e têm famílias grandes; 6) Raça: As mulheres negras são mais propensas a conceber gêmeos do que as mulheres brancas. As asiáticas são as menos propensas a conceber gêmeos. 7) Amamentação: As mulheres que engravidam durante a amamentação são mais propensas a conceber gêmeos. É verdade que a amamentação também pode afetar a fertilidade e prevenir a gravidez, especialmente nos seis primeiros meses de vida do bebê, caso ele se alimente exclusivamente de leite materno. No entanto, é possível engravidar durante a amamentação. E de gêmeos! Um estudo verificou que a taxa de gêmeos é de 11,4% entre as mulheres que amamentam, em comparação com apenas 1,1% em mulheres que não amamentam. 8 ) Dieta: Embora muitas pesquisas sobre este tema ainda estejam em curso, alguns estudos descobriram que mulheres que consomem mais produtos lácteos são mais propensas a conceber gêmeos. Uma teoria é que os hormônios de crescimento dado às vacas possam afetar os níveis hormonais em humanos. E qual seria as chances de ter gêmeos idênticos? A maioria das gestações múltiplas concebidas via tratamentos de infertilidade são de gêmeos fraternos. Os tratamentos de infertilidade aumentam o risco de ter gêmeos idênticos. De acordo com um estudo sobre o tema, os gêmeos idênticos representam 0,95% das gestações concebidas após o tratamento. Isso é o dobro do risco da população em geral. Não está claro porque os tratamentos de infertilidade levam ao nascimento de mais gêmeos idênticos. Uma teoria é que os embriões colocados em cultura durante a FIV aumentam o risco de geminação de idênticos. Outra teoria é que os tratamentos com gonadotrofinas levem ao aumento do risco de gêmeos idênticos. E as chances de ter gêmeos? Suas chances de ter gêmeos dependerão não apenas do uso de medicamentos para infertilidade, mas também da sua história familiar, raça, idade e de muitos outros fatores. Esses fatores “agem juntos”. Em outras palavras: uma mulher alta com uma história familiar de gêmeos fraternos têm mais chances de conceber gêmeos durante tratamentos de infertilidade do que uma mulher mais baixa, sem qualquer história familiar de gêmeos. Suas chances de conceber gêmeos também são afetadas pela causa específica da sua infertilidade. Uma mulher jovem com óvulos mais saudáveis têm mais chances de conceber gêmeos que uma mulher com mais de 40 anos, cujos óvulos apresentam uma qualidade mais comprometida. As taxas de gêmeos e múltiplos também variam em cada clínica de fertilidade. Taxas de gêmeos diferem com base em como cada clínica controla a estimulação da ovulação e de quantos embriões elas transferem durante a FIV. E mesmo que o seu médico decida tentar a transferência de um único embrião, você ainda pode conceber gêmeos idênticos.
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Gravidez após os 40 anos = Como Lidar Com Situações de Dificuldade de Engravidar & Depressão Pós-Parto

Algumas mulheres preferem ter filhos após 35-40 anos. Existem vários motivos e hipóteses. Entre eles, o fato de trabalhar muito, investir na carreira profissional, se realizar profissionalmente, o que pode ser um sonho aliado ao de ser mãe. Vemos isto bastante nas lojas da Zazou entre nossas clientes, por isto resolvemos trazer o assunto para destaque aqui. Queria então trazer a visão da professora e escritora Maria Madalena sobre o tema, em que para começar ela não quer dizer que filho seja um incômodo ou sirva para atrapalhar a vida da mãe, mas sim pela dedicação que ela precisa e quer dar ao filho, acompanhando seu crescimento e preparando-o para a fase adulta. Em outros casos, o fato de não conseguir engravidar mesmo após muitos tratamentos. Com o avanço da ciência e da medicina, ela vai buscar outras maneiras para engravidar, caso pelo processo natural não deu certo. Pode ser uma fertilização artificial, como foi mostrado na novela Fina Estampa. Porém, nesse caso ou em qualquer situação, o diálogo do casal é de suma importância, pois ambos precisam aceitar a situação e querer muito esse filho. Reforço que o diálogo entre o casal tem que existir sempre, pois sem diálogo é impossível sustentar qualquer tipo de relacionamento. Quando citei diálogo, significa um diálogo verdadeiro e transparente, onde haja respeito e lealdade das duas partes. Existe também a ideia e possibilidade da adoção, onde alguns casais preferem, outros não. Aí entra, além do diálogo citado, a estabilidade mental, física, moral e financeira do casal. A mulher nunca deve desistir de ter um filho por sentir medo de algo, e sim buscar orientação de profissionais para saber como está sua saúde, que é fator fundamental para se ter um filho, pois assim o médico irá explicar tudo sobre idade, saúde, gravidez após 40 anos. Riscos existem, sim. E estar consciente desses riscos facilita muito a procurar ajuda médica. Enfim, primeiramente precisa estar muito bem informada, fazer exames, para depois tentar gerar um filho. O fator emocional pesa bastante também para o casal e a mulher. Na verdade, um simples estresse é o suficiente para desorientar a pessoa emocionalmente. E o emocional abalado mexe com toda estrutura psíquica e física. Nesse caso, é interessante buscar uma ajuda terapêutica para saber como lidar com a situação da gravidez, da ansiedade, procurando, assim, um autoconhecimento para que tudo ocorra da melhor maneira possível. Apesar dos riscos, uma gravidez após os 40 anos tem também suas vantagens, porque é algo planejado. A depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pode ocorrer com qualquer mulher, não necessariamente após 40 anos, lembrando sempre que cada organismo reage de uma forma. E existem estudos que até os pais ficam com depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pelo simples fato de verem suas mulheres deprimidas. É uma porcentagem de pelo menos 10% de pais no mundo. Mas logo passa. Porém, a mulher, caso tenha depressão pré-parto ou pós-parto, precisa imediatamente procurar ajuda terapêutica. A depressão pós-parto ou pré têm sintomas semelhantes ao de uma depressão comum, onde a pessoa sente-se desvalorizado no extremo, autoestima comprometida, desmotivação para a vida, tentativa de suicídio, abandono do recém-nascido, entre outras. Lembrete: depressão é séria e precisa ser tratada por profissionais da área. E os sintomas citados acima nem sempre significam depressão, ok? Nunca faça automedicação, procure um profissional específico. Somente o médico saberá diagnosticar tudo certo. É importante que a mulher fique atenta e, caso perceba algum sinal ou sintoma depressivo, imediatamente fale com seu médico. A mulher, independentemente da idade, ao ter um filho, é necessário saber administrar muito bem o tempo com a criança, pois não resolve ficar o dia todo com o filho e não lhe dar atenção devida. Pode ser meia hora, mas tem que ser intenso.
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Video = Mulher com trombofilia pode engravidar? Qual o risco?

Mulher com trombofilia pode engravidar? Qual o risco? Veja no video abaixo o que diz a ginecologista Dra. Egle Cristiana C. de Carvalho.
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Ministério da Saúde estuda incluir fertilização in vitro no SUS

O Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho para discutir a inclusão da fertilização in vitro na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2012, isto sete anos depois da primeira portaria que determinava o atendimento para casais que precisassem do procedimento. Se a medida for aprovada, será a primeira vez que o governo federal vai bancar os custos da mais eficiente forma de engravidar para quem tem problemas de fertilidade, que é um procedimento que pode custar até R$ 50 mil por tentativa em médicos particulares. A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida onde óvulo e espermatozoide são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil. A chance de engravidar na primeira tentativa é de 30%, dependendo da idade da mulher.
Ministério da Saúde estuda incluir fertilização in vitro no SUS
O Ministério da Saúde confirmou a intenção de colocar o procedimento na tabela do SUS até o fim do ano, mas não quis dar detalhes sobre como e exatamente quando isso iria acontecer. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, preferiu não comentar a movimentação no Ministério sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, estão sendo discutidos quais seriam os impactos financeiros da medida e onde seria implantado o serviço. No início de março, o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando colocar técnicas de "reprodução assistida" no SUS, sem especificar exatamente qual delas. Atualmente, são oferecidos pelo SUS 31 procedimentos de reprodução humana assistida, a maioria, exames preparatórios para tratamentos mais complexos, como a própria fertilização. A coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul, de Brasília, Rosaly Rulli, faz parte do grupo de trabalho do Ministério.
“Não está sendo discutido nada além da fertilização in vitro. O ministério já tem vários programas para o restante [das áreas da reprodução humana assistida], só a fertilização que não tem”, diz ela. “Tivemos a primeira reunião no final de fevereiro. Agora, há outra reunião marcada para abril. Estamos avançando”, conta. O hospital é referência em fertilização in vitro gratuita, com verbas do governo do Distrito Federal.
A primeira vez que surgiu a possibilidade de colocar a fertilização no SUS foi em março de 2005, quando o Ministério publicou uma portaria que determinava o oferecimento da fertilização pelo SUS a pessoas com dificuldade para ter filhos. Quatro meses depois, ela foi suspensa para a avaliação dos impactos financeiros.
"A grande dificuldade foi [a falta de] recursos. Esse é um tipo de tratamento que tem um custo elevado. Quando fomos debater a política com estados e municípios, houve um movimento muito forte que pontuou que isso não era prioridade”, lembra o senador Humberto Costa, que era ministro da Saúde em 2005, quando o programa foi lançado. “Hoje há uma demanda cada vez maior da sociedade. Além disso, ao longo destes últimos anos, muitas coisas que eram consideradas prioridades já foram contempladas por recursos da área da saúde. Acredito que hoje não existiria o mesmo tipo de resistência [para a inclusão da fertilização in vitro no SUS]”, opina Costa.
Atualmente, existem pelo menos oito hospitais que realizam a fertilização in vitro de forma gratuita, custeada por secretarias estaduais de saúde e orçamentos próprios de universidades. De acordo com levantamento, cada ciclo de fertilização in vitro custa para os cofres públicos entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, dependendo do hospital onde é realizado. Uma das possibilidades para atendimento via SUS é reembolsar esses centros de reprodução assistida que já oferecem fertilização in vitro de forma gratuita. Espalhados por São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, pelo menos oito hospitais realizam cerca de duas mil fertilizações por ano – enquanto a iniciativa privada realiza entre 25 e 30 mil, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.
“Estou confiante de que a fertilização in vitro será incluída no SUS este ano. Acredito que o Ministério da Saúde vai repassar estes recursos, para que serviços que já estão estruturados passem a dar vazão à demanda”, afirma Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência nacional na fertilização in vitro na rede pública.
O hospital acaba de ampliar a infraestrutura na expectativa de realizar mais procedimentos e também poderia, segundo Gebrim, contribuir com o treinamento de médicos de outros estados. Em alguns dos hospitais que já oferecem a fertilização in vitro na rede pública, todo o tratamento é gratuito. Na maioria, no entanto, o casal precisa custear medicamentos para estimular a ovulação e a maturação dos óvulos. Os gastos variam de R$ 3 a R$ 10 mil, segundo os centros de reprodução assistida que oferecem o serviço. Para ter acesso ao tratamento, os casais precisam passar por uma série de exames que verifiquem que a fertilização in vitro é a única opção para ter filhos. O tempo de espera pode ser de anos. Segundo gestores de programas de fertilização ouvidos pelo G1, a inclusão da fertilização in vitro na tabela do SUS possibilitaria a ampliação de vagas e diminuiria o tempo na fila.
“O Hospital das Clínicas da UFMG há muitos anos se vira para oferecer o tratamento gratuitamente e temos uma fila muito grande. A única forma de aumentar [o número de ciclos de fertilização in vitro] seria com o financiamento do SUS”, diz Francisco de Assis Nunes Pereira, subcoordenador do laboratório de reprodução humana do HC da UFMG.
Veja abaixo informações sobre os hospitais que realizam fertilização in vitro na rede pública. A) SÃO PAULO 1) Centro de Referência em Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington Ciclos de fertilização realizados por ano: 300 Taxa de sucesso de gestação: 30% Critérios para entrar na fila de espera: a mulher tem que ter produção de óvulos e o homem produção própria de espermatozóide; a mulher também tem que ter até 35 anos. Características do atendimento: completamente gratuito. 2) Hospital Universitário de Ribeirão Preto Ciclos de fertilização realizados por ano: 450 Taxa de sucesso de gestação: 30% Critérios para entrar na fila de espera: ter avaliação básica e diagnóstico realizado na rede SUS; idades mais avançadas , pelo fato de ter menor resposta, não são priorizadas, em função da demanda. Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar parte da medicação - o restante é fornecido pelo hospital. 3) Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ciclos de fertilizações realizados por ano: 500 Taxa de sucesso de gestação: de 30 a 40% Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação. 4) Hospital das Clínicas de São Paulo Ciclos de fertilizações realizados por ano: 600 Taxa de sucesso de gestação: não informada. Critérios para entrar na fila de espera: não informados. Características do atendimento: não informados. B) BRASÍLIA 5) Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) Ciclos de fertilização realizados por ano: 250 Taxa de sucesso de gestação: 32% Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento de centros de saúde públicos que diagnosticaram necessidade de fertilização in vitro. Características do atendimento: completamente gratuito. C) RECIFE 6) Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) Ciclos de fertilização realizados por ano: 60 Taxa de sucesso de gestação: em torno de 35% Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem; é analisada a reserva ovariana da paciente, ou seja, o que o ovário pode oferecer de óvulos. Características do atendimento: completamente gratuito. D) BELO HORIZONTE 7) Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ciclos de fertilização realizados por ano: 220 Taxa de sucesso de gestação: de 10 a 50% Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento da rede de saúde municipal de saúde pública de Belo Horizonte. Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação. E) PORTO ALEGRE 8 ) Hospital de Clínicas de Porto Alegre Ciclos de fertilização realizados por ano: 250 Taxa de sucesso de gestação: 25 a 30% Critérios para entrar na fila de espera: ter menos de 35 anos na chegada à fila de espera e não ser portador de doenças virais (hepatite B, C, HIV, HTLV I/II) Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação. 9) Hospital Fêmina do Grupo Hospitalar Conceição Ciclos de fertilização realizados por ano: primeira fertilização está prevista para maio de 2012 e a estimativa é realizar cerca de 120 ciclos por ano. Critérios para entrar na fila de espera: serão definidos em março. Características do atendimento: a fertilização in vitro será gratuita e o hospital está buscando formas de viabilizar a gratuidade dos medicamentos.
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Mitos e verdades sobre a Fertilidade

Mitos e verdades sobre a Fertilidade?
Vejam abaixo o que os especialistas em fertilidade responderam as 10 perguntas mais comuns nos consultórios: 1) Chegar ao orgasmo aumenta as chances de gravidez. Mito! Sabe-se, porém, que, durante esse momento de extremo prazer, o útero se contrai e, ao relaxar, pode provocar uma pressão negativa que facilitaria a ascensão dos espermatozoides. O orgasmo masculino, por outro lado, está diretamente ligado à fecundação. Quanto mais excitado o homem está, mais espermatozoides ele tende a ejacular. 2) A alimentação influencia na fertilidade, por isso, as vegetarianas têm mais dificuldade para engravidar. Verdade! Mas com ressalvas. Uma boa alimentação é determinante para o funcionamento de todos os órgãos, por isso, qualquer deficiência nutricional pode prejudicar a saúde reprodutiva. A obesidade e o baixo peso também são nocivos, pois as alterações hormonais e inflamatórias que causam interferem em todas as etapas: ovulação, fecundação, implantação e manutenção da gravidez. O mais importante é que a alimentação seja composta por proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, minerais e vitaminas, ou seja, deve ser variada. No caso das vegetarianas, a fertilidade só é afetada se houver alguma deficiên­cia nutricional. Alguns nutrientes em especial têm influência direta sobre as chances de engravidar, como o selênio e o iodo, que equilibram a produção dos hormônios ligados à reprodução. A vitamina C protege os óvulos dos radicais livres, o ferro é necessário para a ovulação e a falta da vitamina D está ligada à dificuldade para engravidar. 3) Tomar pílula anticoncepcional por muito tempo diminui a possibilidade de ter um bebê. O mesmo acontece com a pílula do dia seguinte. Mito! Por serem bastante similares aos hormônios naturais da mulher, o estrogênio e a progesterona da pílula dificilmente trazem problemas a uma futura gravidez. Também não é necessário fazer pausas entre as cartelas e o retorno dos ciclos ovulatórios acontece logo no primeiro mês após a interrupção do tratamento. Em alguns casos, o uso da pílula até aumenta as chances de gravidez, pois ajuda no tratamento de problemas como endometriose, miomas e cistos — causas de infertilidade. Mas é importante lembrar que outros contraceptivos, como os injetáveis, podem, sim, dificultar esse processo em curto prazo, pois permanecem no organismo por um longo período. Segundo especialistas, a pílula do dia seguinte usada da maneira correta não tem qualquer ação positiva ou negativa sobre a fertilidade. 4) A posição na hora do sexo é determinante para engravidar. Depende... Essa questão divide os especialistas. A maioria afirma que as chances de fecundação são as mesmas independentemente da maneira como a relação acontece. Mas algumas teorias defendem que o ideal é que o sêmen seja depositado no fundo da vagina, facilitando o caminho dos espermatozoides pelas trompas de falópio para encontrar o óvulo. Ou seja, a gravidade poderia ser um problema quando a mulher está de pé, por exemplo. O quadro perfeito, então, seria o homem ficar por cima da mulher. 5) Mulheres que possuem ovário policístico não podem engravidar. Verdade! Mas com ressalvas: o fato é que elas encontram mais dificuldades. A síndrome do ovário policístico é uma desordem do sistema endócrino que provoca um desequilíbrio hormonal e é a principal causa de falta de ovulação e infertilidade. Pode provocar também sintomas como acne, manchas na pele, pelos em excesso e sobrepeso. Nessas mulheres costuma ocorrer ainda uma queda de 5% a 10% na fertilidade, porém quase 90% delas engravidam espontaneamente nos dois primeiros anos. 6) O estresse prejudica a fecundação. Depende! Este é mais um item que não tem um consenso. Uma revisão de 14 pesquisas sobre o assunto realizadas pelo Centro de Estudos de Fertilidade da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, mostrou que não há ligação entre os dois fatores. Mas alguns especialistas afirmam que isso pode não ser verdade. Eles dizem ter acompanhado casos de mulheres que só conseguiram engravidar naturalmente depois de terem o primeiro bebê por meio da fertilização in vitro ou quando estavam de férias. Mas, apesar de toda essa discussão, não há dúvidas de que o estresse tem influên­cia sobre os hormônios e, por isso, pode interferir na fecundação. Além disso, não se pode esquecer que passar por uma fase de nervosismo extremo pode prejudicar o desejo e a excitação. 7) Depois dos 35 anos fica mais difícil engravidar. Verdade! A partir dessa idade há uma redução na quantidade e na qualidade dos óvulos. Antes dos 35, a chance de engravidar gira em torno de 32% e entre 35 e 37 anos esse número cai para 26%. A prevalência de mulheres inférteis aos 35 é de 11% e aos 40, de 33%. A possibilidade de ter um filho cai em média 15% ao ano a partir dos 37. 8 ) Um aborto (espontâneo ou não) reduz as chances de a mulher engravidar novamente. Mito! O aborto em si não está diretamente ligado a impossibilidade de uma futura gravidez. Toda mulher que engravida corre 20% de risco de abortar, mas ele pode ser um sinal de que algo está errado e, por isso, a sua causa deve ser investigada. Quando isso acontece espontaneamente com menos de 12 semanas, o principal motivo é o defeito genético do embrião. Porém, se houver três ou mais abortos espontâneos, o casal deve ser minuciosamente avaliado, pois a chance de eles perderem um bebê no futuro é alta. Outro ponto importante é o atendimento pós-aborto. Todo procedimento cirúrgico, a curetagem ou histeroscopia cirúrgica, nesse caso, pode afetar a fertilidade por interferir na implantação do embrião, que adere ao útero para se desenvolver. 9) Quem tem o útero invertido tem mais dificuldade para engravidar. Mito! Na maioria das mulheres, a boca do órgão é voltada para frente, como se ficasse em pé no fundo da vagina, mas estima-se que de 15% a 25% das vezes ele esteja voltado para a região posterior do corpo. Estresse físico pós-parto ou envelhecimento natural podem causar o mesmo efeito. Mas o fato de o útero estar virado para um lado não prejudica a fertilidade. O que pode acontecer é que, nesses casos, haja maiores chances de a mulher apresentar endometriose, doença que pode afetar a fecundação. 10) Atletas ou mulheres que se exercitam demais podem ter maior dificuldade em engravidar. Verdade! Excesso de exercícios pode alterar a produção hormonal por vários motivos, inclusive pela diminuição exagerada da gordura do corpo, que é importantíssima na produção e na conversão hormonal, sua queda pode causar uma alteração (ou até suspensão) dos ciclos menstruais. A ovulação também pode ser prejudicada.
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Uso de testosterona pode melhorar taxa de gravidez

Apesar dos grandes avanços, um dos maiores desafios que enfrentamos em reprodução assistida são as chamadas “más respondedoras”, ou seja, pacientes que mesmo com o uso de doses máximas de medicações para estimulação ovariana, apresentam ainda assim uma baixa resposta (poucos folículos, óvulos e embriões). A prevalência de baixa resposta à hiperestimulação ovariana está entre 9 a 24% das pacientes submetidas a ciclos de fertilização in vitro (FIV). Nestas pacientes, independente do protocolo de estimulação usado, os resultados são baixos, com altas taxas de cancelamento e baixas taxas de gravidez. Uma variedade de tratamentos alternativos já foi proposto para melhorar a resposta ovariana destas pacientes, mas nada mostrou real eficácia nos estudos prévios. Uma meta-análise desenvolvida pelo pesquisador Bosdou et al, e publicada em fevereiro de 2012 na revista Human Reproduction Update, avaliou o uso de andrógenos previamente a ciclos de FIV na tentativa de aumentar a resposta ovariana em pacientes más respondedoras. Após revisão da literatura médica a respeito, demonstraram que o uso de testosterona transdérmica antes do ciclo de FIV parece aumentar a taxa de gravidez em 15% e a taxa de nascimento em 11%. Além disso, diminui a dose de gonadotrofina necessária e o número de dias de estímulo.
Uso de testosterona pode melhorar taxa de gravidez
A idéia de que a testosterona poderia ser útil para melhorar a resposta ovariana se baseia em estudos prévios em animais que sugerem que andrógenos desempenham um papel importante no desenvolvimento folicular nos estágios iniciais. Além disso, aumento na concentração intra-ovariana de andrógenos parece aumentar a expressão de receptores de FSH nas células da granulosa, aumentando a sensibilidade dos ovários ao FSH. Paralelamente a esses estudos, alguns achados clínicos em mulheres com aumento de andrógenos (ovários policísticos e usuárias de hormônios masculinos exógenos) demonstram que a exposição a esses hormônios pode levar a uma maior número de folículos em desenvolvimento. Em contrapartida, tem sido relatado que níveis inadequados de andrógenos estão associados com menor sensibilidade ao FSH e baixa taxa de gravidez em ciclos de FIV. Em 2009, um ensaio clínico randomizado realizado em Barcelona por Fábregues et al, demonstrou que o uso de adesivos de testosterona transdérmica prévio ao ciclo de FIV em pacientes más respondedoras diminui o número de ciclos cancelados e a dose de gonadotrofina necessária. Em 2011 um outro estudo, realizado na Coréia do Sul por Kim et al, foi publicado na revista Fertility and Sterility demostrando que o uso de testosterona transdérmica gel em más respondedoras aumentou o número de oócitos coletados, oócitos fertilizados, qualidade dos embriões, taxa de gravidez e taxa de implantação. Os estudos ainda são escassos e necessitam mais investigações, mas parecem promissores, levantando uma nova possibilidade de tratamento para as pacientes com baixa resposta à estimulação ovariana.
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Video = O que é preservação da fertilidade?

O que é preservação da fertilidade? Saiba mais a respeito das técnicas e até quando ela pode faze-lo no vídeo com o ginecologista Dr. Joji Ueno,
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Gestações Múltiplas X Uso de mais de dois embriões na fertilização in vitro

A transferência de um único embrião tem sido proposta como uma estratégia para reduzir o risco de nascimentos múltiplos e os resultados adversos da gravidez, após a fertilização in vitro (FIV) : " Um estudo britânico, publicado na versão on line do The Lancet, com o título de "Effect of age on decisions about the numbers of embryos to transfer in assisted conception: a prospective study", revela que o número de nascidos vivos não aumenta com a transferência de mais de dois embriões, mas os riscos associados à esta prática, sim, como risco de nascimento prematuro extremo (com menos de 33 semanas). Para chegar a estas conclusões, pesquisadores britânicos analisaram dados de 124,148 ciclos de fertilização in vitro que resultaram em 33,514 nascimentos. E compararam as taxas de sucesso, isto é, os nascimentos de fetos vivos (livebirths), e os eventos negativos, como os nascimentos de múltiplos, a ocorrência de baixo peso e a prematuridade nos procedimentos em mulheres de até 40 anos e com mais de 40. A transferência de dois embriões resultou em mais nascidos vivos do que a transferência de um único embrião. E de maneira mais marcante, nas mulheres com mais de 40 anos. Nas mulheres com menos de 40 anos, a transferência de três embriões provocou uma menor taxa de nascidos vivos do que a transferência de dois embriões. E, nas mulheres com mais idade, a transferência de três embriões, ao invés de dois, não fez nenhuma diferença. Diante de tais resultados, os pesquisadores ressaltam que a transferência de três ou mais embriões, em qualquer faixa etária, no entanto, está associada com um risco significativamente maior de complicações, incluindo o nascimento prematuro e baixo peso ao nascer. A decisão de transferir um ou dois embriões deve ser baseada em indicadores de prognóstico, como a idade materna. Scott M. Nelson, um dos autores do estudo e presidente de obstetrícia da Universidade de Glasgow, disse que os Estados Unidos é um dos poucos países em que mais de dois embriões ainda podem ser rotineiramente transferidos. Cerca de 40% das fertilizações in vitro nos Estados Unidos envolvem a transferência de três ou mais embriões, e mais de 20% das gravidezes resultantes de FIV terminam em nascimentos múltiplos. Ja no Brasil, segundo estimativas do Registro Latino-Americano de Reproducción Asistida, 42% das gestações por fertilização in vitro resultam em gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos. A Resolução CFM Nº 1.957/2010, que normatiza os procedimentos em reprodução humana assistida no país, determinou uma diminuição do número de embriões que podem ser utilizados em cada tentativa de fertilização.
“Antes, as clínicas de reprodução humana assistida podiam implantar até quatro embriões no útero de uma mesma paciente. Com a nova determinação, esse limite cai para dois, no caso das mulheres com até 35 anos de idade; e três, para aquelas que têm entre 36 e 39 anos. Mulheres com mais de 40 anos mantêm o direito de receber quatro embriões”, explica o ginecologista Jonathas Borges Soares, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.
Na Europa, os serviços de reprodução humana estão empenhados em reduzir o índice de gravidez múltipla. No registro europeu já se verificou uma redução no número de embriões transferidos no período de 1999 para 2000. A transferência de quatro embriões diminuiu de 9,3% para 6,8% e de três embriões de 39,6% para 33,3%, enquanto aumentou o número de transferências com dois embriões, de 39,2% para 46,7%. Na Inglaterra, é proibido colocar mais de três embriões em mulheres acima dos 40 anos. Na Suécia e na Bélgica, transfere-se um único embrião por ciclo para reduzir as gestações múltiplas.
“O estudo britânico não traz notícias fáceis de serem digeridas pelos casais que estão tentando engravidar. Geralmente, a FIV é uma experiência que implica em muitos investimentos: emocionais e financeiros. É natural que os casais desejem aumentar as ‘possibilidades de sucesso’, transferindo mais embriões viáveis. Mas, as conclusões do estudo são claras: três embriões aumentam os riscos e não as chances de sucesso do procedimento. Para pacientes ansiosos, este é um conselho que é mais fácil de ser dado do que seguido... Precisamos dialogar muito com os pacientes sobre esta decisão”, afirma Jonathas Soares.
Embora o nascimento de um bebê por meio das técnicas de reprodução humana assistida ainda leve consigo o risco de uma gestação múltipla, cabe à Medicina aprimorar os métodos de cultivo de embriões e a sua transferência para o útero, o que permitirá otimizar as chances de nascimentos, sem que ocorra a gestação múltipla. Neste sentido, o diretor do Projeto ALFA, enumera alguns desafios que ainda precisam ser vencidos:
“precisamos desenvolver mais pesquisas sobre as condições ideais de transferência do embrião, sobre a sobrevivência intra-útero e sobre a nidação (fixação do embrião no útero). Ainda neste sentido, necessário aprimorar os protocolos de congelamento e descongelamento de gametas e embriões, pois estas técnicas podem colaborar com a redução da gestação múltipla”, observa Jonathas Soares.
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Video = Dificuldade de certas mulheres em engravidar X Programa Bebê a Bordo

Trago no video abaixo do Programa com Saúde não se brinca, as dicas do Dr. Flávio Messina, que fala sobre a dificuldade de certas mulheres em engravidar.
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Doadora de óvulo não é parente

Com os avanços da medicina e da própria sociedade e das formas de relacionamento, o mundo esta mesmo ficando mais complicado... Na ficção televisiva, se uma mulher dá à luz um filho gerado com o óvulo de outra, a quem a criança deve chamar de “mamãe”? Na novela Fina Estampa da Rede Globo, a disputa acontece entre Esther (Julia Lemmertz), que carregou o bebê por nove meses, e Beatriz (Monique Alfradique), dona do material genético. Esther sonhava em ter um filho, mas não conseguia engravidar. Optou pela inseminação artificial, e para reverter seu problema, teve de usar óvulo e esperma de doadores. O namorado de Beatriz morreu. Antes, os dois haviam doado material para o consultório de Danielle (Renata Sorrah), irmã dele. É aí que os caminhos das personagens colidem: sem nenhum dos envolvidos saber, a médica inseriu as doações do casal na paciente. Quando Beatriz descobre ser a mãe biológica da pequena Victoria, decide lutar pela guarda do bebê.
Na vida real, em São Paulo, duas enfermeiras, Gisele, 46 de idade e Amanda, 42, viveram juntas durante seis anos. No terceiro ano de união, decidiram ter um bebê por meio da fertilização in vitro. Gisele cedeu os óvulos, que foram fecundados com espermatozoides de um doador anônimo e, depois, transferidos para o útero de Amanda. Na primeira tentativa, o tratamento não deu certo. Na segunda, a receptora engravidou de um menino. Durante a gravidez, o par de lésbicas começou a se desentender. Gisele queria que seu nome também figurasse no registro de nascimento do filho; Amanda rejeitou a ideia. Em 2008, o par de lésbicas se separou e Amanda ficou com a guarda do menino. O caso agora está em Juízo, onde uma decisão de primeiro grau afirmou que “doadora de óvulo não é parente da criança gestada”.
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Relação entre a Idade e a Fertilidade

A atriz Marcia Cross é mais conhecida por seu papel como Bree van de Kamp, em The Desperate Housewife, mas, recentemente ela tem recebido atenção também por falar abertamente sobre sua experiência com a infertilidade, um caso raro entre celebridades do mundo todo. Em entrevista concedida à revista britânica Easy Living, a atriz afirmou com todas as letras, sem omitir nada: "40 anos não é a idade certa para começar a pensar em engravidar".
É fácil imaginar outra mulher na mesma faixa etária, que está tentando engravidar, se ressentindo a respeito desta declaração, mas a experiência de Cross a legitima a ser porta-voz desta causa, principalmente porque ela não desistiu do tratamento longo e penoso, marcado por insucessos no meio do trajeto. Somente aos 44 anos a atriz conseguiu engravidar de gêmeas. Ela revelou à revista que, antes, era muito difícil conciliar seu desejo de ser mãe com a trajetória de sua carreira.
E apesar de classificar as filhas como "um verdadeiro milagre", Marcia Cross não alimenta as ilusões de muitas sobre ter filhos na casa dos 40. Quando perguntada sobre ser a "garota propaganda" para as mães mais velhas, a estrela, que teve uma gravidez difícil, revelou que esta não era uma boa ideia... Hoje, com 49 anos, a atriz revelou que começou o tratamento de infertilidade um dia depois de seu casamento, e por isto mesmo, nem sequer teve lua de mel. E apesar de ter engravidado rapidamente, sofria de pressão alta e teve de ficar na cama nos últimos meses da gestação. Também desenvolveu pré-eclâmpsia e teve que passar por atendimentos de emergência, diversas vezes.
"O que faz a declaração de Marcia Cross tão difícil ‘de engolir’ para muitas mulheres é que ela realmente diz a verdade, de maneira clara: é difícil engravidar aos 40 anos, mais difícil do que algumas mulheres podem admitir", afirma o ginecologista Nelson Júnior, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.
Segundo dados de um estudo de 2001, conduzido por bio-farmacêutica EMD Serono, as mulheres subestimam drasticamente a idade em que sua fertilidade começa a diminuir.
"A pesquisa, realizada com mais de 1.000 mulheres com idade entre 25 e 35 anos, constatou que as mulheres estavam erradas, na maioria das vezes, sobre quanto tempo levariam para engravidar e sobre o quanto sua fertilidade diminui de acordo com a idade", diz o médico.
Muitas entrevistadas não sabiam que uma mulher saudável de 30 anos tem apenas 20% de chances de conceber a cada mês. Aos 40 anos, este percentual cai para 5%. As mulheres pesquisadas ampliaram muito as probabilidades reais: a maioria achava que uma mulher de 30 anos de idade teria cerca de 70% de chances de conceber e que aos 40 anos, estas chances poderiam chegar a 60%.
"Ou seja, segundo a pesquisa, há uma clara necessidade de educar o público feminino sobre o impacto da idade sobre a fertilidade. É importante que as mulheres saibam que com a idade torna-se cada vez mais difícil conceber - de maneira natural ou empregando técnicas de reprodução humana assistida - e que as taxas de concepção não são tão elevadas como a maioria das pessoas acredita", destaca Nelson Júnior.
Ainda segundo a pesquisa, outro campo onde há uma grande lacuna de conhecimento está no tempo em que das mulheres acreditam que demoram para engravidar. Apenas 14% das entrevistadas respondeu corretamente esta pergunta. Elas achavam que uma mulher de 20 anos poderia engravidar em menos de dois meses de relações sexuais desprotegidas, quando a média real é de cinco meses.
"As questões levantadas pela pesquisa são básicas e têm um impacto muito grande sobre a fertilidade feminina. Talvez, seja por falta de informação que vemos mulheres com 40 anos de idade ou mais tentando engravidar por um ano ou mais, sem buscar ajuda", diz o ginecologista.
Segundo Nelson Júnior, as declarações da atriz impressionam porque "as notícias freqüentes de celebridades que engravidam depois dos 40 anos de idade confundem muito o público. O que se noticia é o nascimento e não o tempo de tratamento das celebridades até elas levarem a gravidez a termo. Por tudo isto, é muito difícil não admirar a honestidade da atriz", afirma o diretor do Projeto ALFA.
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Dificuldades para lidar com a carreira e a maternidade afetam a fertilidade

Por que as mulheres ainda se sentem forçados a escolher entre filhos e carreira, ainda hoje, em 2012? Será que as dificuldades para conciliar a carreira e a maternidade podem afetar decisivamente a fertilidade feminina, no futuro?
Dificuldades para lidar com a carreira e a maternidade afetam a fertilidade
As respostas para este questionamento foram reunidas por pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia e divulgadas num artigo publicado recentemente no Family Relations Journal. Quando falamos em maternidade e carreira, primeiro, é preciso lembrar que homens bem-sucedidos não têm de lidar com nenhum tipo de opção muito difícil no âmbito pessoal. Geralmente, homens no mundo todo, que exercem qualquer profissão, inclusive os cargos diretivos, expressam livremente o desejo de ter filhos e os têm. Na verdade, “quanto mais realizado o homem”, maior é a probabilidade de que ele se case e tenha filhos. Com as mulheres ocorre o inverso… Elas enfrentam os mesmos desafios que os homens em longos expedientes e sofrem as mesmas pressões de quem ocupa cargos importantes. Contudo, há desafios que são próprios de cada sexo.
“A história da mulher no mercado de trabalho está sendo escrita com base em dois quesitos: a queda da taxa de fecundidade e o aumento do nível de instrução da população feminina. Estes fatores vêm acompanhando, passo a passo, a crescente inserção da mulher no mercado de trabalho e a elevação de sua renda”, explica o ginecologista Jonathas Borges Soares, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.
E quando falamos em mercado de trabalho e igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, precisamos mencionar que as empregadas enfrentam uma mesma dificuldade global: o preconceito contra a maternidade. O ambiente de trabalho ainda não contempla as necessidades da mulher. São necessárias muitas mudanças para que a maternidade e o sucesso profissional possam caminhar lado a lado: jornadas flexíveis, possibilidade de trabalhar à distância, oferta disseminada de benefícios, como creches.
“O abismo salarial que ainda persiste entre homens e mulheres é fruto principalmente das penalidades impostas à mulher no momento em que ela interrompe a carreira para ter filhos. De acordo com estudos recentes, uma fração cada vez maior do abismo salarial se deve à maternidade e à educação dos filhos, que acabam por interferir na carreira das mulheres – e não na dos homens –, afetando permanentemente seu salário potencial”, destaca o médico.
A ideia de que as mulheres deveriam imitar, com o mesmo grau de sucesso, o modelo competitivo masculino é um complicador da vida moderna porque os maridos ainda não assumiram uma fatia significativa das responsabilidades tradicionalmente atribuídas a elas no plano doméstico.
“Mesmo mulheres casadas, com salários superiores aos dos maridos, se vêem obrigadas a lidar com a maior parte das responsabilidades domésticas. Poucos são os maridos que se ocupam do próprio trabalho e assumem a responsabilidade pela preparação das refeições, os cuidados com a roupa suja e/ou a limpeza da casa. No tocante aos filhos, o desempenho deles também não é melhor”, observa Jonathas Soares.
De acordo com dados de uma pesquisa do Center for Work-Life Policy, que reuniu dados de americanas e britânicas, quase metade, 43% das mulheres da Geração X com nível universitário – aquelas que atualmente estão entre as idades de 33 a 46 anos – não têm filhos. Três quartos dessas mulheres sem filhos estão em relações estáveis, ou seja, o fato delas ainda não serem mães, provavelmente não é por falta de um parceiro. Será culpa da carreira? As mulheres pagam um preço maior pela ascensão profissional porque os primeiros anos “de batalha” se sobrepõem, quase que exatamente, aos anos mais apropriados para a maternidade. É difícil diminuir o ritmo nos estágios iniciais, acreditando que mais tarde será possível compensar o atraso.
“As mulheres jovens aprendem que as pessoas bem-sucedidas devem se dedicar à carreira na faixa dos 20 anos e canalizar toda a sua energia para o trabalho, durante pelo menos dez anos, se quiserem ter sucesso. Acontece que, seguindo esta recomendação, é bem provável que as mulheres se vejam com 35 anos ou mais e ainda sem tempo para pensar na possibilidade de ter filhos. É exatamente nesta etapa da vida que a infertilidade pode se tornar um problema, conforme provam inúmeros casos. E mesmo com o emprego das técnicas de reprodução humana assistida, é bom saber que as chances de gravidez até 35 anos de idade são de 40% a 50%. Acima de 40 anos, a taxa de sucesso é de 10% , diz o diretor do Projeto ALFA.
A maior pressão sentida hoje pela mulher não é a de provar sua competência, mas sim o próprio desejo de conciliar o trabalho com a família. O difícil balanço entre a vida profissional e a pessoal está na raiz de grande parte da insatisfação manifestada pelas mulheres no mercado de trabalho.
“O fato de que tantas profissionais sejam forçadas a descartar a maternidade é uma injustiça flagrante, além de afetar significativamente os negócios em todo o mundo. Se grande parte das mulheres que insiste em seguir carreira fica impedida de constituir família, outra parte igualmente grande e que opta pela família é obrigada a encerrar a carreira”, informa Jonathas Soares.
Diversas pesquisas no campo dos recursos humanos já apontaram que as mulheres se sentem mais felizes quando têm uma carreira e uma família ao mesmo tempo.
“Precisamos fazer esta notícia ecoar, transpondo as barreiras corporativas, culturais e sociais”, defende o ginecologista.
Mais informações sobre o assunto em: www.projetoalfa.com.br
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Vídeo = A mulher que tem endometriose pode engravidar?

A mulher que tem endometriose pode engravidar? Veja a resposta no video abaixo com o Dr. Mario Cavagna Neto.
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Mãe perde mais de 40 quilos para poder ter filho com fertilização in vitro

Vejam só este caso de uma britânica que precisou perder 42 quilos para poder ter seu primeiro filho, após uma fertilização in vitro. o caso da Suzanne Gaskell, de 30 anos, que chegou a pesar 108 quilos e tentava há 9 anos engravidar, foi contado pelo jornal britânico "Daily Mail".
Mãe perde mais de 40 quilos para poder ter filho com fertilização in vitro
Moradora na cidade de Warrington, na Inglaterra, Suzanne tem um salão de beleza e é casada com Chris Gaskell desde junho de 2002. Desde aquela época, o casal já tentava sem sucesso ter um bebê pelos métodos convencionais. Ao procurar ajuda de especialistas em fertilidade pela primeira vez, em 2005, ela recebeu a notícia de que precisaria perder peso para que um tratamento de reprodução assistida pudesse funcionar. Após saber que precisaria perder peso para engravidar, Suzanne ficou arrasada e insistiu por mais três anos em tentar engravidar sem ajuda médica. Ela conta que seu tamanho nunca havia impedido nenhuma tarefa. Na época, ela estava com 107 quilos e afirmava que seu marido não ligava para os quilos a mais. Sua mãe sugeriu que ela procurasse outra opinião e Suzanne visitou novamente os médicos em 2008. Um novo especialista disse a ela que o excesso de peso poderia estar atrapalhando e sugeriu realizar testes, caso Suzanne conseguisse perder alguns quilos. Para emagrecer, ela se submeteu a uma dieta rigorosa e passou a fazer exercícios físicos três vezes por semana. Ela retornou ao local depois de três meses, com 12 quilos a menos. Até o final de 2009, ela havia alcançado 66 quilos e passou por um exame para analisar suas trompas de falópio, os canais que ligam os ovários ao útero. Como as estruturas internas do sistema reprodutor de Suzanne estavam normais, ela tentou engravidar mais uma vez com a ajuda de remédios, mas fracassou mais uma vez. Somente em junho de 2010, após se submeter a uma fertilização in vitro é que Suzanne conseguiu ficar grávida. A filha Lily-Ann nasceu em maio de 2011, pesando 3,1 quilos.
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Acupuntura pode ajudar na fertilização in vitro?

A acupuntura pode ajudar algumas mulheres a engravidar através da fertilização in vitro, pelo menos é o que mostra uma nova análise de pesquisas, ainda que o verdadeiro benefício da técnica ainda não está claro. A técnica tem sido usado durante milênios na medicina tradicional chinesa, para uma vasta gama de doenças. Dez anos atrás, um estudo na Alemanha foi o primeiro teste clínico a mostrar que a acupuntura parece melhorar as taxas de gravidez em mulheres que fazem FIV. Mas desde então a pesquisa forneceu diversos resultados.
"Eu digo às mulheres que a literatura ainda não nos convenceu de que a acupuntura ajude a engravidar", diz Frederick Licciardi, líder do programa mente/corpo do centro de fertilidade da New York University.
No centro, mulheres podem optar por sessões de acupuntura, ioga e outros serviços "mente/corpo", mas eles são voltados a reduzir o estresse e promover bem-estar geral, e não o sucesso das taxas de gravidez FIV, diz Licciardi. Os ensaios clínicos sobre o tema têm sido pequenos e, frequentemente, de qualidade questionável. No novo estudo, relatado no periódico Fertility and Sterility, pesquisadores chineses combinaram os resultados de estudos anteriores para ter uma ideia do panorama geral. O pesquisador Cui Hong Zheng e colegas do Tongji Medical College avaliaram os resultados de 24 pequenos ensaios clínicos que testavam os efeitos da acupuntura em mulheres que passavam por tratamento de fertilização in vitro. Os testes variaram bastante: muitos usaram acupuntura com agulhas, outros a chamada eletroacupuntura e alguns incluíram laser acupuntura. Os estudos também variaram no quesito grupo-controle. Em alguns, pacientes de FIV receberam acupuntura e outros nenhum tratamento. Em outros estudos, os pesquisadores usaram placebo acupuntura, por exemplo, estimulando pontos não relacionados à fertilidade, de acordo com a medicina tradicional chinesa. Os autores descobriram que as mulheres que recebiam acupuntura tinham uma taxa de gravidez levemente superior àquelas que não passaram pelo tratamento - mas as taxas de nascimento não foram mais elevadas. Porém especialistas apontam que um dos problemas da análise é que ela combinou estudos focados em pontos muito diferentes: diversos tipos de acupuntura, diversos grupos-controle e diversas sessões de acupuntura.
"Eles são muito heterogêneos para generalizar e tirar conclusões", diz Licciardi.
No contexto maior da pesquisa em acupuntura, encontrar um bom controle tem sido um problema. O padrão outro para provar que qualquer tratamento funciona é dividir pacientes em grupos para receber o tratamento ou apenas placebo, sem que nem os pacientes nem os pesquisadores saibam quem está recebendo o quê. Se um ensaio está testando uma droga, é fácil dar ao grupo controle pílulas de açúcar. Mas com a acupuntura tem sido difícil encontrar uma versão placebo da técnica - que não tenha, ou que tenha efeitos mínimos sobre o organismo, mas que seja suficientemente convincente para que os pacientes acreditem estar recebendo acupuntura. De acordo com Licciardi, o problema é que ninguém sabe ainda se a acupuntura pode realmente fazer diferença no sucesso da FIV. Mas se uma mulher quer tentar simplesmente para se sentir melhor ou menos estressada, não haveria grande dano. A acupuntura geralmente é considerada segura, com efeitos colaterais como manchas nos pontos de aplicação das agulhas. O custo varia muito - e pode ou não ser coberto pelos seguros.
"Se a acupuntura ajuda a se sentir melhor e se isso ajuda a passar pelo processo da FIV, então ótimo", diz Licciardi.
Mas por que acupuntura ajudaria a engravidar após uma FIV, ninguém sabe ao certo. Há alguma evidência de que a estimulação das agulhas pode aumentar o fluxo sanguíneo no útero. E pesquisadores pesquisam se a técnica poderia tornar a parede do órgão mais receptiva ao embrião.
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Estudo defende limite de 2 embriões para uso em fertilizações in vitro

Um estudo conduzido por cientistas britânicos defende um limite de no máximo 2 embriões a serem usados nas tentativas de gravidez por fertilização in vitro. O trabalho foi divulgado na revista médica "The Lancet", umas das principais publicações científicas do mundo. Na pesquisa, foram analisadas 124.148 ciclos de fertilização, que geraram 33.514 nascimentos. Os cientistas compararam as taxas de gestações, o número de gêmeos, se os bebês nasceram prematuros (menos de 37 semanas de gestação) ou com pouco peso com menos de 2,5 quilos. As mães foram divididas em dois grupos: um com mulheres abaixo de 40 anos e outro com gestantes acima desta faixa etária. Nos dois grupos, o uso de apenas um embrião tornava as chances de nascimento menores quando comparadas com a implantação de dois embriões. Mas transferir 3 embriões se mostrou menos eficiente que utilizar somente dois em mulheres mais novas e não apresentou diferenças para mães acima desta idade. O risco de adversidades perinatais era maior em fertilizações com dois e três embriões. Já o risco de parto prematuro com menos de 33 semanas de gestação foi muito maior em fertilizações com três óvulos fecundados, segundo os autores do estudo. Como estudos anteriores já haviam mostrado, mulheres mais velhas apresentaram mais dificuldade para engravidar do que as mães abaixo de 40 anos. Mas quando dois embriões eram utilizados durante a fertilização, o risco de nascimento de gêmeos, peso baixo e partos prematuros era menor no grupo de mulheres mais idosas. Para os pesquisadores, o trabalho mostra que o número ideal de embriões a serem usados para mulheres mais velhas que querem engravidar é 2. Apesar de definirem que o limite para fertilizações em qualquer idade deve ser de 2 embriões, os autores pedem por maior liberdade aos médicos para analisarem caso a caso se a fertilização assistida deve ser conduzir com um ou dois óvulos fecundados. Um comentário publicado junto ao artigo ressalta que a decisão sobre o número de embriões a serem usados deve ser um consenso entre as pacientes, embriologistas e médicos, que devem levar em conta casos especiais como mulheres com restrições para partos de gêmeos.
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Após 8 anos tentando, mulher emagrece e consegue engravidar

A fiscal de caixa de supermercado Rosana Elyseu, de 29 anos, conseguiu engravidar pela segunda vez, após oito anos de tentativas frustradas, após eliminar 15 kg de gordura corporal. A moradora de Pirassununga (SP) teve a primeira filha, Eliane, há 15 anos e não conseguia lhe dar um irmão ou irmã. Nesse período, tratou os ovários policísticos com um ginecologista, que pedia para que ela perdesse peso se quisesse mesmo ser mãe novamente.
“Não levei isso a sério, mas foi só emagrecer que engravidei”, comemora.
Hoje, ela está de quatro meses e meio e ainda não sabe o sexo da criança. Só tem certeza de uma coisa: vai se controlar e ganhar no máximo 12 kg nestes nove meses. Até agora, engordou apenas 3 kg.
Desde abril do ano passado, Rosana baixou de 77 kg para 62 kg, em 1,58 m de altura. A cintura de 106 cm foi reduzida para 84,5 cm. Para isso, consultou-se com uma nutricionista, mudou radicalmente a alimentação e passou a fazer atividade física regular.
“As primeiras semanas foram as mais difíceis. Sentia falta principalmente dos bolos e doces do café da tarde”, conta.
Além disso, ela cortou refrigerantes, biscoitos recheados, frituras e carne vermelha. Esses alimentos foram substituídos por frutas, verduras, leite desnatado, adoçante, pão integral e carnes brancas (como peixe e frango) e magras. Rosana também procura comer de três em três horas. Antes, não tinha hora para as refeições, nem durante a noite.
“Às vezes, assaltava a geladeira de madrugada. Comia bolacha com requeijão, bolo, frango frito”, lembra.
A paulista não tinha disposição nem para subir escadas. Com o mínimo exercício, já se sentia cansada e ofegante. Passou a frequentar aulas de step três vezes por semana na academia de um centro comunitário da cidade. Atualmente, por conta da gestação, tem feito apenas caminhadas de meia hora, entre duas a três vezes por semana.
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Novas técnicas permitem que casais inférteis voltem a ter filho

Em 1978, o mundo presenciou um marco na área da reprodução humana: nascia na Inglaterra o primeiro bebê de proveta!
Primeiro Bebe de Proveta em 1978
Casais inférteis, antes sem a possibilidade de obter a gravidez tão desejada, tiveram, a partir dessa data, esperanças renovadas.
“A infertilidade, que atinge cerca de 15% dos casais no período reprodutivo, ou seja, entre os 15 e 45 anos - passou a ter uma ampla gama de tratamentos cada vez mais bem sucedidos a medida que as pesquisas evoluem”, considera o especialista em reprodução humana Felipe Oliveira de Albuquerque.
A literatura médica diz que a pesquisa do casal infértil visa atingir identificar e corrigir as causas de infertilidade, informar detalhadamente cada passo do tratamento, proporcionar apoio emocional durante a pesquisa e tratamento do casal e oferecer as formas de tratamentos convencionais, bem como técnicas de fertilização assistida, se necessárias. Conforme explica Felipe Oliveira, o primeiro passo é a avaliação da infertilidade através da análise do fator masculino, com o estudo do sêmen por meio da coleta e do exame conhecido como espermograma.
“Vale salientar que em 35% a 40% dos casos de infertilidade a causa é masculina. Já quando analisamos o fator feminino é fundamental, a princípio, afastar a possibilidade da existência de doenças sistêmicas que interferem no processo reprodutivo, tais como: diabetes, doenças da tireóide, obesidade e outras”, acrescentou Felipe Albuquerque.
De acordo com o histórico da paciente e considerando outros fatores clínicos, o médico pode lançar mão de um extenso arsenal de métodos de diagnóstico para identificar a origem da infertilidade, como por exemplo videohisteroscopia, videolaparoscopia, ultrasonografia, dosagens hormonais entre outros. Após esse estudo do casal, é possível identificar as principais doenças envolvidas na origem da infertilidade. No homem, a varicocele – conhecida varize que se forma na bolsa escrotal - é a principal causa. Já na mulher a falta de ovulação, a endometriose e alguns processos infecciosos estão entre as doenças mais freqüentes. Os avanços na terapêutica do casal infértil tem sido constantes e incluem desde a descoberta de substâncias mais eficientes no tratamento de indução da ovulação até as técnicas mais avançadas de fertilização “in vitro”. Não foram poucas as mães beneficiadas por cirurgias videohisteroscópicas, que permitem a retirada de pólipos, miomas, septos e aderências no útero sem a necessidade de cortes, assim como por técnicas minimamente invasivas como a videolaparoscopia, que possibilitam o tratamento de endometriose, cistos de ovários e aderências pélvicas utilizando microcâmeras e pinças e descartando incisões de grande porte. Conforme destaca o médico Antonio Carlos Albuquerque, um dos principais nomes da reprodução humana em Alagoas, no campo da fertilização “in vitro” os resultados alcançam até 65% de chances de se alcançar a gravidez, dependendo o sucesso, basicamente, da idade da mulher. Ele cita ainda a injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ou ICSI, por sua sigla em inglês), técnica iniciada na década de 90 que tornou possível a fertilidade em homens vasectomizados e em mulheres que retiraram as trompas. A ICSI favoreceu o desenvolvimento de novos exames a serem realizados antes do implante do embrião no útero, oferecendo aos pais a tranqüilidade de iniciar uma gravidez com um embrião sem alteração genética ou cromossomial.
injeção intracitoplasmática de espermatozóide
“Toda essa evolução no campo da reprodução humana propiciou a casais antes inférteis, a possibilidade de alcançar a gestação desejada. A tecnologia avança a cada segundo, novas técnicas deverão surgir nos próximos anos e, consequentemente melhores resultados deverão ser obtidos. O importante é que, antes de mais nada, sejam resultados conquistados dentro de princípios éticos”, finalizou Felipe Albuquerque.
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Pesquisa associa os hábitos alimentares à capacidade de reprodução masculina

Um estudo divulgado recentemente pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) associa os hábitos alimentares à capacidade reprodutiva. De acordo com o estudo, o consumo excessivo de alimento industrializado, rico em gordura trans pode afetar a fertilidade masculina. Para a nutricionista Rosa Silvestrim, do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, a gordura corporal desempenha um papel fundamental na reprodução humana.
“Tanto o excesso, quanto a deficiência de gordura corporal pode levar a falhas reprodutivas”, explica Rosa.
Na investigação, os pesquisadores das universidades de Murcia, na Espanha, Harvard e Rochester, nos Estados Unidos, recrutaram 188 voluntários, com idades entre 18 e 22 anos, e os dividiram em dois grupos. O primeiro formado por homens que receberam uma dieta rica em carboidratos, carne vermelha, doces e bebidas energéticas. O segundo grupo, consumidores assíduos de frutas, verduras, grãos e peixes. Todos cederam amostras de sêmem para a análise. Os adeptos de uma dieta mais saudável obtiveram melhores resultados em relação à mobilidade e qualidade dos espermatozóides.
”Doze porcento ou mais dos casais inférteis tem desvios de seu peso corporal ideal como a causa de sua infertilidade”, destaca Rosa.
O especialista em reprodução humana, Nilo Frantz, explica que a saúde reprodutiva tem relação direta com uma alimentação adequada e com a prática regular de exercícios físicos.
“É importante ressaltar que os benefícios de uma dieta equilibrada são fundamentais para os homens, principalmente em situações de baixa contagem, motilidade, fluidez e má formação dos espermatozoides”, conclui.
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Video = Tranquilidade e calma ajuda na fertilidade

Tranquilidade e calma ajuda sim na fertilidade, por isto no projeto de concepção, não fazer sexo por obrigação e sim por prazer, pode ajudar. Veja as dicas de um especialista no video abaixo.
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Video = Gravidez na adolescência e infertilidade

Gravidez na adolescência e infertilidade são temas delicados que rodeiam a vida de uma mulher. Vejam então no vídeo abaixo a Drª Denise Coimbra, falando sobre o assunto, desde a prevenções, métodos contraceptivos, até esclarecendo dúvidas comuns sobre o processo de fertilização.
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Doação de óvulos

Veja o caso da Fernanda Neves, que é casada há 11 anos, e já não tinha mais esperança em ser mãe. Aos 32 anos de idade, ela já havia engravidado oito vezes, mas infelizmente abortado espontaneamente em todas as tentativas, por conta de uma deficiência em seu ovário. Anos depois, porém, um novo universo se abriu ao saber de uma das mais revolucionárias técnicas de reprodução assistida: a doação de óvulos.
“Até então, não sabia que essa possibilidade existia. O método passou a ser a minha última esperança em ser mãe”, conta ela, que conseguiu o êxito da gravidez há quatro meses.
O método da doação de óvulos é utilizado no Brasil há 10 anos. Legalmente garantido por uma resolução do Conselho Federal de Medicina de 1992, ele é usado por mulheres que já atingiram a menopausa ou por aquelas portadoras de problemas ovarianos crônicos. As taxas de gravidez variam de acordo com a idade dos envolvidos no processo. Especialista em medicina reprodutiva e membro da Rede Latino Americana de Reprodução Assistida, o médico João Ricardo Auler lembra que a doação tem de ser feita no anonimato.
“Esta é uma forma de evitar que a doadora dos óvulos venha requerer algum direito sobre a criança. Havendo o anonimato na doação, é garantida a integridade dos direitos maternos da receptora”.
Do início do processo de doação à positividade do teste de gravidez são aproximadamente dois meses. Primeiramente, faz-se um mês de avaliações clínicas na futura mãe, procurando uma doadora com mesma compatibilidade. Depois de escolhida a doadora, que deve ser saudável, com menos de 35 anos e nenhum histórico de doenças genéticas, esta começará a receber injeções que estimulem a ovulação, o que deve levar duas semanas. Paralelamente, a receptora tomará medicações para preparar o útero para receber o embrião.
“Quando ambas estão aptas, coleta-se os óvulos da doadora, fertilizando-os in vitro com os espermatozóides do marido da receptora. Feita a fertilização, os embriões são colocados no útero da receptora por um cateter vaginal”, explica João Ricardo Auler, que é diretor médico da Clínica Pró Nascer.
O especialista ressalta que, após a positividade do teste de gravidez, a gestação acontece de forma absolutamente normal, apesar de os cromossomos do bebê serem metade do marido da receptora e metade da doadora. “Por conta disso, o processo de escolha da doadora é bem minucioso, baseando-se na semelhança física, imunológica e na máxima compatibilidade entre doador e receptor”, diz João Ricardo. São várias as razões que levam as mulheres a serem doadoras. As mais comuns são mulheres que participaram de fertilização in vitro ou inseminação artificial e, por terem alta produção ovariana, doam de fórmula voluntária e anônima parte dos óvulos obtidos.
“Há também a doação compartilhada. Nesse caso, a receptora paga parte dos custos da paciente, que tem indicação para bebê de proveta (doadora), mas não pode fazê-lo por motivos financeiros. Em troca, a receptora recebe metade dos óvulos produzidos pela doadora. Dessa forma, estaremos ajudando duas mulheres e dando a ambas o direito de ser mãe”, destaca João Ricardo Auler.
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A Polêmica da Inseminação Artificial na TV nas Novelas da Globo

Uma já passou dos 40 e tomou uma difícil decisão para não adiar mais a maternidade: vai carregar em sua barriga um bebê gerado com óvulo de outra mulher. Nem que isso force a sua separação. Já a outra, mais jovem, casou com um homem vasectomizado e será inseminada com o sêmen do cunhado. Apesar de distintas, as tramas de Esther (Julia Lemmertz) e Cris (Regiane Alves), no ar respectivamente em "Fina estampa" e "A vida da gente", passam por um mesmo cenário: o consultório médico. Autor da novela das 21h, Aguinaldo Silva está munido de pesquisa, sua equipe ouviu especialistas em fertilização in vitro e mulheres que passaram por esse processo, para escrever o drama de Esther. A trama foi inspirada no caso de Lilia Seldin, sócia do novelista numa pousada na região serrana do Rio. Ela decidiu engravidar de um doador de sêmen anônimo depois de dois casamentos com homens que não queriam filhos. O ponto de partida, conta Aguinaldo, foi a realidade. Mas a história, e principalmente seus desdobramentos, é fruto da ficção. Ao contrário da vida real, a personagem não terá seu próprio óvulo fecundado (usará o de uma doadora).
- Há várias discussões. A primeira é que, graças ao progresso da ciência, a mulher tem condições de "gestar" ou hospedar um bebê mesmo depois da menopausa. A segunda é que ela pode dispensar a participação direta do homem, pois recebe o óvulo já fecundado. Outra discussão é: a criança "gestada", mas não gerada, é ou não da mulher que a hospedou? Ela não tem o seu DNA, mas durante nove meses foi alimentada por ela - questiona Aguinaldo.
Na ficção, Esther encontra apoio na figura da médica Danielle Fraser (Renata Sorrah), especialista em fertilidade dirigida. Já o marido da estilista, Paulo (Dan Stulbach), não pode e nem quer ter filhos. E morre de ciúmes desse novo ser, chamado por ele de "filho de ninguém".
- Eles vão se separar e se envolver com outras pessoas, como é necessário que aconteça nas novelas. Mas eu não consigo imaginar os dois separados no final da história - adianta o autor.
Para Julia Lemmertz, o assunto é polêmico justamente por fazer parte da vida atual e falar de família de um jeito diferente. Em sua pesquisa para o papel, a atriz marcou uma longa consulta com o seu ginecologista, Marcio Coslovsky, especialista em reprodução humana.
- O assunto gera uma discussão imensa. Tem gente que compreende e gente que acha um absurdo, como o Paulo. Procuro não julgar - diz Julia.
Mãe de Luiza, 23 anos, e Miguel, 11, a atriz entende a vontade de Esther em vivenciar fisicamente a maternidade:
- Ela poderia adotar, mas quer ver a própria barriga crescendo. Os meus dois filhos foram concebidos de forma natural e nasceram de parto normal. Para mim, o sentido da vida se completa quando você é mãe e pode gerar seu filho. Eu nem preciso escrever um livro ou plantar uma árvore para me sentir realizada.
Assim como Aguinaldo, Lícia Manzo, autora de "A vida da gente", conta com uma equipe de pesquisadores e consultores médicos para orientar as cenas com termos técnicos. Mais do que falar sobre banco de sêmen ou fertilização in vitro, o foco da novelista é tratar das famílias da atualidade.
- O escopo da novela é a transformação que elas vêm sofrendo. Acredito que onde falta a tradição, é justamente o afeto que irá legitimar os laços. A partir daí, construí uma crônica das relações atuais - conta Lícia.
Sem aceitar que Cris use um banco de sêmen para engravidar, Jonas (Paulo Betti) pagará o próprio irmão, Lourenço (Leonardo Medeiros), para ser o doador.
- É um assunto delicado. Muitas vezes penso o quanto seria difícil passar por todo este processo, o quanto é estranho e desconfortável esta situação de usar o cunhado. Já conheci um casal de irmãos em que a irmã gerou o filho para o irmão porque a cunhada não podia gerar. Fiquei boquiaberta e ao mesmo tempo admirada com esse tipo de amor - relata Regiane.
Para a autora de "A vida da gente", a semelhança entre a sua trama e a das 21h "apenas comprova a atualidade do tema em pauta". Ela diz que o assunto está cada vez mais presente e que, por ser algo relativamente novo e pouco conhecido, é natural que seja discutido. Já Aguinaldo acha que as coincidências poderiam ser evitadas.
- A prioridade na abordagem do tema deveria ser para quem apresentou a sinopse primeiro. Eu fiz isso em junho de 2009. De qualquer modo, tenho certeza de que o tratamento dado por cada autor ao tema será bem diferente - conclui.
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Mulher com magreza exagerada tem menos probabilidade de engravidar do que as mulheres gordas

Estudo afirma que uma mulher com magreza exagerada tem menos probabilidade de engravidar do que as mulheres gordas, inclusive as consideradas muito obesas. O pesquisador e especialista em fertilidade Richard Sherbahn, do Centro de Fertilidade Avançada de Chicago, EUA, conduziu uma pesquisa com 2,5 mil fertilizações in vitro durante 8 anos para chegar a essas conclusões. As pacientes foram divididas em grupos de magras, normais e obesas. As normais tiveram taxa de maternidade de 50%; as obesas 45% e as magras, 34%. Segundo o pesquisador, é sabido que as mulheres muito magras têm baixo teor de estrogênio, dificultando a gravidez. No entanto, durante a fertilização in vitro, todas recebem tratamento adequado de hormônios, o que faz com que elas ovulem em graus similares. O problema deve ter ocorrido em algum processo após a ovulação. Uma das explicações possíveis, para o cientista, é que tudo faz parte do processo evolutivo.
"Se a pessoa é muito magra, significa que não há comida suficiente, e portanto não é uma boa hora para ter um filho", disse
De todo modo, diz ele, o melhor é sempre controlar o seu peso de acordo com a sua altura, para ter um organismo mais saudável e maiores chances de engravidar.
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